Saltar na cama dos pais faz-nos crescer!


Desta vez refletimos sobre a importância da alegria e boas memórias no desenvolvimento das crianças. As memórias fazem de nós parte do que somos, “sem a força unificadora da memória, estaríamos divididos em tantos fragmentos quantos os momentos do dia” (Kandel, 2010). De fato as memórias são estruturantes e dizem-nos muito do que fomos e do que somos.

Que boas memórias tem da sua infância? O que o fez crescer? Que momentos especiais partilhou com os seus pais ou outros cuidadores? Desde brincar ao “monstro apanha todos”, à história ao deitar, ao bolo que fazia com a mãe... Estas interações e momentos positivos do dia-a-dia são essenciais. É preciso fazer dos momentos de alegria e entusiasmo uma prioridade, encontrar tempo de alegria e diversão. Quando as crianças percebem que nos divertimos com elas, que gostamos de passar tempo com elas, desenvolvem uma maior alegria na relação com os cuidadores, e uma maior confiança em si próprias e no mundo. E nunca é cedo demais para encontrar este tempo de atenção positiva e entusiasmo, basta reparar como os bebés se divertem e riem quando brincam com eles, como repetem constantemente algo que faz os adultos rir, ou como solicitam a atenção dos adultos para brincar com eles.

Um desenvolvimento saudável, inclusivamente da arquitetura do cérebro, depende da qualidade e estabilidade das relações da criança com os seus cuidadores, bem como da qualidade do ambiente e das experiências que lhe são proporcionadas na infância.

Com efeito, a investigação indica que as experiências vividas na infância têm impacto na “arquitetura” do cérebro, i.e. na forma como ele se estrutura, sendo que o tipo de experiências vividas - positivas ou negativas - têm um impacto distinto nesta construção e que este impacto pode ser temporário ou ter efeitos a longo prazo. Assim, ambientes suportivos e experiências de qualidade, podem construir uma base mais segura e competente para os desafios e aprendizagens ao longo da vida.

Por tudo isto saltar na cama ou partilhar outro tipo de interações e experiências positivas e alegres faz-nos crescer!

Sugestões:

  • Faça brincadeiras divertidas e alegres com os seus filhos; deixe-se rir e contagiar pela alegria deles.

  • Pense nas suas experiencias de infância, nas que lhe trazem melhores memórias e de que forma está a transmitir o mesmo aos seus filhos.

  • Esteja verdadeiramente no momento, passando tempo e, sobretudo, tempo de qualidade com os seus filhos, num ambiente de amor, confiança e respeito.

  • Um momento de qualidade pode acontecer em qualquer altura e em qualquer lado, e transmite aos seus filhos como os valoriza e aprecia.

  • Tente planear algum tempo regular e individual com cada um dos seus filhos.

  • Interaja de forma positiva, com sorrisos, gargalhadas, contacto ocular, abraços, carinho.

  • Muitas vezes os pais recriam experiências que tiveram na sua infância. Às vezes fazem-no de forma consciente, outras fazem-no sem sequer se aperceberem de que o estão a fazer. Seja saltar na cama dos pais, seja viagens em família, seja o almoço de domingo, seja a história ao deitar, o importante mesmo é criar boas memórias, memórias que acompanham e alimentam as crianças ao longo da vida, e que eventualmente queiram repetir um dia com os seus próprios filhos, criando um sentido de pertença e identidade familiar especial.

Traduzido e adaptado por Joana Nunes Patrício de Kandel, 2010; National Scientific Council on the Developing Child, 2004, 2007, 2010; Webster-Stratton, 2011.

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