A cumplicidade faz-nos crescer! Brincar faz-nos crescer!


“Crescer com o olhar cúmplice do pai e da mãe não devia ser um privilégio. Precisam-se de pais cúmplices nos dias, nas horas, e em todos os minutos dos filhos.” (Inês Poeiras)

Precisam-se de olhares apaixonados, olhares disponíveis, olhares suportivos, precisam-se de olhares atentos, focados no positivo, no deslumbramento, nas descobertas, nas brincadeiras, ou nas pequenas atividades do dia a dia.

A cumplicidade faz-nos crescer na medida em que reflete uma relação firmada em amizade, companheirismo, partilha, entendimento. No entanto, tal como alguns especialistas indicam "Os pais podem e devem ser amigos, mas não se podem resumir a esse papel. Os miúdos precisam de pais que, além de amigos, exerçam autoridade, definam limites." (Rute Agulhas). Assim, os pais, antes de mais, têm que ser pais, estão num papel de educadores, de proteção, segurança, de orientação. Ainda assim há uma cumplicidade única na relação pais-filhos, que deve ser sempre alimentada e reforçada.

Procure lembrar-se dos momentos de cumplicidade que partilhou com os seus pais ou outros cuidadores... de um tempo, palavras ou olhares só vossos.

Neste tempo cúmplice é muito importante amar. Ser caloroso, gentil, sensível, atento, e estabelecer uma relação forte e segura com as crianças, o que contribui para desenvolver um sentimento de segurança e competências sociais, que serão importantes ao longo das suas vidas.

Neste tempo cúmplice é também importante conversar, falar e, sobretudo, escutar. Isto contribui não só para o desenvolvimento cognitivo da criança, da comunicação e da linguagem, estabelecendo uma base para aprender a ler e a escrever e para o sucesso académico, como contribui para fortalecer a relação emocional pais-filhos.

Neste tempo cúmplice é, também, essencial brincar. Brincar tem benefícios comprovados para o desenvolvimento saudável da criança a todos os níveis. É também através da brincadeira que as crianças se envolvem e interagem com o mundo e com os outros, adquirem competências que lhes serão úteis para ultrapassar desafios atuais e futuros, permitindo-lhes resolver problemas, tomar decisões, partilhar, negociar, criar, imaginar... e, acima de tudo, brincar proporciona-lhes alegria e bem-estar! Quando os pais observam ou se envolvem na brincadeira dos filhos têm uma oportunidade maravilhosa de ver o mundo através dos olhos das crianças. As interações que ocorrem nestes momentos ajudam a fortalecer as relações e transmitem à criança disponibilidade total e atenção positiva.

Por tudo isto a cumplicidade, brincadeira, partilha de momentos únicos e afetuosos faz-nos crescer!

Sugestões:

  • Arranje tempo para estarem juntos, para olharem uns para os outros, para brincarem, para serem cúmplices...

  • Brinquem muito, ao que vos apetecer, envolvendo-se em brincadeiras dirigidas pelos seus filhos e olhando o mundo com os olhos deles.

  • Envolva também os seus filhos nos seus hobbies, partilhando o que gosta e momentos especiais com eles.

  • Converse muito, mas sobretudo escute, ouça e compreenda o que os seus filhos lhe estão a dizer.

  • Dê tempo para os seus filhos brincarem, procurando um equilíbrio (ajustado a cada criança e família) entre o tempo despendido em atividades mais estruturadas e em vivências plenas e livres de experiências, interações e brincadeiras.

Adaptado e traduzido por Joana Nunes Patrício de Agulhas, 2018; American Academy of Pediatric, 2018; http://lovetalkplay.org; Webster-Stratton, 2011.

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