<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><title>caminhosdainfancia</title><description>caminhosdainfancia</description><link>https://www.caminhosdainfancia.com/blog</link><item><title>Ainda não estou mentalizada....</title><description><![CDATA[Chegou a altura do regresso ou entrada na creche... tempos de alegria, entusiasmo e expectativas, mas que também podem gerar alguma ansiedade, tanto nos pais como nos filhos. Os receios dos pais passam sobretudo pelo bem-estar, segurança e integração dos filhos neste novo contexto, seja uma nova escola, uma nova educadora, novos colegas, um novo ano letivo, questionando-se: Será que vai ficar bem? Vai sentir muito a nossa falta? Será que vai chorar e o conseguem consolar? Será que percebem o que<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_609b692e91fa455fa137787db83cee67%7Emv2.png/v1/fill/w_310%2Ch_213/d262ef_609b692e91fa455fa137787db83cee67%7Emv2.png"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/09/04/Ainda-n%C3%A3o-estou-mentalizada</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/09/04/Ainda-n%C3%A3o-estou-mentalizada</guid><pubDate>Wed, 04 Sep 2019 09:28:28 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_609b692e91fa455fa137787db83cee67~mv2.png"/><div>Chegou a altura do regresso ou entrada na creche... tempos de alegria, entusiasmo e expectativas, mas que também podem gerar alguma ansiedade, tanto nos pais como nos filhos. Os receios dos pais passam sobretudo pelo bem-estar, segurança e integração dos filhos neste novo contexto, seja uma nova escola, uma nova educadora, novos colegas, um novo ano letivo, questionando-se: Será que vai ficar bem? Vai sentir muito a nossa falta? Será que vai chorar e o conseguem consolar? Será que percebem o que ele tem? E se se magoa? Fará amigos?</div><div>Por um lado, pode ser um alívio sentir que os filhos ficam bem entregues e que vai ter tempo para si, por outro, pode ser difícil separar-se dos filhos e deixá-los ao cuidado de outras pessoas, sobretudo quando eles ficam a chorar.</div><div>E não fica necessariamente mais fácil à medida que o tempo vai passando, ou de filho para filho. A este propósito ainda ontem me diziam “parece que custa cada vez mais”, “ainda não estou mentalizada”, “já é o terceiro, mas parece que é cada vez mais difícil”.</div><div>A ansiedade de separação faz parte do desenvolvimento infantil, podendo ser mais ou menos intensa consoante vários fatores, como o temperamento da criança e a sua segurança na vinculação aos pais. À medida que a criança cresce, se torna mais confiante e independente, cria relação com os educadores e colegas, e percebe que os pais vão e voltam sempre, a ansiedade tende a ir diminuindo. Cada criança tem o seu tempo e a sua forma de adaptação, e cada pai também. Às vezes decorre tudo de forma muito tranquila, outras vezes custa e demora mais, sendo necessário dar tempo para a adaptação.</div><div>Procure transmitir segurança e confiança, entusiamo pela nova fase, reconheça e respeite os sentimentos dos seus filhos, mas mantendo a firmeza e a confiança de que tem de ir e que vai ficar bem, e de que logo voltam a estar juntos.</div><div>Para aliviar a sua própria ansiedade converse com os educadores, ligue a meio do dia para saber como estão os seus filhos, faça uma adaptação gradual dentro do possível, começando por deixá-los menos horas e aumentando o tempo, mantenha a colaboração com a equipa e a confiança na mesma, use os recursos disponíveis na instituição sempre que sentir necessidade ou tiver alguma dúvida ou preocupação (sejam educadores, psicólogos, direção).</div><div>Ficam também algumas sugestões para facilitar a adaptação da criança:</div><div>Façam tudo com calma pela manhã para não gerar ansiedadeComentem a rotina do dia (como vão, quando vão, como vai ser o dia e o regresso)Preparem a mochila/saco juntosTragam de casa um brinquedo de afeto escolhido pela criançaDigam-lhe adeus e criem uma rotina de despedida que não seja muito demorada (por exemplo um beijinho na mão para o seu filho guardar até que venha buscá-lo)Usem expressões e um tom de voz que mostrem entusiasmo e segurança. Deixe a mensagem clara de que vai ficar bem, de que o virá buscar e quando (ex. Tem um bom dia, brinca muito, o pai vai para o trabalho e vem-te buscar depois do lanche)Faça a adaptação de forma gradualResista a voltar atrás para o “salvamento”, confie que ele está com profissionais com experiência e que tudo vai correr bem</div><div>Traduzido e adaptado de Reichlin, G., &amp; Winkler, C. (2010); Dabkowska, M., Araszkiewicz, A., Dabkowska, A., &amp; Wilkosc, M. (2011).</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Como apoiar o desenvolvimento infantil?</title><description><![CDATA[Os dois primeiros passos do guia do Center on the Developing Child de Harvard, publicados nos posts anteriores, permitiram compreender como as primeiras experiências e relações são importantes para o desenvolvimento ao longo da vida. Agora, no terceiro passo deste guia, apontam um conjunto de três princípios e a ciência da resiliência, no sentido de apoiar as famílias e o desenvolvimento das crianças e de maximizar a eficácia de políticas e serviços nesta área.Que princípios? Apoiar<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_5e577e04b75e4fe988f7790c1c2636d9%7Emv2.jpg/v1/fill/w_310%2Ch_413/d262ef_5e577e04b75e4fe988f7790c1c2636d9%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/06/24/Como-apoiar-o-desenvolvimento-infantil</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/06/24/Como-apoiar-o-desenvolvimento-infantil</guid><pubDate>Mon, 24 Jun 2019 13:31:45 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_5e577e04b75e4fe988f7790c1c2636d9~mv2.jpg"/><div>Os dois primeiros passos do guia do Center on the Developing Child de Harvard, publicados nos posts anteriores, permitiram compreender como as primeiras experiências e relações são importantes para o desenvolvimento ao longo da vida. Agora, no terceiro passo deste guia, apontam um conjunto de três princípios e a ciência da resiliência, no sentido de apoiar as famílias e o desenvolvimento das crianças e de maximizar a eficácia de políticas e serviços nesta área.</div><div>Que princípios?</div><div><div>Apoiar relacionamentos responsivos. Para as crianças, as relações responsivas com os adultos têm um duplo benefício, promovem o desenvolvimento saudável do cérebro e proporcionam apoio e proteção para lidar com o stress. Para os adultos, as relações saudáveis também estimulam o bem-estar e proporcionam suporte prático e emocional, fortalecendo a capacidade para lidar com situações stressantes. Ao apoiar relações responsivas, entre crianças e adultos e nos adultos entre si, estamos a promover o desenvolvimento saudável das crianças, a modelar relações responsivas e a reforçar as competências dos adultos.</div><div>Fortalecer competências centrais de vida. Todos nós precisamos de um conjunto de competências para gerir a vida, o trabalho e os relacionamentos com sucesso. Estas competências base são as chamadas funções executivas, que suportam a nossa capacidade de concentração, planeamento e alcance de metas, de adaptação a situações de mudança e de controlo de impulsos. Estas competências são desenvolvidas ao longo do tempo através de treino e prática. Os adultos podem estimular o desenvolvimento das funções executivas das crianças. Políticas que promovam estas competências em crianças e adultos são essenciais para o sucesso académico, profissional, e também parental.</div><div>Reduzir fontes de stress. Nem todo stress é mau, mas o stress intenso e contínuo pode causar problemas duradouros para as crianças e adultos, na medida em que a ativação excessiva dos sistemas fisiológicos de resposta ao stress afeta o cérebro e outros sistemas biológicos. Reduzir fontes de stress na família protegerá as crianças direta e indiretamente, pelo que uma abordagem multigeracional para reduzir as fontes externas de stress nas famílias tem duplos benefícios: os adultos serão mais capazes de proporcionar relações responsivas e ambientes estáveis para as crianças, e as crianças podem desenvolver sistemas saudáveis de resposta ao stress e uma arquitetura robusta do cérebro.</div></div><div>Então e se não conseguirmos eliminar os factores de stress? Onde entra a resiliência?</div><div>As mesmas experiências precoces adversas não têm o mesmo efeito em todas as crianças, sendo que algumas crianças superam melhor as dificuldades e desenvolvem mais resiliência que outras. Uma maneira de entender o desenvolvimento da resiliência é visualizar uma balança. Se existirem fatores protetores (ex. experiências positivas de vida, relações de apoio, competências para gerir problemas, etc.) a contrabalançar e a sobrepor-se aos fatores de risco, com o tempo, o impacto cumulativo destes fatores pode direcionar a saúde e desenvolvimento da criança para resultados positivos.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_bf41f21e604e4e85a0ee7fb62a9eb603~mv2.png"/><div>Imagem de Center on the Developing Child de Harvard</div><div>Entre os fatores protetores que ajudam a desenvolver a resiliência destaca-se a existência de pelo menos uma relação estável e suportiva com um cuidador, e competências de planeamento, monitorização e regulação do comportamento que permitem que as crianças respondam de forma adaptativa à adversidade e prosperem. </div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_47cbc7f6dc074d2590b4b7f915abc209~mv2_d_1412_1412_s_2.jpg"/><div>Esta combinação de relações de apoio, competências adaptativas e experiências positivas são a base da resiliência. Destacam-se ainda fatores como: a autoeficácia e autocontrolo percebidos; oportunidades para fortalecer as competências adaptativas e capacidades de autorregulação; fontes de fé e esperança; e a experiência de lidar com ameaças possíveis de gerir e com stress positivo.</div><div>Embora o cérebro e outros sistemas biológicos sejam mais adaptáveis no início da vida, nunca é tarde demais para construir a resiliência. Por exemplo, exercício físico regular, práticas de redução do stress e programas que desenvolvem funções executivas, podem melhorar a capacidade das crianças e adultos para enfrentarem, se adaptarem e até prevenirem adversidades nas suas vidas.</div><div>Os adultos que desenvolvem essas capacidades em si podem modelar comportamentos saudáveis nos seus filhos, melhorando assim a resiliência da próxima geração.</div><div>Em suma, no último passo deste guia, destaca-se a importância das relações responsivas e de apoio (entre adulto-criança e adulto-adulto), bem como a importância de desenvolver competências adaptativas, de reduzir fontes de stress e de construir a resiliência, tanto nos adultos como nas crianças.</div><div>Traduzido e adaptado de Center on the Developing Child. The Science of Early Childhood Development. Retrieved from https://developingchild.harvard.edu/guide/what-is-early-childhood-development-a-guide-to-the-science/</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Como acontece o desenvolvimento? E depois?</title><description><![CDATA[Percebendo a importância do desenvolvimento na primeira infância, o segundo passo do guia do Center on the Developing Child de Harvard consiste num conjunto de evidências sobre como se processa o desenvolvimento. Nesse sentido, apresentam oito pontos essenciais sobre o desenvolvimento infantil que permitem compreendê-lo melhor, bem como informar e melhorar as políticas e práticas nesta área: Experiências adversas fetais e na primeira infância podem levar a ruturas físicas e químicas no cérebro<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_ba18d17879c445bcb9ba2bb29eb47f88%7Emv2.jpg/v1/fill/w_310%2Ch_413/d262ef_ba18d17879c445bcb9ba2bb29eb47f88%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/06/04/Como-acontece-o-desenvolvimento-E-depois</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/06/04/Como-acontece-o-desenvolvimento-E-depois</guid><pubDate>Tue, 04 Jun 2019 12:53:44 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_ba18d17879c445bcb9ba2bb29eb47f88~mv2.jpg"/><div>Percebendo a importância do desenvolvimento na primeira infância, o segundo passo do guia do Center on the Developing Child de Harvard consiste num conjunto de evidências sobre como se processa o desenvolvimento. </div><div>Nesse sentido, apresentam oito pontos essenciais sobre o desenvolvimento infantil que permitem compreendê-lo melhor, bem como informar e melhorar as políticas e práticas nesta área:</div><div>Experiências adversas fetais e na primeira infância podem levar a ruturas físicas e químicas no cérebro que podem ter efeitos uma vida inteira. As mudanças biológicas associadas a essas experiências adversas podem afetar múltiplos sistemas e aumentar o risco de danos nas competências e aprendizagens da criança, mas também na sua saúde física e mental.<div>O desenvolvimento é um processo altamente interativo, não sendo <div>determinado só pelos genes. O ambiente em que a criança se desenvolve, tanto antes como após o nascimento, proporciona experiências que podem modificar quimicamente certos genes.</div></div>Embora a vinculação aos pais seja primordial, as crianças também beneficiam das relações com outros cuidadores, dentro e fora da família. Relações com cuidadores sensíveis, responsivos, estimulantes e confiáveis podem contribuir para promover o desenvolvimento social e emocional das crianças. Por outro lado, instabilidade e interações de baixa qualidade com os cuidadores na primeira infância podem prejudicar o desenvolvimento da criança.Grande parte da arquitetura do cérebro é moldada durante os primeiros anos de vida da criança, mas a janela de oportunidade para o desenvolvimento da maioria dos domínios permanece aberta muito além dos 3 anos, e continuamos capazes de aprender maneiras de “contornar” impactos anteriores.A negligência severa pode representar uma ameaça tão grande, e possivelmente ainda maior, que o mau-trato físico para a saúde e desenvolvimento das crianças, embora muitas vezes receba menos atenção da sociedade. A ausência, ou inadequação, das interações bidirecionais da criança com os seus cuidadores pode ser altamente prejudicial para o cérebro em desenvolvimento.As crianças expostas à adversidade ou à violência não desenvolvem invariavelmente perturbações relacionadas com o stress, embora tenham um maior risco. Proporcionar relações de confiança e seguras com outros cuidadores e intervenções apropriadas pode ajudar a minimizar os efeitos da exposição à adversidade.A simples remoção de uma criança de um ambiente perigoso não reverte os impactos negativos dessa experiência, sendo essencial prestar cuidados de saúde com a maior brevidade possível, proporcionar ambientes que restaurem o sentimento de segurança, controlo e previsibilidade, e cuidados terapêuticos que facilitem a recuperação da criança.A capacidade da criança se adaptar e prosperar apesar da adversidade (i.e., a resiliência) tem uma influência biológica e genética, mas também relacional. A existência de relações de apoio e de várias oportunidades para desenvolver competências de coping eficazes, são essenciais para desenvolver a capacidade da criança para lidar com adversidades significativas.</div><div>Assim, nestes oito pontos conclui-se que o desenvolvimento é um processo interativo, <div>determinado por genes e por experiências. Experiências adversas na infância, nomeadamente de negligência severa, podem ter impactos negativos uma vida inteira. No entanto, as janelas de oportunidade para o desenvolvimento não se fecham aos 3 anos, sendo possível minimizar impactos negativos e desenvolver a capacidade de resiliência da criança através de relações de apoio, confiáveis e seguras com outros cuidadores, de ambientes que restaurem o sentimento de segurança, controlo e previsibilidade, e de intervenções apropriadas. </div></div><div>Traduzido e adaptado de Center on the Developing Child (2007). The Science of Early Childhood Development (InBrief). Retrieved from www.developingchild.harvard.edu.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Desde a barriga: A importância dos primeiros anos.</title><description><![CDATA[O estudo do desenvolvimento do cérebro, no âmbito das neurociências, tem vindo a demonstrar que os primeiros anos de vida são essenciais no desenvolvimento dos indivíduos e, consequentemente, no desenvolvimento das sociedades. Com efeito, o Center on the Developing Child de Harvard tem vindo a publicar diversas informações que indicam que um desenvolvimento saudável nos primeiros anos de vida (particularmente do nascimento até os três anos) é a base para o sucesso educativo, produtividade<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_51eb44dd24534925a01a1f1458c3b473%7Emv2_d_1200_1600_s_2.jpg/v1/fill/w_276%2Ch_368/d262ef_51eb44dd24534925a01a1f1458c3b473%7Emv2_d_1200_1600_s_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/05/13/Desde-a-barriga-A-import%C3%A2ncia-dos-primeiros-anos</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/05/13/Desde-a-barriga-A-import%C3%A2ncia-dos-primeiros-anos</guid><pubDate>Mon, 13 May 2019 10:24:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_51eb44dd24534925a01a1f1458c3b473~mv2_d_1200_1600_s_2.jpg"/><div>O estudo do desenvolvimento do cérebro, no âmbito das neurociências, tem vindo a demonstrar que os primeiros anos de vida são essenciais no desenvolvimento dos indivíduos e, consequentemente, no desenvolvimento das sociedades. Com efeito, o Center on the Developing Child de Harvard tem vindo a publicar diversas informações que indicam que um desenvolvimento saudável nos primeiros anos de vida (particularmente do nascimento até os três anos) é a base para o sucesso educativo, produtividade económica, cidadania responsável, saúde ao longo da vida, comunidades fortes e pais bem-sucedidos na próxima geração.</div><div>O Center on the Developing Child de Harvard criou um guia de três passos para ajudar a compreender esta fase de desenvolvimento e como apoiar crianças e famílias neste período: 1º) Porque é importante a primeira infância? 2º) Como acontece o desenvolvimento na primeira infância? 3º) O que podemos fazer para apoiar o desenvolvimento na infância?</div><div>Neste artigo apresentamos o primeiro passo deste guia - Porque é importante a primeira infância?</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_ac08c37012b544af93fb780ca106a357~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_a3f25dcd38474de799ccbf24f917e14c~mv2.jpg"/><div><div>A arquitetura do cérebro é construída ao longo do tempo, num processo contínuo, que começa mesmo antes do nascimento. As primeiras experiências afetam a qualidade dessa arquitetura, podendo estabelecer uma base mais robusta ou mais frágil para as aprendizagens futuras. Assim, o que acontece nos primeiros anos pode ter importância para toda a vida da criança.</div><div>Uma das principais experiências neste processo de desenvolvimento da arquitetura do cérebro são as relações com interações bidirecionais entre a criança e os cuidadores, nas quais as crianças procuram a interação (ex. através de balbucios, expressões faciais e gestos) e os adultos respondem (ex. vocalizando e gesticulando de volta), ou vice-versa. <div>Na ausência desta resposta (ou se a resposta for inadequada) a arquitetura do cérebro não se forma como esperado, não sendo ativados ou fortalecidos certos circuitos neuronais. Assim, experiências positivas na infância, com relações estáveis, acolhedoras e estimulantes, contribuem para a construção de um cérebro saudável, o que se reflete em termos da educação, da saúde e de outras competências sócio emocionais da criança. Por outro lado, experiências negativas na infância, com relações de incerteza, instabilidade, abusivas ou negligentes, podem impedir um desenvolvimento saudável do cérebro.</div></div><div>A plasticidade do cérebro diminui com a idade. O cérebro é mais flexível no início da vida para acomodar a diversidade de ambientes e interações a que é exposto. No entanto, à medida que amadurece, torna-se menos capaz de se reorganizar e adaptar a novos desafios, embora se torne mais especializado para assumir funções mais complexas (i.e., algumas conexões são reduzidas e os circuitos de base vão-se complexificando). Isto significa que é mais fácil e eficaz influenciar a arquitetura do cérebro em desenvolvimento de um bebé do que conectar partes dos circuitos cerebrais na idade adulta.</div><div>As capacidades cognitivas, emocionais e sociais estão interligadas, sendo que o bem-estar emocional e a competência social representam os tijolos e argamassas que constituem a base do desenvolvimento humano. Assim, se a criança estiver emocionalmente segura estará disponível para a aprendizagem, para o desenvolvimento de novas aquisições, mas se estiver preocupada, com medos ou em stress, a aprendizagem vai ser perturbada por este estado emocional.</div>O stress tóxico (ex. derivado de extrema pobreza, abuso repetido, depressão materna, etc.) é um tipo de stress contínuo, que prejudica o desenvolvimento do cérebro. Na ausência do suporte de adultos para proteger a criança deste stress, este incorpora-se e danifica as conexões neuronais do cérebro em desenvolvimento, o que pode levar a problemas ao longo da vida na aprendizagem, no comportamento e na saúde física e mental.<div>Em conclusão, os princípios básicos da neurociência indicam que a intervenção preventiva e precoce será mais eficiente e produzirá resultados mais favoráveis do que a remediação mais tarde na vida. A ciência demonstra claramente que, em situações em que o stress tóxico é provável, intervir o mais cedo possível é fundamental para alcançar os melhores resultados. Indicam ainda que uma abordagem holística do desenvolvimento (emocional, social, cognitivo e da linguagem) prepara melhor as crianças para o sucesso na escola e, mais tarde, no local de trabalho e na comunidade. As relações de apoio e as experiências de aprendizagem positivas começam em casa, mas também podem ser proporcionadas por outros cuidadores. Os cérebros dos bebés requerem relacionamentos estáveis, cuidadosos e interativos com os adultos.</div></div><div>Traduzido e adaptado de Center on the Developing Child (2007). The Science of Early Childhood Development (InBrief). Retrieved from www.developingchild.harvard.edu.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Nem todos os heróis usam capa</title><description><![CDATA[Todos colecionamos super-heróis. Precisamos de saber que os bons ganham sempre. E, por isso, nos afeiçoamos tanto àquelas figuras míticas que desde pequeninos ouvimos nas histórias e nos fazem acreditar que o mundo é um sítio bom para se viver e que estamos seguros.Mas há super-heróis mais discretos. Daqueles que não usam capa mas que se não estão, sentimos a falta. O nosso PAI é bem capaz de ser um desses super-heróis ou, pelo menos, devia ser.O pai já não é chefe, nem o sustento da família. O<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_f95eb40aeeab4e4f963c68ca1c57fdb6%7Emv2.jpg/v1/fill/w_310%2Ch_232/d262ef_f95eb40aeeab4e4f963c68ca1c57fdb6%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Inês Poeiras</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/03/10/Nem-todos-os-her%C3%B3is-usam-capa</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/03/10/Nem-todos-os-her%C3%B3is-usam-capa</guid><pubDate>Mon, 11 Mar 2019 11:04:19 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_f95eb40aeeab4e4f963c68ca1c57fdb6~mv2.jpg"/><div>Todos colecionamos super-heróis. Precisamos de saber que os bons ganham sempre. E, por isso, nos afeiçoamos tanto àquelas figuras míticas que desde pequeninos ouvimos nas histórias e nos fazem acreditar que o mundo é um sítio bom para se viver e que estamos seguros.</div><div>Mas há super-heróis mais discretos. Daqueles que não usam capa mas que se não estão, sentimos a falta. O nosso PAI é bem capaz de ser um desses super-heróis ou, pelo menos, devia ser.</div><div>O pai já não é chefe, nem o sustento da família. O pai tornou-se fundamental para um bom desenvolvimento socio emocional da criança, sob vários aspetos.[i] [ii] E é disto que temos que ter consciência. O tempo dedicado pelos pais aos filhos é um investimento com retorno garantido!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_ff65e20952cd42e98be300b710664b28~mv2.jpg"/><div>Estas fotografias ilustram um bocadinho a relação de um pai com os seus filhos. Depois de os filhos saírem para a escola, o pai dá vida aos peluches preferidos dos filhos (celebrizados como &quot;objetos de transição&quot; por Winnicott). Todos os dias, as crianças chegam a casa na expetativa de perceber o que os seus brinquedos estiveram a fazer. Se acreditam mesmo ou não, não é o ponto, nem o objetivo. O objetivo é a valorização de uma parte da vida das crianças. É dar-lhes importância.</div><div>É o diálogo sem palavras que todos os dias acontece naquela casa que dá conteúdo à relação pais-filhos. Há muitas formas de conseguirmos cumplicidade. A linguagem tem que ser a da família.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_7cfcfe0f524141038437462439780c76~mv2.jpg"/><div>Mas os super-heróis são também modelos e as crianças procuram no seu pai um modelo com o qual se possam identificar.</div><div>Se o pai se ausenta, o vazio deixado será certamente ocupado por outros e às vezes não são os melhores… Já as crianças que têm vínculos fortes com seus pais são mais imunes às influências negativas dos grupos de amigos.[iii] A vinculação que não se alimenta na infância, muito dificilmente sobrevive na adolescência.</div><div>A participação efetiva na vida dos seus filhos é garante de segurança, autoestima, independência e estabilidade emocional. Este mês, arranje um tempinho para ir buscar o seu filho à escola, para ficar a brincar num parque, para participar na atividade do dia do PAI (as crianças são umas vaidosas com o seu PAI), para lhe dar atenção.</div><div>PAIS: não se acanhem! Este mês é vosso.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_eb445f08014d4f9dad35d026026acb1b~mv2.jpg"/><div>----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------</div><div>[ii] Eizirik M, Bergmann DS. Ausência paterna e sua repercussão no desenvolvimento da criança e do adolescente: um relato de caso. Rev Psiquiatr Rio Gd Sul. 2004;26(3):330-6.</div><div>[iii] Shinn M. Father absence and children's cognitive development. Psychol Bull 1978;85(2):295-324.</div><div>[iv] Ziegler, E., Taussig, C. &amp; Black, K.(1992). Early Childhood Intervention: a Promising Preventative for Juvenile Delinquency. American Psychologist, v.47, n° 8, p. 997- 1006.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Desenvolvimento social e emocional</title><description><![CDATA[Ouvimos frequentemente falar do desenvolvimento social e emocional das crianças, mas nem sempre sabemos em que é que este se traduz ou como podemos potenciá-lo.O desenvolvimento social está sobretudo relacionado com a capacidade de interagir com outros de forma adequada, formar amizades, saber comunicar, saber negociar e resolver problemas, partilhar, revezar, etc. Já o desenvolvimento emocional está sobretudo relacionado a capacidade de reconhecer e expressar emoções, de reconhecer emoções nos<img src="http://static.wixstatic.com/media/775d549dd58347c38334d3e9b0e75074.jpg/v1/fill/w_310%2Ch_207/775d549dd58347c38334d3e9b0e75074.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/03/01/Desenvolvimento-social-e-emocional</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/03/01/Desenvolvimento-social-e-emocional</guid><pubDate>Fri, 01 Mar 2019 12:03:33 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/775d549dd58347c38334d3e9b0e75074.jpg"/><div>Ouvimos frequentemente falar do desenvolvimento social e emocional das crianças, mas nem sempre sabemos em que é que este se traduz ou como podemos potenciá-lo.</div><div>O desenvolvimento social está sobretudo relacionado com a capacidade de interagir com outros de forma adequada, formar amizades, saber comunicar, saber negociar e resolver problemas, partilhar, revezar, etc. Já o desenvolvimento emocional está sobretudo relacionado a capacidade de reconhecer e expressar emoções, de reconhecer emoções nos outros, de empatia, de responder de forma adequada às emoções, etc. Estas capacidades andam naturalmente de mãos dadas, por isso surgem muitas vezes em conjunto, sob o chapéu das competências sócio-emocionais.</div><div>Existem várias formas de promover estas competências nas crianças, sendo que uma das principais é através da modelagem e das relações de afeto.</div><div>As relações de afeto dão às crianças um sentimento de conforto, segurança, confiança e encorajamento. Relações fortes e positivas contribuem para que as crianças aprendam a construir amizades, a comunicar emoções e lidar com desafios, a desenvolver empatia, compaixão e um sentido de certo ou errado.</div><div>As relações são essenciais desde o primeiro dia. Desde que nascem, os bebés aprendem sobre si, sobre os outros e sobre o mundo, pela forma como são tratados e como se relacionam com eles. Através das interações do dia-a-dia os cuidadores transmitem mensagens que contribuem para a autoestima dos bebés, como: És amado! És inteligente! És bom a descobrir coisas! Fazes-me rir! Gosto de estar contigo!</div><div>Com o tempo, as crianças começam a perceber que são seres independentes e separados dos outros, e que as outras pessoas têm sentimentos e pensamentos que podem ser diferentes dos seus, o que contribui para que comecem a desenvolver empatia.</div><div>Nos primeiros anos de vida, as crianças brincam sobretudo lado-a-lado com as outras crianças, observam, imitam... mais perto dos 3 anos começam a brincar de forma mais interativa com os pares, começa a brincadeira simbólica e imaginária, e mais manifestações de empatia, como por exemplo confortar uma criança que esteja triste ou chateada. Ainda assim, o &quot;não&quot; continua muito presente e gerir conflitos com os pares é difícil, visto que nestas idades as crianças querem o que querem, quando querem, e têm pouco autocontrolo, o que significa que têm uma grande dificuldade em esperar, parar impulsos, partilhar. Mais perto dos 3 anos começam a desenvolver uma maior capacidade de revezar e partilhar, tendo brincadeiras sociais progressivamente mais avançadas.</div><div>As competências sócio-emocionais vão-se adquirindo de forma gradual e a ritmos distintos consoante as características da criança e as suas experiências. Estas competências são em grande parte influenciadas pelo contexto, pela modelagem e pelas relações das crianças com as pessoas que as rodeiam. A verdade é que até os adultos continuam a progredir e a desenvolver estas competências ao longo da vida, portanto é preciso ter paciência e ajudar a criança neste processo.</div><div>Sugestões:</div><div>Permitir que o seu filho brinque e explore o meio, dando pequenos desafios, ajustados à idade, e apenas a ajuda e incentivo necessários para os superarem (ex. se já constrói uma torre de dois cubos encorajar a pôr um terceiro cubo)Ser afetuoso – tocar, dar colo, beijos e abraços, confortar, balançar, cantar e conversar com o seu filho - faz com que este se sinta amado e especial.Ajude o seu filho a sentir-se seguro, mostrando que está lá para o apoiar e encorajar. Mesmo nos momentos mais complicados (ex. cólicas, choro intenso, birras) é importante que o seu filho sinta que pode confiar em si, que se sinta seguro e que aprenda a acalmar-se.As rotinas são essenciais para transmitir segurança, controlo e previsibilidade. Avisar sobre as transições entre rotinas também ajuda a transmitir esta previsibilidade e a dar tempo de preparação (ex. “depois do almoço vamos sentar no sofá a ler uma história e depois vais fazer uma sesta na caminha”).Dê tempo e oportunidades para que o seu filho aprenda a resolver problemas e se sinta confiante. Encoraje o esforço e a persistência e não apenas o resultado.Ajude o seu filho a resolver conflitos de formas apropriadas. Apoie-o na brincadeira com pares, mostre como partilhar, defina tempos para cada um, ajude-o a perceber como se distrair enquanto espera, jogue a jogos de revezar, etc. Mais tarde ajude o seu filho a rever a situação e a pensar em soluções alternativas.À medida que ganham capacidades de exploração motora, as crianças conseguem chegar a sítios e coisas diferentes, podendo encontrar-se em situações assustadoras, inesperadas e estranhas. É importante estar por perto para ajudar no que for necessário, promovendo segurança e confiança na exploração.Ajude o seu filho a compreender o que sente, dando nome às emoções, para que ao longo do tempo ele seja capaz de identificar e falar sobre os seus sentimentos (ex. “ficaste muito zangado quando o teu irmão te tirou o carro”).Incentive o uso da linguagem para descrever sentimentos e modele a sua própria expressão emocional (ex. “estou aborrecida porque não encontro as chaves”).Ler livros sobre emoções e brincar com fantoches e bonecos dramatizando uma diversidade de situações, sentimentos e comportamentos é uma forma lúdica de ensinar vocabulário emocional e modelar estratégias de gestão emocional e comportamental.Ajude o seu filho a perceber que existem formas saudáveis de expressar sentimentos, sem magoar outros e sem destruir objetos.Encoraje as amizades, dando ao seu filho oportunidades de socializar e conviver com outras crianças, sugerindo diferentes atividades e brincadeiras.Façam um álbum de amigos e promova a empatia falando dos sentimentos e pontos de vista dos outros.Brinque com o seu filho de forma interativa e diversa, para que este aprenda e se interesse por um maior leque de brincadeiras. Para além disso, ao brincar com o seu filho está a dar-lhe atenção positiva, e contribuindo para que se sinta amado, importante e competente.Explique de forma simples e compreensível as razões para determinados limites, regras e pedidos para que o seu filho vá compreendendo o porquê. As consequências lógicas e naturais também contribuem para compreender melhor as regras e limites, tanto positivos como negativos (ex. a consequência natural de atirar brinquedos será ficar sem eles, a consequência natural de ajudar a vestir o casaco será ter mais tempo para brincar no parque). Este tipo de estratégias ajudam a criança a aprender regras e a fazer melhores escolhas ao longo do tempo.</div><div>Traduzido e adaptado de Zero to Three (2010)</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Explorar e crescer com valores</title><description><![CDATA[No início de janeiro (Cientistas, micróbios e ar livre.) apresentámos as primeiras duas razões para apostarmos numa vida mais na rua, que nos provam que aproveitar a natureza traz grandes benefícios: 1ª) aprender e 2ª) ganhar imunidades!Hoje, apontamos as duas outras razões que nos levaram a escrever estes artigos.Assim, e em terceiro lugar (mas não por ordem de importância!) impõe-se dar atenção à necessidade de proporcionar desafios às crianças. Bem, desafios é talvez a forma mais ligeira de<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_ef006c2d87d246c194d0378c2a19e42a%7Emv2.jpg/v1/fill/w_310%2Ch_413/d262ef_ef006c2d87d246c194d0378c2a19e42a%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Inês Poeiras</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/01/25/Explorar-e-crescer-com-valores</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/01/25/Explorar-e-crescer-com-valores</guid><pubDate>Fri, 25 Jan 2019 11:16:31 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_ef006c2d87d246c194d0378c2a19e42a~mv2.jpg"/><div>No início de janeiro (<a href="https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/01/09/Pequenos-cientistas-a-conhecer-micróbios-ao-ar-livre">Cientistas, micróbios e ar livre</a>.) apresentámos as primeiras duas razões para apostarmos numa vida mais na rua, que nos provam que aproveitar a natureza traz grandes benefícios: 1ª) aprender e 2ª) ganhar imunidades!Hoje, apontamos as duas outras razões que nos levaram a escrever estes artigos.</div><div>Assim, e em terceiro lugar (mas não por ordem de importância!) impõe-se dar atenção à necessidade de proporcionar desafios às crianças. Bem, desafios é talvez a forma mais ligeira de dizer &quot;riscos&quot;. A verdade é que lidamos tanto melhor com o risco na medida em que passámos por ele. E a exploração de espaços desafiantes permite à criança o desenvolvimento de um sem fim de competências. </div><div>Ao adulto cabe proporcionar esses espaços e viver para alguns sustos. E que sustos que nos pregam! Cair do ramo de uma árvore, tropeçar num socalco, levar à boca uma novidade apanhada do chão... São pequenos sucessos e pequenos fracassos, sem grandes consequências. Mas assumimos que o risco é benéfico e que as crianças ao se exporem a estes riscos estão a descobrir o mundo. O desenvolvimento das suas capacidades em lidar com o risco vai permitir que mais tarde façam uma boa avaliação de quais os riscos que vale a pena correr.[i]  [ii]</div><div>Por fim, e de forma transversal, encontramos nas interações das crianças com e na natureza uma oportunidade de desenvolvimento de atitudes e de valores.[iii] [iv] Não nos podemos cingir às características próprias da idade (como o tão falado egocentrismo nos pequeninos!), e baixar os braços. À medida que vamos estruturando as nossas vidas, vamos reconhecendo rotinas. Torna-se óbvio que não precisamos de inventar atividades para trabalhar certas competências, se as podemos desenvolver com as pequenas exigências do dia a dia. Assim, seria bom fazermos certos percursos a pé, apresentar as crianças aos vizinhos, aos comerciantes das lojas dos bairros, deixar as crianças brincar num parque menos estruturado, fazer mais piqueniques… A maior parte dos lobos maus está nas nossas cabeças: não existem assim tantos!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_866278b9e7e2477bb526dd381677eb74~mv2.jpg"/><div>Andar na rua e conhecer os vizinhos dá-nos confiança.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_df25cfa3b16948f2b599fbbd443c5317~mv2_d_1600_1200_s_2.jpg"/><div>Não fazer nada. Só isso, não fazer nada. </div><div>O respeito pela natureza; o respeito pelas pessoas; a partilha; a entreajuda; a construção de amizades e expressão de união; a cooperação e trabalho de equipa; a demostração de empatia; e a expressão de gratidão são atitudes muito recorrentes na exploração da natureza. Nestes contextos, o adulto não consegue responder às muitas solicitações das crianças e, por isso, surgem oportunidades para elas próprias aprenderem a lidar com algum conflito que surja com outra criança, a desembaraçarem-se numa subida de árvore…</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_ad96b21bfc49439a810184726f367ea5~mv2.jpg"/><div> Cooperação | Entreajuda | Trabalho de equipa</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_3ab0695d55ed447db16b4a1d21dea7d5~mv2.jpg"/><div> Coordenação | Destreza</div><div>Num futuro em constante mudança, que é mais de incertezas do que de certezas, dar à criança pilares assentes na sua origem, a natureza, é com certeza, uma boa aposta.</div><div>[i] Bilton, H., Bento, G., Dias, G. (2017). Brincar ao ar livre. Porto Editora.</div><div>[ii] INTERNATIONAL SCHOOL GROUNDS ALLIANCE - ISGA. O Risco no Brincar e no Aprendizado. Disponível em: &lt; http://www.internationalschoolgrounds.org/risk/&gt;. Acesso em: 12 set. 2017.</div><div>[iii] Portugal, G. (2010). No âmago da educação em creche: o primado das relações e a importância dos espaços. Conselho Nacional de Educação, CNE (pp. 47-59).</div><div>[iv] ACAR, I.; TORQUATI, J. The power of nature: Developing pro-social behavior towards nature and peers through nature-based activities. Young Children, v. 70, n.5, p. 62-71, 2015. Disponível em: &lt; http://digitalcommons.unl. edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1121&amp;context=famconfacpub &gt;. Acesso em: 9 outubro. 2018.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>O petróleo do século XXI? A CRIATIVIDADE!</title><description><![CDATA[A expressão não é minha, é de Xavier Aragay[1] (especialista em "transformações na educação") e trago-a a propósito da conferência promovida hoje no Museu da Eletricidade, pela CIP, sobre “O Futuro do Trabalho em Portugal”.O estudo foi elaborado em parceria com o McKinsey Global Institute e a Nova School of Business and Economics e mede o potencial de automação da economia portuguesa até 2030.Os meus filhos já nasceram no século XXI. Se tudo correr dentro dos padrões, o mais velho estará apto<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_79caecbf6adc471f88014bf678ac9fbe%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Inês Poeiras</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/01/17/O-petr%C3%B3leo-do-s%C3%A9culo-XXI-A-CRIATIVIDADE</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/01/17/O-petr%C3%B3leo-do-s%C3%A9culo-XXI-A-CRIATIVIDADE</guid><pubDate>Thu, 17 Jan 2019 11:05:19 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_79caecbf6adc471f88014bf678ac9fbe~mv2.jpg"/><div>A expressão não é minha, é de Xavier Aragay[1] (especialista em &quot;transformações na educação&quot;) e trago-a a propósito da conferência promovida hoje no Museu da Eletricidade, pela CIP, sobre “<a href="http://cip.org.pt/category/agenda-cip/">O Futuro do Trabalho em Portugal</a>”.</div><div>O estudo foi elaborado em parceria com o McKinsey Global Institute e a Nova School of Business and Economics e mede o potencial de automação da economia portuguesa até 2030.</div><div>Os meus filhos já nasceram no século XXI. Se tudo correr dentro dos padrões, o mais velho estará apto para entrar no mercado de trabalho em 2032.</div><div>2032!</div><div>As conclusões de hoje não me poderiam interessar mais. O que é que estou hoje a oferecer aos meus filhos para que eles saibam viver em 2032?</div><div>O que estão os pais, educadores, professores e toda a sociedade a oferecer hoje às crianças para que elas saibam viver em 2030?</div><div>Estamos a educar para a vida? Não reduzamos a prestação das crianças a pautas de notas. A criatividade é, seguramente, o petróleo do século XXI. Ainda hoje, por outras palavras, ouvimos isso mesmo pelo professor Daniel Traça (Nova SBE) na TSF.</div><div>O mundo do trabalho como o conhecemos não será o mesmo. Com a crescente automatização, algumas profissões tenderão a desaparecer e outras surgirão. Será fundamental termos a capacidade de nos reinventarmos. Muitas vezes.</div><div>Em 1968, George Land e Beth Jarman lideraram uma investigação na qual se testava a criatividade de 1600 crianças. Foi um daqueles estudos que acompanha o crescimento. O teste foi aplicado quando as crianças tinham 5, 10 e 15 anos, e já em adultos, com mais de 25 anos. As suas conclusões são muito interessantes. A criatividade foi sempre banida da escola. O sistema educacional, de acesso generalizado, foi desenhado durante a Revolução Industrial para nos treinar a sermos bons trabalhadores e seguir instruções. É por isto que os adultos não conseguem manter a sua criatividade. Ela morre pelo caminho, pela mão de educadores.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_ea5f09f62bfc471284a892d5cf4c8304~mv2.png"/><div>Bastante oportuno o título de um dos painéis da conferência: &quot;<a href="http://cip.org.pt/o-futuro-do-trabalho-em-portugal-programa/">O futuro chegou</a>&quot;! Há muita gente a tomar conta das nossas crianças que ainda não percebeu isso, mas a boa notícia é que também já há muita gente que começa a perceber o que é o futuro… </div><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ZfKMq-rYtnc"/><div>Esta TED Talk dada pelo Professor George Land é inspiradora. Chega a dar-nos dicas para brincar com as crianças. São só 13 minutos, mas valem bem o tempo. Está nas nossas mãos decidir que adultos estamos a criar. Não deixemos fugir a criatividade.</div><div>[1] Expressão ouvida na conferência proferida pelo autor, no Colégio Pedro Arrupe a 14 de novembro de 2018.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Cientistas, micróbios e ar livre</title><description><![CDATA[Andar na rua, passear em matas, praias, jardins, visitar quintas e tantos outros espaços ao ar livre, podem ser bons propósitos para o novo ano. Os benefícios são mais que muitos. Conseguimos estruturar três ordens de razão para andarmos com miúdos ao ar livre, e ainda uma quarta razão que acaba por ser transversal a todas as outras. Mas vamos por partes.Quinta do Pisão - Espaço sempre aberto, gratuito (https://www.cascais.pt/equipamento/quinta-do-pisao-parque-de-natureza)Em primeiro lugar<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_83b36833c15b47efa9678884839cac86%7Emv2.jpg/v1/fill/w_505%2Ch_249/d262ef_83b36833c15b47efa9678884839cac86%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Inês Poeiras</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/01/09/Pequenos-cientistas-a-conhecer-micr%C3%B3bios-ao-ar-livre</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2019/01/09/Pequenos-cientistas-a-conhecer-micr%C3%B3bios-ao-ar-livre</guid><pubDate>Wed, 09 Jan 2019 13:46:31 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Andar na rua, passear em matas, praias, jardins, visitar quintas e tantos outros espaços ao ar livre, podem ser bons propósitos para o novo ano. Os benefícios são mais que muitos. Conseguimos estruturar três ordens de razão para andarmos com miúdos ao ar livre, e ainda uma quarta razão que acaba por ser transversal a todas as outras. Mas vamos por partes.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_83b36833c15b47efa9678884839cac86~mv2.jpg"/><div>Quinta do Pisão - Espaço sempre aberto, gratuito (https://www.cascais.pt/equipamento/quinta-do-pisao-parque-de-natureza)</div><div>Em primeiro lugar percebemos que as crianças são pequenos cientistas! Por elas, ficam a saber que há certos bichos que precisam do escuro para viver (basta espreitar a terra) e que muitas vezes acabam por ser a refeição de uma pássaro que passa! Por elas, ficam a saber que as plantas precisam de água e luz para viver. A verdade é que a observação e a participação na realidade revelam todo o conhecimento necessário na infância. Em contacto com a realidade, as crianças dão significado aos ciclos da natureza. Elas tornam-se, naturalmente, participantes do seu conhecimento.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_8ffd1a6cb0414f43a7966c9800c371f2~mv2.jpg"/><div>Parque Biológico de Gaia: https://www.parquebiologico.pt/</div><div>Mas ganham muito mais do que conhecimento. Ganham, e essa é a nossa segunda razão, micróbios! Sim, ganham micróbios que tanta falta fazem ao nosso sistema imunitário. Nos primeiros anos de vida desenvolve-se uma parte crítica do nosso sistema imunitário e, talvez por isso, vemos com tanta naturalidade uma criança a brincar na terra.[i] Esta procura de defesas está inscrita nos nossos genes. E nós todos, pais e educadores, somos responsáveis pelo desenvolvimento saudável de uma criança.</div><div>A partir de quando é que ficámos tão vulneráveis a anúncios comerciais, ao ponto de achar necessário comprar aquele sabonete antibacteriano? Assim se vê como o medo e o desconhecido tomam conta de nós.</div><div>Será que entre a brincadeira e o momento de comer a fruta ou um pão que se traz num piquenique, as crianças têm que lavar as mãos? Que tal sacudir nos calções ou na t-shirt, e toca de comer?</div><div>É tempo de se começar a travar este modelo assético de sociedade. Tentemos seguir este caminho.</div><div>(continua…)</div><div>[i] Arrieta, Marie-Claire e Finlay, Brett . Deixe-os Comer Terra, Matéria Prima, 2016</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>O Natal e as tradições</title><description><![CDATA[Estamos a chegar ao Natal... Existem tantas famílias diferentes, tantas tradições diferentes...tradições antigas, tradições novas... certo é que cada família vive esta época de uma maneira particular, consoante as suas próprias experiências, crenças, valores e contextos de vida. As tradições familiares podem aumentar o bem-estar emocional das crianças, ajudando a criar sentimentos de segurança, continuidade e identidade. As famílias com tradições estabelecidas e aquelas que criam novos<img src="http://static.wixstatic.com/media/7f50157457964efcbeefdc46ef08200c.jpg/v1/fill/w_310%2Ch_207/7f50157457964efcbeefdc46ef08200c.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/12/17/O-Natal-e-as-tradi%C3%A7%C3%B5es</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/12/17/O-Natal-e-as-tradi%C3%A7%C3%B5es</guid><pubDate>Mon, 17 Dec 2018 09:55:53 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/7f50157457964efcbeefdc46ef08200c.jpg"/><div>Estamos a chegar ao Natal... </div><div>Existem tantas famílias diferentes, tantas tradições diferentes...tradições antigas, tradições novas... certo é que cada família vive esta época de uma maneira particular, consoante as suas próprias experiências, crenças, valores e contextos de vida. </div><div>As tradições familiares podem aumentar o bem-estar emocional das crianças, ajudando a criar sentimentos de segurança, continuidade e identidade. As famílias com tradições estabelecidas e aquelas que criam novos acontecimentos e ações como tradições, têm maior probabilidade de criar vínculos fortes entre os diferentes elementos da família. </div><div>O Natal representa uma época por excelência de tradições e celebrações, desde montar e decorar o pinheiro de natal, ao presépio, aos passeios para ver as luzes de Natal, aos dias da celebração em si, etc. O Natal representa uma oportunidade para as famílias desfrutarem de um momento juntas, partilharem boas memórias, refletirem sobre os aspetos positivos da sua família, e para ensinarem a gratidão, a solidariedade, o cuidar. Não é que não se possa (ou deva) fazer isto de forma regular, mas há épocas e datas que propiciam esta reflexão e devem ser aproveitadas para tal. </div><div>Seja no Natal, ou no dia-a-dia, as tradições familiares podem contribuir para o sentimento de segurança e identidade familiar, bem como para o bem-estar emocional das crianças (ex. a história antes de dormir, a noite de filme, o bolo de domingo, o passeio ou o picnic de família, a surpresa quando alguém chega de viagem, a foto de família no aniversário, etc.). É possível que as crianças se sintam mais seguras, confiantes e otimistas, ao participarem na construção e celebração de tradições familiares positivas e significativas ao longo das suas vidas.</div><div>Assim, este Natal, ofereça algo que poderá acompanhar os seus filhos para a toda a vida - memórias positivas e tradições especiais e significativas. </div><div>Nesta época, o desafio passa por refletir sobre como vive o seu Natal? Que mudanças se têm verificado ao longo do tempo? Que tradições lembra com carinho e gostaria de manter? Que tradições novas ou momentos especiais gostaria de criar com os seus filhos e outros familiares? </div><div>A todos um bom Natal, cheio de tradições memoráveis.</div><div>Adaptado de Leah Davies (www.kellybear.com)</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Os direitos das crianças!</title><description><![CDATA[Hoje celebram-se 29 anos da Convenção Internacional sobre os Direitos das Crianças!Refletimos como é recente esta convenção, como os direitos das crianças têm vindo a ser protegidos e promovidos na sociedade ao longo dos tempos, quais são estes direitos e como podemos promovê-los no dia-a-dia.A Convenção Internacional sobre os Direitos das Crianças indica que as crianças têm direito a não ser discriminadas, o superior interesse das crianças deve ser prioritário em todas as ações e decisões que<img src="http://static.wixstatic.com/media/6d1a3bf766a5407f8b9aa0f7e9342d43.jpg/v1/fill/w_310%2Ch_207/6d1a3bf766a5407f8b9aa0f7e9342d43.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/11/20/Os-direitos-das-crian%C3%A7as</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/11/20/Os-direitos-das-crian%C3%A7as</guid><pubDate>Tue, 20 Nov 2018 14:02:30 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/6d1a3bf766a5407f8b9aa0f7e9342d43.jpg"/><div>Hoje celebram-se 29 anos da Convenção Internacional sobre os Direitos das Crianças!</div><div>Refletimos como é recente esta convenção, como os direitos das crianças têm vindo a ser protegidos e promovidos na sociedade ao longo dos tempos, quais são estes direitos e como podemos promovê-los no dia-a-dia.</div><div>A Convenção Internacional sobre os Direitos das Crianças indica que as crianças têm direito a não ser discriminadas, o superior interesse das crianças deve ser prioritário em todas as ações e decisões que lhes digam respeito, têm direito à sobrevivência e a oportunidades que garantam um pleno desenvolvimento (ex. saúde, educação, lazer, atividades recreativas e culturais, etc.), têm direito a participar, a dar a sua opinião e que esta seja considerada, têm direito à liberdade de pensamento e de expressão, têm direito a ser protegidas de todas as formas de violência (ex. maus-tratos, violência doméstica, exploração infantil, consumo e tráfico de drogas, conflitos armados, etc.), têm direito à sua identidade, têm direito a informação, a viver com as suas famílias. Cabe aos pais a principal responsabilidade de educar as crianças e cabe ao estado ajudar os pais a exercer esta responsabilidade e assegurar a proteção das crianças privadas do seu ambiente familiar. </div><div>Nós, como pais, educadores, cuidadores, podemos e devemos proteger e promover estes direitos no dia-a-dia. Como? </div><div>Respeitando, ouvindo, considerando, amando, cuidando, informando, disponibilizando tempo e atenção, dando oportunidades de aprendizagem, garantindo os cuidados básicos, etc. É nos pequenos gestos do dia-a-dia que estes direitos se garantem, no vestir e levar à escola, no lavar os dentes, contar uma história e aconchegar antes de ir dormir, na liberdade para brincar e explorar no mundo, nas conversas do dia-a-dia em que se quer realmente escutar o que a criança tem para dizer, na ida ao médico, na educação positiva e no estabelecimento de limites sem violência, etc.</div><div>Cabe-nos a todos promover os direitos das crianças!</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Na alimentação - paciência e diversificação!</title><description><![CDATA[Este mês celebrou-se o Dia Mundial da Alimentação. A alimentação é um tema que envolve muitas questões. Em particular, na infância, os pais questionam-se sobre que alimentos introduzir, quando, como, como lidar com problemas de alimentação, quando e como promover uma alimentação autónoma, que tipo de hábitos de alimentares criar, etc.De facto, a alimentação pode ser um desafio no desenvolvimento infantil. Inicialmente, esta necessidade básica da criança é satisfeita pelos seus cuidadores, e, com<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_3731f9f19f084755a912e45c3243ca96%7Emv2_d_1280_1920_s_2.jpg/v1/fill/w_310%2Ch_465/d262ef_3731f9f19f084755a912e45c3243ca96%7Emv2_d_1280_1920_s_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/10/23/Na-alimenta%C3%A7%C3%A3o---paci%C3%AAncia-e-diversifica%C3%A7%C3%A3o</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/10/23/Na-alimenta%C3%A7%C3%A3o---paci%C3%AAncia-e-diversifica%C3%A7%C3%A3o</guid><pubDate>Tue, 23 Oct 2018 13:51:27 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_3731f9f19f084755a912e45c3243ca96~mv2_d_1280_1920_s_2.jpg"/><div>Este mês celebrou-se o Dia Mundial da Alimentação. A alimentação é um tema que envolve muitas questões. Em particular, na infância, os pais questionam-se sobre que alimentos introduzir, quando, como, como lidar com problemas de alimentação, quando e como promover uma alimentação autónoma, que tipo de hábitos de alimentares criar, etc.</div><div>De facto, a alimentação pode ser um desafio no desenvolvimento infantil. Inicialmente, esta necessidade básica da criança é satisfeita pelos seus cuidadores, e, com o tempo, a criança aprende a regular-se e a satisfazer esta necessidade de forma mais autónoma. Para algumas crianças e famílias este processo é fácil e prazeroso, para outras é um processo difícil e nada satisfatório, que parece uma batalha constante.</div><div>As dificuldades alimentares são comuns e normalmente transitórias, associadas a fases de mudança e a períodos críticos do desenvolvimento. No entanto, também existem perturbações alimentares, que devem ser sujeitas a avaliação e intervenção por especialistas. Assim, é importante estar atento e intervir o mais cedo possível para prevenir e/ou impedir o agravamento destas dificuldades.</div><div>Os bons hábitos alimentares começam desde cedo. As evidências científicas em relação ao processo de diversificação alimentar são limitadas, contudo, alguns estudos sugerem que o sucesso da diversificação alimentar passa, entre outros fatores, pela diversificação alimentar da mãe no período da gravidez e da amamentação e pela variedade precoce dos alimentos oferecidos à criança. Sabe-se também que por volta dos 9 meses as preferências de sabores de uma criança já estão bastante definidas. De acordo com a Ata Pediátrica Portuguesa, relativa à alimentação e nutrição do lactente, “a janela para a habituação aos sabores é estreita, começando a fechar-se pelos 2 anos e encerrando aos 3 anos, ou seja, uma criança com um portfolio alimentar reduzido pelos 3 anos, vai manter essa monotonia alimentar até à adolescência, consumindo geralmente uma dieta rica em calorias, mas pobre em nutrientes.” Assim, é importante introduzir uma variedade de sabores, texturas e cores na alimentação desde que se iniciam os alimentos sólidos. </div><div>Em suma, a alimentação pode ser um processo mais ou menos difícil, que leva tempo e exige prática, sobretudo nos primeiros anos de vida, em que o bebé passa da sucção de apenas um alimento, para a mastigação de uma variedade imensa de alimentos, passa de ser alimentado por outros a comer de forma autónoma, passa de comer sozinho no colo a comer de forma coletiva e social à mesa com família e pares, etc. É um processo no qual a paciência e o afeto são essenciais.</div><div>Sugestões:</div><div>Não desista à primeira, pode levar 10 a 15 vezes ao longo de vários meses para uma criança se habituar a um novo sabor. Em média são necessárias 11 tentativas para ter sucesso, sendo assim importante a persistência na oferta alimentar.Basta dar uma ou duas colheres do novo sabor para iniciar a habituação e, gradualmente, ir aumentando a quantidade.É importante ler os sinais da criança - perceber quando ainda tem fome, ou quando já está cheia, respeitar a quantidade e ritmo da criança. Aproveite para introduzir desde cedo estas noções e conceitos na hora da refeição (ex. “tens fome”, “já sentes a barriga cheia”, “já não tens fome”).É importante aprendermos a lidar com a nossa própria ansiedade em relação à alimentação, procurando não a transmitir à criança.Oferecer e expor uma grande variedade de alimentos à criança e permitir o contacto com os mesmos.Antes de aprenderem a usar os talheres, esteja preparado para a fase em que as crianças tocam na comida, comem com as mãos e se sujam.Se necessário, servir alimentos de forma criativa e apelativa.Lembre-se que a criança não tem a mesma capacidade do adulto para se manter sentada à mesa durante muito tempo, é natural que comece a ficar mais irrequieta ao fim de algum tempo.Estabeleça poucas regras básicas, mas consistentes para a hora da refeição.Ao longo do tempo, vá introduzindo conceitos da roda dos alimentos e ajudando os seus filhos a compreender a importância de uma alimentação equilibrada e saudável.Dê à criança algum sentido de controlo envolvendo-a no planeamento de algumas refeições ou do momento da refeição (ex. aquecer a sopa, pôr a mesa, tirar os alimentos do frigorifico ou da dispensa, etc.).</div><div>Nota: Caso tenha alguma preocupação deve consultar um especialista para avaliar a situação e recomendar a melhor forma de intervenção.</div><div>Traduzido e adaptado por Joana Nunes Patrício de: American Academy of Pediatrics (2017); Baptista (2016); Reichlin, G., &amp; Winkler, C. (2010); Sociedade Portuguesa de Pediatria (2012)</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>E se o médico receitasse brincadeira?</title><description><![CDATA[Parece piada, mas não é. Num artigo muito recente da Academia Americana de Pediatria, a mensagem para os pediatras é mesmo esta: prescrevam brincadeira!Imagine sair de uma consulta, com o seu filho de 2 anos, e no papelinho da receita estar escrito: BRINQUE COM O SEU FILHO TODOS OS DIAS!A importância do brincar não é uma novidade mas, pelos vistos, tem que continuar a ser lembrada. Os momentos de brincadeira, para além de serem oportunidades de desenvolvimento cerebral, são também oportunidades<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_51d9ebd9469f4c6798da24043f20d6fb%7Emv2_d_2703_1722_s_2.jpg/v1/fill/w_505%2Ch_322/d262ef_51d9ebd9469f4c6798da24043f20d6fb%7Emv2_d_2703_1722_s_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Inês Poeiras</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/10/08/E-se-o-m%C3%A9dico-receitasse-brincadeira</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/10/08/E-se-o-m%C3%A9dico-receitasse-brincadeira</guid><pubDate>Mon, 08 Oct 2018 10:41:10 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_51d9ebd9469f4c6798da24043f20d6fb~mv2_d_2703_1722_s_2.jpg"/><div>Parece piada, mas não é. Num <div><a href="http://www.aappublications.org/news/2018/08/20/play082018">artigo muito recente da</a><a href="http://www.aappublications.org/news/2018/08/20/play082018">Academia Americana de Pediatria</a></div>, a mensagem para os pediatras é mesmo esta: prescrevam brincadeira!</div><div>Imagine sair de uma consulta, com o seu filho de 2 anos, e no papelinho da receita estar escrito: BRINQUE COM O SEU FILHO TODOS OS DIAS!</div><div>A importância do brincar não é uma novidade mas, pelos vistos, tem que continuar a ser lembrada. Os momentos de brincadeira, para além de serem oportunidades de desenvolvimento cerebral, são também oportunidades &quot; de desenvolvimento de capacidades de cooperação, resolução de problemas e do pensamento criativo&quot;, segundo o Dr. Yogman, coordenador do estudo.</div><div>O tempo de brincar com os pais tem deixar de ser visto como &quot;uma perda de tempo&quot;. Porque não se perde nada. Deste tempo de brincadeira resultam coisas importantes: segurança, estabilidade e boas relações afetivas que são amortecedores fantásticos contra a ansiedade e encorajam a resiliência.</div><div>Já basta o empurrão claustrofóbico que a escola e sociedade em geral nos dão para o sucesso académico, com programas cada vez mais estruturadas por &quot;fichas&quot; desde o pré-escolar, com a correspondente falta de brincadeira livre.</div><div>Não são precisos grandes recursos. As crianças gostam dos desafios das ferramentas verdadeiras, da vida lá de casa. Colheres de pau, panelas, cestos, caixas, lápis, frascos e tampas de frascos… tanta coisa que um par de olhos consegue descobrir como brinquedo. Não precisa dar o significado &quot;certo&quot; a um objeto de todos os dias. Isso não existe enquanto a criança for a protagonista da brincadeira, que tanto o pai como a mãe podem alimentar.</div><div>O nosso quotidiano oferece oportunidades imensas de aprendizagem, que são continuamente desperdiçadas. Ponha-se no lugar do seu filho: prefere ir à praça saber as características dos peixes ou empinar em casa a lengalenga de que têm o corpo coberto de escamas, respiram por guelras…</div><div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_1438accfb553422d873a4ee998217ecf~mv2_d_3264_2448_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_a73bd4205c1940338e55aae051e7f247~mv2_d_2317_1776_s_2.jpg"/></div><div>Não dá trabalho. É um gozo para todos e nunca ninguém se vai esquecer que os peixes têm o corpo coberto de escamas!</div><div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_43923eb7d1264781942d6e3cb8154a8e~mv2_d_2448_3264_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_7aa364541b084690bbe088b9321a647f~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_ec35ca47794447d29df5c81bd62ad8b3~mv2_d_3264_2448_s_4_2.jpg"/></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Os meus avós!!</title><description><![CDATA[Lembro-me com muito carinho do tempo que passei com todos os meus avós, mas os avós não são todos iguais. Alguns estão mais presentes, outros mais distantes; alguns são mais ativos na educação dos netos, outros preferem não se envolver; uns mais permissivos, outros mais autoritários; ainda temos os que são mais consistentes com a educação dos pais, e os que preferem fazer as coisas à sua maneira...são várias as dinâmicas que se estabelecem entre avós, pais e netos.Embora se assistam a mudanças<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_a380ed2742264c6e988a68caa028f0fe%7Emv2.jpg/v1/fill/w_310%2Ch_174/d262ef_a380ed2742264c6e988a68caa028f0fe%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/07/26/Os-meus-av%C3%B3s</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/07/26/Os-meus-av%C3%B3s</guid><pubDate>Thu, 26 Jul 2018 09:28:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_a380ed2742264c6e988a68caa028f0fe~mv2.jpg"/><div>Lembro-me com muito carinho do tempo que passei com todos os meus avós, mas os avós não são todos iguais. Alguns estão mais presentes, outros mais distantes; alguns são mais ativos na educação dos netos, outros preferem não se envolver; uns mais permissivos, outros mais autoritários; ainda temos os que são mais consistentes com a educação dos pais, e os que preferem fazer as coisas à sua maneira...são várias as dinâmicas que se estabelecem entre avós, pais e netos.</div><div>Embora se assistam a mudanças ao longo do tempo, em Portugal existe ainda uma grande percentagem de avós a tomar conta dos netos. Os estudos sobre o impacto destes cuidados nos avós e nos netos nem sempre são consistentes. Alguns sugerem que os avós podem ser um fator protetor das crianças em diversas situações e que, inclusivamente, o cuidado aos netos tem impacto positivo na saúde física e psicológica dos avós; outros indicam que pode ser uma fonte de stress e discórdia. Dados recolhidos em entrevistas com avós indicam que estes encaram o tempo passado com os netos como um presente, uma alegria, sentindo-se mais relaxados, confiantes e pacientes com os netos do que foram com os filhos. Ao mesmo tempo, reconhecem que esta prestação de cuidados é um compromisso e reconhecem a importância da definição de limites e equilíbrios, para que não existam interferências com outras atividades do seu dia-a-dia. Existem desafios e conflitos mesmo nas melhores relações, porque, naturalmente, surgem desencontros de expectativas e perspetivas relacionadas tanto com a educação como com os papeis e responsabilidades dos avós. Alguns avós referem que discutir estas diferenças com os filhos não é fácil, pois sentem que a sua experiência como cuidadores é invisível para os filhos. Por outro lado, os pais precisam que os avós respeitem as suas decisões e o seu papel de pais. Muitas vezes, é aqui que surgem algumas dificuldades... Neste contexto, uma comunicação clara e saudável parece ser um dos fatores principais para o sucesso da relação pais-avós, reduzindo o stress e aumentando a coesão familiar.</div><div>A ligação entre avós e netos pode ser uma ligação especial, diferenciada e incrivelmente poderosa na vida de uma criança, sendo muito importante apoiar e alimentar esta relação! Permitir à criança vivenciar tradições com os avós – rotinas e rituais que se repetem ao longo do tempo e de gerações – ajuda a dar-lhes um sentido de identidade e conexão familiar; assim como é importante permitir que criem novas tradições, que sejam únicas e especiais dos avós e netos (ex. partilhar uma refeição especial, uma história inventada de propósito para os netos, rotinas feitas de forma diferente e memorável, etc.).</div><div>As crianças normalmente sentem-se confortáveis e confiantes com os avós, podendo estes representar um ninho de segurança emocional. Apoiar esta relação logo nos primeiros anos de vida da criança, pode representar o início de muitos anos de memórias partilhadas, dando às crianças raízes e simultaneamente asas.</div><div>Sugestões:</div><div>Os avós têm outras referências e, por isso, pode ser bom oferecer informação atual (algum livro, panfletos) sobre disciplina, nutrição, sono, brincadeira, etc.Não imponha a sua disciplina de forma absoluta na casa dos avós. Mesmo que em casa a criança tenha que ir para a cama cedo, não coma chocolate, etc., permita certos comportamentos com os avós. Deixe que sejam parte da dinâmica dos avós, que sejam lembrados como coisas especiais do tempo que passam juntos.Chame a atenção dos seus filhos para a possibilidade de as regras serem diferentes na casa dos avós, e ajude os avós a compreenderem porque estabeleceu certas regras.Evite fazer comentários depreciativos dos avós em frente às crianças e tente estimular a relação entre avós e netos mesmo que a sua relação com os avós não seja a melhor.Avós e pais são de gerações diferentes, mas procure ouvir os conselhos, sentimentos e maneiras de pensar dos avós sem discutir. Reconheça quando é mais sensato falar ou não, por vezes vão ter de concordar em discordar.Se os avós enchem os netos de presentes procure gerir a situação, por exemplo restringindo o número de presentes que podem abrir, explicando que o melhor presente é a presença deles, sugerindo atividades que possam fazer em conjunto em vez de dar bens materiais, etc.Encoraje os avós a partilhar perspetivas e resolver problemas como uma equipa. Esta colaboração pode ser um grande desafio. Valorize a experiência dos avós, os seus pontos fortes, mas deixe claro que como pais e decisores estão a estabelecer a vossa identidade e autoridade. A última palavra nas decisões é sua, e isto tem que ser claro para todos. Sentindo esta confiança também será mais fácil ouvir os avós sem discutir.Use a tecnologia para chegar mais perto de avós distantes, para que as crianças comecem a reconhecer a voz e a cara dos avós.Crie oportunidades e um ambiente favorável à interação entre avós e netos. Dê-lhes tempo para criarem a sua própria relação.Se necessário ajude-os a encontrar atividades ou interesses que possam partilhar.Estimule o gosto dos seus filhos por ouvir histórias contadas pelos avós. Sugira aos avós que partilhem histórias e músicas de família, que façam atividades juntos e que peçam à criança para ajudar em algumas tarefas, aproveitando o tempo e disponibilidade dos avós, a ausência de presa;Tenha iniciativa de marcar encontros com os avós consoante a disponibilidade da família, de arranjar tempo para visitar os avós e de manter uma comunicação regular, transmitindo valores de coesão familiar, de cuidar dos outros, de amizade e amor.Não é possível estar em dois sítios ao mesmo tempo, nem agradar a todos, mas deixe os avós saberem que tenta conciliar as coisas da melhor forma. Deste modo está também a modelar competências de resolução de problemas, planeamento e gestão de conflitos.Imagine-se a si mesmo como avó/avô, e pense como gostaria que fosse a relação com os seus netos e filhos.</div><div>Traduzido e adaptado por Joana Nunes Patrício de Glaser, Price, Montserrat, Gessa, &amp; Tinker, 2013; Kinsner, Parlakian, &amp; MacLaughlin, 2017; Parlakian, 2017; Parlakian &amp; Kinsner, 2017; Parlakian &amp; Lerner, 2012; Reichlin &amp; Winkler, 2010.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Vais ter um irmão!!</title><description><![CDATA[Ter um filho pode ser muito excitante, mas também pode ser stressante visto que implica várias mudanças para todos os envolvidos, nomeadamente para os irmãos mais velhos. A preparação para um segundo filho é um pouco diferente do que para um primeiro, visto que agora existe uma nova variável importante - o filho mais velho. Assim, é natural que, nesta fase inicial de preparação, se questione sobre como contar, quando contar, como será que ele vai reagir, etc.No geral, é importante preparar as<img src="http://static.wixstatic.com/media/fd14e69e038b4660b6057f215481c67b.jpeg/v1/fill/w_310%2Ch_206/fd14e69e038b4660b6057f215481c67b.jpeg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/06/15/Vais-ter-um-irm%C3%A3o</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/06/15/Vais-ter-um-irm%C3%A3o</guid><pubDate>Fri, 15 Jun 2018 11:28:50 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/fd14e69e038b4660b6057f215481c67b.jpeg"/><div>Ter um filho pode ser muito excitante, mas também pode ser stressante visto que implica várias mudanças para todos os envolvidos, nomeadamente para os irmãos mais velhos. </div><div>A preparação para um segundo filho é um pouco diferente do que para um primeiro, visto que agora existe uma nova variável importante - o filho mais velho. Assim, é natural que, nesta fase inicial de preparação, se questione sobre como contar, quando contar, como será que ele vai reagir, etc.</div><div>No geral, é importante preparar as crianças para o nascimento de um irmão. Elas detetam mudanças, tanto no corpo, como no comportamento da mãe (ex. não consegue pegar ao colo). Neste sentido, é importante que lhes explique o porquê destas alterações. Não existem receitas, até porque as crianças não têm todas o mesmo nível de compreensão, dependendo muito da sua idade. Para as crianças mais novas, a ideia de um bebé a crescer na barriga da mãe pode ser difícil de entender, sendo importante ajudar a tornar este conceito abstrato em algo mais compreensível, mas apropriado à idade da criança.</div><div>As crianças também não reagem todas da mesma forma, mesmo em idades semelhantes. Ainda assim, é natural que os filhos mais velhos, tenham sentimentos ambíguos. Muitas crianças mostram-se bastante entusiasmadas quando o bebé ainda está na barriga da mãe, mas, quando se torna real, surgem diferentes sentimentos. Por um lado, podem amar intensamente os irmãos, por outro, podem ficar zangados e ressentidos por terem de partilhar a atenção e “tudo” o que antes era só deles. É importante compreender que os filhos mais velhos podem passar por uma fase de maior dependência dos pais, de mais birras, regressões, e de expressão de sentimentos negativos em relação ao bebé... assim, será importante ajudar as crianças na gestão destes sentimentos.</div><div>Lembre-se que, embora levar um novo bebé para casa possa ter os seus momentos stressantes, podendo envolver algum o choro, confusão e disputas, também contribui para desenvolver outras competências nas crianças, nomeadamente partilha, cooperação, empatia, resolução de problemas, etc.</div><div>O mais importante é conhecer bem os seus filhos e estar atento aos seus sinais e necessidades, procurando dar-lhes uma resposta adequada mantendo, simultaneamente, a estabilidade e consistência do mundo da criança, em termos de regras, rotinas e limites, para que esta continue a sentir segurança, controlo e previsibilidade. No fundo, a criança precisa de se adaptar a este novo elemento na família e de sentir que o seu lugar não está posto em causa, que continua a ser tão amada como era e a ter atenção e disponibilidade dos pais (mesmo que agora tenha que as partilhar mais vezes). Ser sensível a isto vai ajudá-lo a dar o suporte e a tranquilidade de que as crianças precisam para se adaptarem a esta mudança. </div><div>Sugestões:</div><div>Garanta a supervisão para manter a segurança dos seus filhos. Muitas vezes os filhos mais velhos não sabem bem como tocar e interagir com o bebé e podem magoá-lo mesmo sem querer. Ensine o seu filho a interagir de forma segura com o bebé. Caso a criança faça algo mais brusco ou agressivo, procure retirar as mãos calmamente e mostrar como deve fazer (ex. “podes fazer miminhos ou coceguinhas ao bebé, assim.”).Assegure-se que continua a dar atenção individualizada ao seu filho mais velho, tendo alguns tempos especiais só com ele. Procure manter, também, o mesmo comportamento com a criança, os mesmos limites e regras, não cedendo a exigências da criança, nem compensando a criança com presentes.Dê oportunidades aos seus filhos para expressarem os seus sentimentos. Reconheça-os, mostre que compreende e ajude-os a encontrar soluções. É natural que os filhos mais velhos se sintam confusos enquanto tentam entender as mudanças, tanto no corpo da mãe, como nas dinâmicas familiares, e que sintam alguns ciúmes dos irmãos. Estes sentimentos podem ser expressos de forma mais evidente ou mais subtil. Esteja atento e procure dar resposta a essas necessidades de segurança.Envolva os seus filhos mais velhos na resolução de problemas dando-lhes opções (ex., “Agora vou dar o leite ao Guilherme, não posso brincar. Como podemos fazer? Queres ir brincar com os legos ou preferes ficar aqui a ler um livro?”).De forma gradual, encoraje o envolvimento do seu filho mais velho com o novo irmão (ex. “Que roupa é que gostavas que a Maria vestisse hoje?), mas não force nem pressione se ele não estiver interessado. Pode convidá-lo a ajudar a decorar o quarto, escolher brinquedos, roupas, etc., respeitando o seu interesse.Dê ao seu filho a segurança de que ninguém vai ocupar o seu lugar (ex. “Nós amamos toda a nossa família, tu, o avô, a avó, os primos, e agora também a Maria...Todos têm lugar no nosso coração. Tu tens um lugar especial no meu coração, és único para mim.”).Encoraje sentimentos de proximidade e orgulho nas aquisições do bebé, mas também dos restantes elementos da família, nomeadamente dos irmãos mais velhos. Não deixe que tudo gire em torno do novo bebé.Não pressione os seus filhos mais velhos a amarem o novo bebé. O mais provável é que esta relação de afeto se crie com o tempo e a convivência.Esteja preparado para a possibilidade de o seu filho mais velho ter algumas regressões, ou agir como um bebé de forma a conseguir mais atenção. Pode ser um sinal de stress ou uma tentativa de perceber o seu lugar na família. Estes comportamentos podem desaparecer mais depressa se não lhes der demasiada importância. Exigir que a criança aja “como um menino crescido” pode não ser ajustado ao que a criança consegue dar no momento.Ajude o seu filho mais velho a proteger os seus brinquedos favoritos quando o bebé tiver mais mobilidade. A criança pode ser incentivada a partilhar, mas tem direito a ter os seus próprios brinquedos e é natural que não queira que se estraguem.Leia livros sobre como os bebés crescem e sobre ter um novo irmão ou irmã. Dependendo da idade do seu filho, falem sobre as expectativas que têm em relação ao que será mais divertido e mais difícil quando o bebé nascer, e sobre atividades que podem fazer nesses momentos. Ainda durante a gravidez, pode ir envolvendo a criança, de acordo com os seus interesses e características, criando oportunidades para ver e estar com outros bebés, falando sobre o que podem e não podem fazer, como se comportam, etc.</div><div>Nota: Caso tenha alguma preocupação deve consultar um especialista para avaliar a situação e recomendar a melhor forma de intervenção.</div><div>Traduzido e adaptado por Joana Nunes Patrício de Lerner (2017), Reichlin e Winkler (2003). </div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Qual é a nossa estrela polar?</title><description><![CDATA[Quando nasceu o meu primeiro filho (há nove anos), já tinha começado o mestrado em Psicologia Comunitária e Proteção de Menores. As opções de educação, cá em casa, passaram a ser isso: opções. Vamos deixando sempre uma parte da educação à intuição, à vontade (ou falta dela) e à disposição do momento. Mas há uma estrela polar: os resultados da investigação.Apesar de fazer parte da minha rotina de aluna ler artigos extensos, a verdade é que, como mãe, encontrei alguns artigos bons em publicações<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_27ce77f2f3ea45448753b12418d0bc2a%7Emv2_d_2293_1894_s_2.jpg/v1/fill/w_505%2Ch_417/d262ef_27ce77f2f3ea45448753b12418d0bc2a%7Emv2_d_2293_1894_s_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Inês Poeiras</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/06/04/Qual-%C3%A9-a-nossa-estrela-polar</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/06/04/Qual-%C3%A9-a-nossa-estrela-polar</guid><pubDate>Mon, 04 Jun 2018 22:58:46 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_27ce77f2f3ea45448753b12418d0bc2a~mv2_d_2293_1894_s_2.jpg"/><div>Quando nasceu o meu primeiro filho (há nove anos), já tinha começado o mestrado em Psicologia Comunitária e Proteção de Menores. As opções de educação, cá em casa, passaram a ser isso: opções. </div><div>Vamos deixando sempre<div> uma parte da educação à intuição, à vontade (ou falta dela) e à disposição do momento. Mas há uma estrela polar: os resultados da investigação.</div></div><div>Apesar de fazer parte da minha rotina de aluna ler artigos extensos, a verdade é que, como mãe, encontrei alguns artigos bons em publicações de grande tiragem, que trocavam por miúdos alguns assuntos.</div><div>Acho que me posso juntar à estatística dos resultados positivos em alguns aspetos que tentei levar a sério (vou só indicar dois):</div><div>1. os meus filhos têm gosto pela leitura e leem;</div><div>2. os meus filhos têm noção da privacidade e manifestam pouco agrado no contacto físico (até dentro da família alargada) e vem sempre o pudor ao de cima no balneário da piscina onde fazem natação.</div><div>Se calhar estava-lhes nos genes... bem, a verdade é que todas as noites, sublinho - todas as noites, se lê uma história antes de dormir, como nos propõe os cientistas! Primeiro foram histórias pequeninas, dos livros que também estavam a explorar no jardim de infância ou de presentes que apareciam cá por casa. Depois passou-se para capítulos de livros (o preferido é Uma Aventura - a caminhar para o Percy Jackson!). E isto de há uns seis, sete anos para cá. Agora o mais velho já lê sozinho e avança com imenso entusiasmo pelas aventuras dentro.</div><div>Também tomámos consciência de que não devíamos ler os jornais no tablet ou no telemóvel, objetos que as crianças associavam a jogo. Esta parte é difícil porque a verdade é que compramos jornais em papel poucas vezes. Por isso, a solução foi usar com muita moderação os telemóveis e afins à frente das crianças. Foi um treino.</div><div>Outra coisa que seguimos foi não dar castigos que implicassem ir para o quarto ler. Ler nunca pode ser um castigo. Como ir de castigo para a biblioteca da escola se mostra ser das coisas menos razoáveis que um professor pode fazer.</div><div>Sobre a privacidade há, talvez, menos consenso. Dar a liberdade a uma criança para cumprimentar só com um bom dia ou boa tarde, um aperto de mão... ainda não é muito bem visto. Dentro e fora da família. Mas, para a criança, é uma grande aprendizagem sobre a sua privacidade. Nós adultos não temos noção, mas cruzamo-nos com tanta gente que, se estivermos sempre a impor o beijo do &quot;estranho&quot;, estamos ao mesmo tempo a dizer à criança que é suposto a criança aceitar. &quot;Ai não me dás um beijinho? Tens este rebuçado se me deres um beijinho&quot;: fora de questão. A regra cá em casa é não se trocam beijinhos e abracinhos por nada. A criança é livre de dar beijinhos e abracinhos.</div><div>Ou seja, sempre tentámos orientar para a ideia de que o corpo é propriedade da criança e não é do interesse de mais ninguém. Sem alarmismos nem criando medos.</div><div>Será um exagero?</div><div>Na dúvida (são tantas quando falamos de educação), e sabendo que a prevenção é sempre o melhor investimento, continuaremos a ter nos resultados da investigação a nossa estrela polar. </div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Qual é a pressa?</title><description><![CDATA[Ver miúdos crescer é capaz de ser das melhores coisas que nos fica. Não só para os pais e avós, mas para todos os cuidadores que passam pelas suas vidas. Tios, amigos dos pais que são como família, educadores, professores.Tanta gente que acompanha as crianças e que as vê crescer todos os dias. Todos os dias há coisas novas, há conquistas, seja em que idade for. Mas de tempos a tempos ouvimos alguém dizer, "o tempo passa num instante"... "a vida passa a correr".A vida passará mesmo a correr, ou<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_afd9ce3a66154f81a4c8f42a4be892ef%7Emv2_d_1318_1349_s_2.jpg/v1/fill/w_339%2Ch_347/d262ef_afd9ce3a66154f81a4c8f42a4be892ef%7Emv2_d_1318_1349_s_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Inês Poeiras</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/05/31/Qual-%C3%A9-a-pressa</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/05/31/Qual-%C3%A9-a-pressa</guid><pubDate>Thu, 31 May 2018 21:41:18 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_afd9ce3a66154f81a4c8f42a4be892ef~mv2_d_1318_1349_s_2.jpg"/><div>Ver miúdos crescer é capaz de ser das melhores coisas que nos fica. Não só para os pais e avós, mas para todos os cuidadores que passam pelas suas vidas. Tios, amigos dos pais que são como família, educadores, professores.</div><div>Tanta gente que acompanha as crianças e que as vê crescer todos os dias. Todos os dias há coisas novas, há conquistas, seja em que idade for. Mas de tempos a tempos ouvimos alguém dizer, &quot;o tempo passa num instante&quot;... &quot;a vida passa a correr&quot;.</div><div>A vida passará mesmo a correr, ou seremos nós que passamos a correr por ela, para chegar a todo o lado e a lado nenhum? Tudo ao mesmo tempo.</div><div>Amanhã, dia da criança, a interpelação que se impõe é esta: qual é a pressa? Porque nos deixamos levar e levamos os miúdos atrás?</div><div>O que é que as circunstâncias nos ditam e o que é que acaba por ser escolha pessoal? </div><div>Não conseguimos ver crescer em doses pequeninas e muito menos a correr. Aí sim, as crianças crescem e não damos conta. &quot;Crescem num abrir e fechar de olhos&quot;, ouve-se dizer. Não se enganem. Se deixamos crianças crescer num abrir e fechar de olhos é porque cresceram sem olharmos para elas, sem darmos conta, sem darmos colo. E o colo não se pode dar às pinguinhas, tem que ser todos os dias e aos montes. Já que se assinala um dia no ano como o Dia da Criança, aproveitemos para refletir sobre as escolhas que fazemos e que implicações têm na vida dos nossos filhos. As crianças estão aí, à nossa frente, todos os dias. </div><div>Seja parte da história. </div></div>]]></content:encoded></item><item><title>A cumplicidade faz-nos crescer! Brincar faz-nos crescer!</title><description><![CDATA[“Crescer com o olhar cúmplice do pai e da mãe não devia ser um privilégio. Precisam-se de pais cúmplices nos dias, nas horas, e em todos os minutos dos filhos.” (Inês Poeiras)Precisam-se de olhares apaixonados, olhares disponíveis, olhares suportivos, precisam-se de olhares atentos, focados no positivo, no deslumbramento, nas descobertas, nas brincadeiras, ou nas pequenas atividades do dia a dia.A cumplicidade faz-nos crescer na medida em que reflete uma relação firmada em amizade,<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_185a847c16c24fe2bd6703fde2cc6ee8%7Emv2.jpg/v1/fill/w_208%2Ch_131/d262ef_185a847c16c24fe2bd6703fde2cc6ee8%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/05/04/A-cumplicidade-faz-nos-crescer-Brincar-faz-nos-crescer</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/05/04/A-cumplicidade-faz-nos-crescer-Brincar-faz-nos-crescer</guid><pubDate>Fri, 04 May 2018 10:45:54 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_185a847c16c24fe2bd6703fde2cc6ee8~mv2.jpg"/><div>“Crescer com o olhar cúmplice do pai e da mãe não devia ser um privilégio. Precisam-se de pais cúmplices nos dias, nas horas, e em todos os minutos dos filhos.” (Inês Poeiras)</div><div>Precisam-se de olhares apaixonados, olhares disponíveis, olhares suportivos, precisam-se de olhares atentos, focados no positivo, no deslumbramento, nas descobertas, nas brincadeiras, ou nas pequenas atividades do dia a dia.</div><div>A cumplicidade faz-nos crescer na medida em que reflete uma relação firmada em amizade, companheirismo, partilha, entendimento. No entanto, tal como alguns especialistas indicam &quot;Os pais podem e devem ser amigos, mas não se podem resumir a esse papel. Os miúdos precisam de pais que, além de amigos, exerçam autoridade, definam limites.&quot; (Rute Agulhas). Assim, os pais, antes de mais, têm que ser pais, estão num papel de educadores, de proteção, segurança, de orientação. Ainda assim há uma cumplicidade única na relação pais-filhos, que deve ser sempre alimentada e reforçada.</div><div>Procure lembrar-se dos momentos de cumplicidade que partilhou com os seus pais ou outros cuidadores... de um tempo, palavras ou olhares só vossos.</div><div>Neste tempo cúmplice é muito importante amar. Ser caloroso, gentil, sensível, atento, e estabelecer uma relação forte e segura com as crianças, o que contribui para desenvolver um sentimento de segurança e competências sociais, que serão importantes ao longo das suas vidas.</div><div>Neste tempo cúmplice é também importante conversar, falar e, sobretudo, escutar. Isto contribui não só para o desenvolvimento cognitivo da criança, da comunicação e da linguagem, estabelecendo uma base para aprender a ler e a escrever e para o sucesso académico, como contribui para fortalecer a relação emocional pais-filhos.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_5bdc367e1ff84a8f9b649cb40980f3bb~mv2.jpg"/><div>Neste tempo cúmplice é, também, essencial brincar. Brincar tem benefícios comprovados para o desenvolvimento saudável da criança a todos os níveis. É também através da brincadeira que as crianças se envolvem e interagem com o mundo e com os outros, adquirem competências que lhes serão úteis para ultrapassar desafios atuais e futuros, permitindo-lhes resolver problemas, tomar decisões, partilhar, negociar, criar, imaginar... e, acima de tudo, brincar proporciona-lhes alegria e bem-estar! Quando os pais observam ou se envolvem na brincadeira dos filhos têm uma oportunidade maravilhosa de ver o mundo através dos olhos das crianças. As interações que ocorrem nestes momentos ajudam a fortalecer as relações e transmitem à criança disponibilidade total e atenção positiva.</div><div>Por tudo isto a cumplicidade, brincadeira, partilha de momentos únicos e afetuosos faz-nos crescer!</div><div>Sugestões:</div><div>Arranje tempo para estarem juntos, para olharem uns para os outros, para brincarem, para serem cúmplices...Brinquem muito, ao que vos apetecer, envolvendo-se em brincadeiras dirigidas pelos seus filhos e olhando o mundo com os olhos deles.Envolva também os seus filhos nos seus hobbies, partilhando o que gosta e momentos especiais com eles.Converse muito, mas sobretudo escute, ouça e compreenda o que os seus filhos lhe estão a dizer.Dê tempo para os seus filhos brincarem, procurando um equilíbrio (ajustado a cada criança e família) entre o tempo despendido em atividades mais estruturadas e em vivências plenas e livres de experiências, interações e brincadeiras.</div><div>Adaptado e traduzido por Joana Nunes Patrício de Agulhas, 2018; American Academy of Pediatric, 2018; http://lovetalkplay.org; Webster-Stratton, 2011.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Saltar na cama dos pais faz-nos crescer!</title><description><![CDATA[Desta vez refletimos sobre a importância da alegria e boas memórias no desenvolvimento das crianças. As memórias fazem de nós parte do que somos, “sem a força unificadora da memória, estaríamos divididos em tantos fragmentos quantos os momentos do dia” (Kandel, 2010). De fato as memórias são estruturantes e dizem-nos muito do que fomos e do que somos.Que boas memórias tem da sua infância? O que o fez crescer? Que momentos especiais partilhou com os seus pais ou outros cuidadores? Desde brincar<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_5893377d3a8a4a619b27423a96301645%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/04/27/Saltar-na-cama-dos-pais-faz-nos-crescer</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/04/27/Saltar-na-cama-dos-pais-faz-nos-crescer</guid><pubDate>Fri, 27 Apr 2018 11:14:33 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_5893377d3a8a4a619b27423a96301645~mv2.jpg"/><div>Desta vez refletimos sobre a importância da alegria e boas memórias no desenvolvimento das crianças. As memórias fazem de nós parte do que somos, “sem a força unificadora da memória, estaríamos divididos em tantos fragmentos quantos os momentos do dia” (Kandel, 2010). De fato as memórias são estruturantes e dizem-nos muito do que fomos e do que somos.</div><div>Que boas memórias tem da sua infância? O que o fez crescer? Que momentos especiais partilhou com os seus pais ou outros cuidadores? Desde brincar ao “monstro apanha todos”, à história ao deitar, ao bolo que fazia com a mãe... Estas interações e momentos positivos do dia-a-dia são essenciais. É preciso fazer dos momentos de alegria e entusiasmo uma prioridade, encontrar tempo de alegria e diversão. Quando as crianças percebem que nos divertimos com elas, que gostamos de passar tempo com elas, desenvolvem uma maior alegria na relação com os cuidadores, e uma maior confiança em si próprias e no mundo. E nunca é cedo demais para encontrar este tempo de atenção positiva e entusiasmo, basta reparar como os bebés se divertem e riem quando brincam com eles, como repetem constantemente algo que faz os adultos rir, ou como solicitam a atenção dos adultos para brincar com eles.</div><div>Um desenvolvimento saudável, inclusivamente da arquitetura do cérebro, depende da qualidade e estabilidade das relações da criança com os seus cuidadores, bem como da qualidade do ambiente e das experiências que lhe são proporcionadas na infância.</div><div>Com efeito, a investigação indica que as experiências vividas na infância têm impacto na “arquitetura” do cérebro, i.e. na forma como ele se estrutura, sendo que o tipo de experiências vividas - positivas ou negativas - têm um impacto distinto nesta construção e que este impacto pode ser temporário ou ter efeitos a longo prazo. Assim, ambientes suportivos e experiências de qualidade, podem construir uma base mais segura e competente para os desafios e aprendizagens ao longo da vida.</div><div>Por tudo isto saltar na cama ou partilhar outro tipo de interações e experiências positivas e alegres faz-nos crescer!</div><div>Sugestões:</div><div>Faça brincadeiras divertidas e alegres com os seus filhos; deixe-se rir e contagiar pela alegria deles.Pense nas suas experiencias de infância, nas que lhe trazem melhores memórias e de que forma está a transmitir o mesmo aos seus filhos.Esteja verdadeiramente no momento, passando tempo e, sobretudo, tempo de qualidade com os seus filhos, num ambiente de amor, confiança e respeito.Um momento de qualidade pode acontecer em qualquer altura e em qualquer lado, e transmite aos seus filhos como os valoriza e aprecia.Tente planear algum tempo regular e individual com cada um dos seus filhos.Interaja de forma positiva, com sorrisos, gargalhadas, contacto ocular, abraços, carinho.Muitas vezes os pais recriam experiências que tiveram na sua infância. Às vezes fazem-no de forma consciente, outras fazem-no sem sequer se aperceberem de que o estão a fazer. Seja saltar na cama dos pais, seja viagens em família, seja o almoço de domingo, seja a história ao deitar, o importante mesmo é criar boas memórias, memórias que acompanham e alimentam as crianças ao longo da vida, e que eventualmente queiram repetir um dia com os seus próprios filhos, criando um sentido de pertença e identidade familiar especial.</div><div>Traduzido e adaptado por Joana Nunes Patrício de Kandel, 2010; National Scientific Council on the Developing Child, 2004, 2007, 2010; Webster-Stratton, 2011.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Um abraço de família faz-nos crescer!</title><description><![CDATA[O que nos diz um abraço? O que nos faz sentir um abraço? Normalmente sabe bem dar e receber um abraço, em bons e maus momentos, talvez porque abraçar seja uma forma de transmitir afeto, seja em que contexto for: quando celebramos algo bom, quando nos cumprimentamos ou despedimos, quando sentimos saudades, quando aconchegamos, quando confortamos, ou simplesmente quando nos apetece...Muitos estudos têm demonstrado a importância do afeto, por parte dos pais no desenvolvimento das crianças, em<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_c029719808174420a0d35171b947b796%7Emv2.jpg/v1/fill/w_208%2Ch_131/d262ef_c029719808174420a0d35171b947b796%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/04/20/Um-abra%C3%A7o-de-fam%C3%ADlia-faz-nos-crescer</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/04/20/Um-abra%C3%A7o-de-fam%C3%ADlia-faz-nos-crescer</guid><pubDate>Fri, 20 Apr 2018 09:06:27 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_c029719808174420a0d35171b947b796~mv2.jpg"/><div>O que nos diz um abraço? O que nos faz sentir um abraço? Normalmente sabe bem dar e receber um abraço, em bons e maus momentos, talvez porque abraçar seja uma forma de transmitir afeto, seja em que contexto for: quando celebramos algo bom, quando nos cumprimentamos ou despedimos, quando sentimos saudades, quando aconchegamos, quando confortamos, ou simplesmente quando nos apetece...</div><div>Muitos estudos têm demonstrado a importância do afeto, por parte dos pais no desenvolvimento das crianças, em termos da sua autoestima, autoconfiança, identidade, do seu desenvolvimento psicológico, emocional, social e comportamental.</div><div>De facto, uma das principais dimensões da parentalidade é o afeto, é o ser caloroso (acarinhar, confortar, elogiar), transmitindo à criança a sensação de ser especialmente valorizada e aceite e proporcionar-lhe relações seguras, estáveis e afetuosas com adultos significativos, com sensibilidade e capacidade para responder de forma adequada às suas necessidades, incluindo as emocionais. O afeto traduz-se de várias formas, sendo que pode ser entendido como o grau em que os pais são sensíveis, aceitam, apoiam e respondem às necessidades dos filhos, seja de forma verbal (ex. um elogio, um encorajamento) ou não verbal (ex. um abraço, um beijinho, uma festa).</div><div>Nos primeiros meses de vida a criança não percebe o significado da palavra amor, mas absorve desde logo os sinais emocionais não verbais que os pais transmitem, desde a expressão facial, ao tom de voz, ao toque. Alguns estudos indicam que o contacto físico, por exemplo pelo abraço, é uma forma de estimulação importante para o desenvolvimento cognitivo da criança, para a sua felicidade, crescimento e saúde (devido à libertação de oxitocina), para o seu desenvolvimento e segurança emocional, para a sua capacidade de autorregulação e para fortalecer a relação pais-filhos. A literatura na área do desenvolvimento sugere mesmo que o toque, desde o colo ao abraço, desempenha um papel importante na própria formação da imagem corporal. Indica ainda que quando os pais exibem afetuosidade através de ações como abraçar e acarinhar influenciam o desenvolvimento das relações e do bem-estar emocional dos seus filhos.</div><div>A segurança de uma relação calorosa, responsiva e segura com os pais, e outros cuidadores, dá confiança às crianças para explorarem o mundo, e assim aprenderem e desenvolverem-se. Estas relações funcionam como fatores protetores em contextos de stress e dificuldades.</div><div>Por tudo isto, abraçar, acarinhar e demonstrar amor através de gestos e palavras faz-nos crescer!</div><div>Sugestões:</div><div>Interagir de forma gentil e afetuosa com os seus filhos, transmitindo amor, segurança e cuidado. Em parte, as crianças aprendem quem são pela forma como são tratadas.Demonstrar os afetos através de palavras e gestos.Nomear emoções, ajudando os seus filhos a compreenderem melhor os seus sentimentos e os sentimentos dos outros.Encorajar os seus filhos a explorar, partilhando o entusiasmo pelas descobertas, estando disponível para os apoiar, e respondendo a necessidades de amor e conforto.Através de interações, pequenas tarefas e brincadeiras, ajude os seus filhos a sentirem-se bem em relação si próprios e às suas competências, para que se sintam valorizados e para que desenvolvam a sua auto-confiança.As famílias têm diferentes formas de mostrar os afetos, diferentes rituais. Dê muitos abraços de família, ou transmita afetos de outras formas, o importante mesmo é transmiti-los. É importante respeitar as necessidades e características individuais dos seus filhos, ajustando a forma como transmite este afeto às mesmas.</div><div>Nota: Caso tenha alguma preocupação deve consultar um especialista para avaliar a situação e recomendar a melhor forma de intervenção.</div><div>Traduzido e adaptado por Joana Nunes Patrício de Cole, 2012; Cox, 2008; Gupta, Gupta, Schork, &amp; Watteel, 1995; Logan, 2006; www.parentingforbrain.com/children-hugging/</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Incentivar faz-nos crescer!</title><description><![CDATA[Quantas vezes enquanto adultos sentimos a necessidade de um incentivo, encorajamento, motivação e apoio dos que nos rodeiam? Imagine, então, a importância que estes mesmos incentivos terão nas crianças, que se estão a construir, a definir e a estruturar...De facto, é importante sentirmos que somos capazes, que acreditam em nós, que nos apoiam. Os estudos no âmbito da teoria da autodeterminação indicam que existem três necessidades psicológicas inatas ao ser humano – competência, autonomia e<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_7b6da69d153f4b43912a5f95160d63b5%7Emv2.jpg/v1/fill/w_208%2Ch_131/d262ef_7b6da69d153f4b43912a5f95160d63b5%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/04/13/Incentivar-faz-nos-crescer</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/04/13/Incentivar-faz-nos-crescer</guid><pubDate>Fri, 13 Apr 2018 08:08:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_7b6da69d153f4b43912a5f95160d63b5~mv2.jpg"/><div>Quantas vezes enquanto adultos sentimos a necessidade de um incentivo, encorajamento, motivação e apoio dos que nos rodeiam? Imagine, então, a importância que estes mesmos incentivos terão nas crianças, que se estão a construir, a definir e a estruturar...</div><div>De facto, é importante sentirmos que somos capazes, que acreditam em nós, que nos apoiam. Os estudos no âmbito da teoria da autodeterminação indicam que existem três necessidades psicológicas inatas ao ser humano – competência, autonomia e vinculação aos outros – que, quando satisfeitas, contribuem para a auto-motivação, bem-estar e ajustamento social e psicológico. Pelo contrário, quando estas necessidades não são satisfeitas, geram menor motivação e bem-estar.</div><div>Desde que nascem, as crianças estão internamente motivadas para serem ativas, curiosas, para questionar e brincar, sendo que este interesse espontâneo para explorar é essencial ao desenvolvimento cognitivo e social. O contexto pode reforçar e promover esta motivação (ex. através de desafios, feedback, comunicação e incentivo positivos) ou diminui-la e desencorajar a criança (ex. através do criticismo, não aceitação, feedback negativo), nomeadamente através do efeito que isto tem na sua perceção de competência. Este sentimento de ser capaz, aliado a um sentido de autonomia e de autodeterminação (em que se permitem escolhas e iniciativas e em que se promovem os interesses da criança), aumenta a motivação da criança para uma série de questões. A investigação tem vindo a demonstrar que quando as pessoas são motivadas internamente têm mais interesse, prazer e confiança, melhores desempenhos, persistência e criatividade, autoestima e bem-estar. Já quando os pais são mais controladores e não suportam a autonomia dos filhos, estes tendem a ter menor motivação interna.</div><div>É também essencial que estas dinâmicas ocorram num contexto de relações e vinculações seguras, no qual as crianças sentem uma maior confiança em si mesmas e na exploração do mundo. Assim, um contexto que responda a estas necessidade de competência, autonomia e vinculação é essencial para a motivação, iniciativa, responsabilidade, ajustamento e bem-estar da criança.</div><div>Note-se que o incentivo e encorajamento devem reconhecer e promover sobretudo o esforço contínuo e a perseverança, e não os resultados. Desta forma, incentivar e encorajar pode fomentar a independência, a determinação e a confiança da criança nas suas capacidades.</div><div>Por tudo isto, incentivar, encorajar, apoiar e motivar faz-nos crescer!</div><div>Sugestões:</div><div>Dê atenção ao que os seus filhos fazem, a pequenos comportamentos que valoriza. É preciso ter algum cuidado para não cair no exagero de elogiar constantemente e indiscriminadamente. O elogio mais eficaz é o elogio genuíno e sincero, específico e descritivo, focado no comportamento e feito de modo positivo e imediato, que promove a motivação interna e a confiança da criança nas suas capacidades, o que a leva a persistir numa tarefa e a desafiar-se a si mesma.Encoraje os seus filhos regularmente, tanto nas maiores conquistas, como nas atitudes e esforços diários, nos processos.Encorajar passa por oferecer palavras de incentivo, por estar atento e disponível para ajudar, por fazer comentários positivos e específicos.Dê aos seus filhos oportunidades para ajudarem e fazerem tarefas, em que possam assumir responsabilidade, levando-os a sentir-se orgulhosos, capazes e bem-sucedidos.Deixe que os seus filhos liderem brincadeiras e apoie as suas iniciativas.Dê apoio aos seus filhos para experimentarem coisas novas, mostre que acredita que são capazes.Ajude os seus filhos a dar sentido ao mundo – a compreender e lidar com regras, a gerir desafios, problemas e conflitos; mostre-lhes como podem pensar e resolver problemas, por ex. modelando a forma como pensa em em voz alta.Dê suporte, mas não resolva todos os problemas pelos seus filhos. Leve-os a pensar, pergunte o que eles acham, que soluções encontram, e como os pode ajudar, fazendo sugestões, se necessário. Deixe que os seus filhos percebam que, por vezes, também precisa de ajuda.Encoraje amizades, oportunidades para os seus filhos brincarem e resolverem problemas com outras crianças, contribuindo para a sua autoestima e autoconfiança.As crianças aprendem, em grande medida, através da prática: ajude-os em tarefas mais complexas, dividindo-as em passos mais simples, encorajando a autonomia e confiança.Quando encoraja a criança, evite fazer elogios que envolvam ironia ou crítica, comparações, ou elogios fáceis e excessivos. Além de menos sinceros, tornam o elogio menos eficaz para encorajar a criança, podem fazer com que a criança espere sempre esse retorno externo e que sinta que falhou ou que não tem o mesmo valor quando não é elogiada. Podem ainda resultar numa grande pressão para a criança corresponder a expectativas desajustadas ou numa autoimagem irrealista e narcísica.Lembre-se sempre que não existem receitas, cada criança tem características únicas e o nível e tipo de encorajamento que dá deve ser ajustado às necessidades e características dos seus filhos.</div><div>Adaptado de Brummelman, Thomaes, Nelemans, Castro, Overbeek, &amp; Bushmane, 2015; Ryan &amp; Deci, 2000; Webster-Stratton, 2010; Zero to Three, 2010.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Ouvir histórias faz-nos crescer!</title><description><![CDATA[Nunca é demasiado cedo para ler. Ler para os seus filhos e ler com os seus filhos.As evidências indicam que ler para os bebés traz-lhes benefícios. A leitura diária fortalece as conexões neuronais de base ao desenvolvimento da linguagem e da literacia. Nos primeiros meses das crianças, ler-lhes em voz alta ajuda a desenvolver a audição, a reconhecer a voz dos cuidadores, a ouvir vocabulário variado, a desenvolver a atenção, a vinculação aos cuidadores e a relaxar. Alguns estudos indicam mesmo<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_1b95daf29a2c4181918be94e9c2cd4b8%7Emv2.jpg/v1/fill/w_208%2Ch_131/d262ef_1b95daf29a2c4181918be94e9c2cd4b8%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/04/05/Ouvir-hist%C3%B3rias-faz-nos-crescer</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/04/05/Ouvir-hist%C3%B3rias-faz-nos-crescer</guid><pubDate>Thu, 05 Apr 2018 08:36:49 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_1b95daf29a2c4181918be94e9c2cd4b8~mv2.jpg"/><div>Nunca é demasiado cedo para ler. Ler para os seus filhos e ler com os seus filhos.</div><div>As evidências indicam que ler para os bebés traz-lhes benefícios. A leitura diária fortalece as conexões neuronais de base ao desenvolvimento da linguagem e da literacia. Nos primeiros meses das crianças, ler-lhes em voz alta ajuda a desenvolver a audição, a reconhecer a voz dos cuidadores, a ouvir vocabulário variado, a desenvolver a atenção, a vinculação aos cuidadores e a relaxar. Alguns estudos indicam mesmo que o número de palavras que as crianças ouvem diariamente está relacionado com o sucesso académico no futuro.</div><div>Iniciar, desde cedo, este hábito da leitura é muito importante. Nesta idade, o contacto com os livros permite desenvolver o gosto pelos livros e aprender como funcionam. Compartilhar livros também fortalece o relacionamento pais-filhos e são momentos que podem representar uma pausa essencial nos dias mais agitados.</div><div>De acordo com a Academia Americana de Pediatria, “ler regularmente com crianças pequenas estimula padrões ótimos de desenvolvimento do cérebro e fortalece o relacionamento entre pais e filhos num momento crítico do desenvolvimento infantil, contribuindo para o desenvolvimento de competências de linguagem, de literacia e sócio-emocionais, que duram uma vida inteira”.</div><div>Por tudo isto, ouvir, ler e contar histórias faz-nos crescer!</div><div>Sugestões:</div><div>Nos primeiros meses pode optar por livros com rimas, lengalengas, músicas, livros macios ou de banho, que os bebés possam tocar, sentir e explorar. Embora sejam pequeninos os bebés gostam da sua companhia, de ouvir os sons da sua voz. Use uma voz melodiosa, diferentes ritmos e tons de voz.No segundo semestre pode começar a oferecer histórias curtas e simples, com ilustrações, permitindo à criança explorar os livros, abrir e fechar e virar páginas.Opte por livros com histórias simples, com rimas e frases que se repetem, com figuras familiares (ex. animais). Depois de um ano muitas crianças já têm uma história favorita, que gostam de repetir vezes sem conta. Na leitura do livro pode ir pedindo aos seus filhos para apontarem e nomearem figuras, para fazerem os sons dos animais, etc.À medida que a criança cresce e de acordo com as características e interesses da mesma, pode ir apresentando histórias mais longas, livros em papel, com imagens e palavras cada vez mais complexas. Implique os seus filhos na leitura do livro, usando gestos, mimicas (ex. pula como o coelho), diferentes tons de voz, rimas engraçadas, sons mais graves ou mais estridentes.... Pode ir pedindo para identificarem as figuras, para descreverem as ações, para explorarem as imagens, pausando para que os seus filhos terminem as frases, fazendo conexões entre a história e a vida real, etc. Esta interação pode ser cada vez mais complexa e ajuda os seus filhos a desenvolverem a linguagem e o pensamento.Não precisa de ler as palavras exatas: às vezes, basta ir nomeando e descrevendo as imagens. Pode começar por onde preferir, seguindo a ordem que lhe apetecer, sem pressão para ler o livro do início ao fim.Podem ler num sitio calmo, confortável, sem outros estímulos de fundo. No entanto, contar uma história, com ou sem o suporte de um livro, pode acontecer a qualquer momento da rotina dos seus filhos, não há uma altura certa ou errada para o fazer. Cada um desses momentos representa uma oportunidade para fortalecer a conexão com os seus filhos.Faça perguntas abertas: O que é? O que está a acontecer aqui? Como é que ela se sente agora? O que é que vai acontecer a seguir?. Responda com encorajamento e expanda o que os seus filhos dizem acrescentando mais informação.Os livros são um excelente meio para abordar de forma mais leve temas com os quais não se sente tão à vontade para explorar com os seus filhos. Podem ainda ajudar a ensinar algumas competências de forma lúdica.Deixe os seus filhos contarem a história, descrevendo as imagens, imaginando o que se está a passar, pela ordem que entenderem.Dê amor, atenção e mimo enquanto leem. </div><div>Adaptado de American Academy of Pediatrics, 2014; MacLaughlin &amp; Parlakian, 2017; Webster-Stratton, 2011. </div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Feliz dia do pai</title><description><![CDATA[Tornar-se pai implica adotar um novo papel, que não existia antes e, por isso, exige um conjunto de respostas que habitualmente não eram utilizadas, sendo também um tempo de aprendizagem e adaptação. O conceito de parentalidade é variado e tem vindo a alterar-se em termos históricos e sociais: as expectativas de hoje em relação ao papel de pai são diferentes das expectativas que se tinham há 50 anos atrás. Além disso, em termos individuais, este conceito depende do que cada pessoa considera ser<img src="http://static.wixstatic.com/media/354eb30ecf064ae7a5fff5dc06ab3b1e.jpg/v1/fill/w_208%2Ch_139/354eb30ecf064ae7a5fff5dc06ab3b1e.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/03/19/Feliz-dia-do-pai</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/03/19/Feliz-dia-do-pai</guid><pubDate>Mon, 19 Mar 2018 19:48:53 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/354eb30ecf064ae7a5fff5dc06ab3b1e.jpg"/><div>Tornar-se pai implica adotar um novo papel, que não existia antes e, por isso, exige um conjunto de respostas que habitualmente não eram utilizadas, sendo também um tempo de aprendizagem e adaptação. O conceito de parentalidade é variado e tem vindo a alterar-se em termos históricos e sociais: as expectativas de hoje em relação ao papel de pai são diferentes das expectativas que se tinham há 50 anos atrás. Além disso, em termos individuais, este conceito depende do que cada pessoa considera ser o papel de pai. Importa, por isso, perguntar-se: “o que é ser pai?”, “que tipo de pai quero ser?”, “que tipo de memórias quero que os meus filhos tenham de mim?”, tal como questionar-se sobre as implicações que pode ter na vida dos seus filhos.</div><div>Alguns estudos desenvolvidos ao longo das últimas décadas têm vindo a demonstrar a importância do papel dos pais no desenvolvimento das crianças: os pais importam e muito! A relação pai-filhos tem impacto no desenvolvimento saudável destes últimos em todos os domínios: linguagem, pensamento, físico e social-emocional.</div><div>Este impacto começa desde cedo. Na verdade, alguns estudos mostram que, quando um pai está envolvido logo durante a gravidez, é mais provável que esteja envolvido posteriormente na educação dos seus filhos. Outros estudos demonstram também que as crianças que têm pais sensíveis, que percebem e respondem às suas necessidades e que interagem de forma afetuosa e positiva, tendem a ter uma vinculação mais segura com estes. A sensibilidade do pai nos momentos de brincadeira parece ser central no estabelecimento da relação de vinculação. Por sua vez, ter uma vinculação segura traz benefícios não só imediatos como a longo prazo, estando associada a maior sucesso académico e competências de socialização nas crianças. Tendo os pais como base segura, a criança sente confiança para explorar o ambiente que a rodeia, na medida em que sente que estes estarão acessíveis e serão sensíveis às suas necessidades caso venha a precisar deles.</div><div>Quando os pais estão adequadamente envolvidos nos cuidados diários (ex. alimentação, banho, brincadeira...) dos filhos, estão também a transmitir amor, segurança e confiança, o que também contribui para que mais tarde as crianças tenham a confiança e segurança necessárias para estabelecer boas relações sociais com os colegas. Os momentos de brincadeira entre pais e filhos contribuem ainda para o desenvolvimento cognitivo, da comunicação e da linguagem, o que por sua vez também está relacionado com um maior sucesso académico.</div><div>Este impacto no desenvolvimento cognitivo parece ser explicado sobretudo pelo facto da criança ter duas pessoas ativamente envolvidas, com estilos comportamentais diferentes, estando assim exposta a uma maior quantidade e diversidade de estimulação. Não basta estar presente - é importante querer estar presente e fazer deste tempo um tempo de qualidade, tanto para os pais como para os filhos. Assim, a quantidade de tempo que passam juntos tem menos importância do que aquilo que fazem durante esse tempo e da motivação que têm para estar envolvidos.</div><div>Mais do que ser o pai ou a mãe, é a qualidade parental que importa: ser sensível aos sinais e necessidades das crianças, responder aos mesmos de forma adequada, estar disponível quando a criança precisa, estimular o desenvolvimento, dar afeto, estabilidade, segurança, cuidados básicos e orientação e limites.</div><div>Sugestão:</div><div>Estar presente e disponívelEnvolver-se nos cuidados diários e participar em tudo o que diz respeito à educação da criançaBrincar, ler, conversar, passear... estimulando o desenvolvimento da criançaEstar atento aos sinais e necessidades das crianças para responder às mesmasTransmitir afeto, estabilidade, e segurança, bem como estabelecer limites e orientar a criança</div><div>Traduzido e adaptado por Joana Nunes Patrício de Claire Lerner, 2016; Lamb, 2004; Martins, Abreu, &amp; Figueiredo, 2014; Monteiro, Veríssimo, Vaughn, Santos, &amp; Fernandes, 2008.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Como lidar com uma criança irritada ou zangada</title><description><![CDATA[Compreender e gerir as emoções leva o seu tempo. Nem sempre é simples perceber do que falamos quando discutimos as emoções, mas, na sua essência, trata-se de respostas a estímulos e situações, que se manifestam a diferentes níveis.Num primeiro momento, as emoções manifestam-se através do corpo, regulado pelo sistema nervoso (ex. batimento cardíaco, respiração, circulação sanguínea, etc.). Depois, a nível comportamental, as emoções são expressas através de ações (ex. expressões faciais, chorar,<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_51cc343d354144628ae239eb93e45592%7Emv2_d_1920_1280_s_2.jpg/v1/fill/w_208%2Ch_139/d262ef_51cc343d354144628ae239eb93e45592%7Emv2_d_1920_1280_s_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/03/06/Como-lidar-com-uma-crian%C3%A7a-irritada-ou-zangada</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/03/06/Como-lidar-com-uma-crian%C3%A7a-irritada-ou-zangada</guid><pubDate>Tue, 06 Mar 2018 10:07:07 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_51cc343d354144628ae239eb93e45592~mv2_d_1920_1280_s_2.jpg"/><div>Compreender e gerir as emoções leva o seu tempo. Nem sempre é simples perceber do que falamos quando discutimos as emoções, mas, na sua essência, trata-se de respostas a estímulos e situações, que se manifestam a diferentes níveis.</div><div>Num primeiro momento, as emoções manifestam-se através do corpo, regulado pelo sistema nervoso (ex. batimento cardíaco, respiração, circulação sanguínea, etc.). Depois, a nível comportamental, as emoções são expressas através de ações (ex. expressões faciais, chorar, bater, fugir/evitar uma situação). E, por fim, a nível cognitivo, a expressão das emoções envolve o processamento da informação, reconhecer e nomear o que se sente (ex. expressar verbalmente “estou furioso!”).</div><div>A capacidade de regular as emoções (ex. não bater ou explodir quando se está furioso) é algo que se vai construindo e aprendendo com o tempo e o crescimento. Inicialmente, esta regulação é feita pelo exterior e são os pais e cuidadores que ajudam as crianças a regular o seu estado emocional, respondendo às suas necessidades. A aquisição da linguagem é um dos primeiros passos para a criança ser capaz de se regular, na medida em que começa a conseguir expressar por palavras aquilo que sente e de que precisa. Ao longo da idade escolar, a regulação emocional começa a ser cada vez mais interna e complexa, passando a envolver uma maior reflexão.</div><div>Algumas emoções podem ser mais difíceis de gerir que outras e as crianças diferem na forma como expressam, gerem e compreendem as suas emoções e as dos outros.</div><div>A zanga e a raiva são emoções de resposta a algo que nos desagrada, que sentimos como ameaça e/ou que nos magoa. São emoções fortes, que ativam muito o corpo e trazem alguma dificuldade em pensar de forma calma e clara, podendo envolver algum descontrolo, sobretudo quando o sistema de regulação emocional ainda está pouco desenvolvido. São emoções muito naturais, embora mais frequentes ou intensas numas crianças que noutras. A maturação do sistema neurológico da criança, o temperamento e os modelos e suporte parentais também ajudam a explicar a capacidade da criança para gerir e regular as emoções.</div><div>De forma geral, os pais podem ajudar os filhos a aprender a regular as suas emoções dando-lhes estabilidade e consistência, aceitando as suas emoções, falando de sentimentos e encorajando os filhos a fazer o mesmo, modelando a regulação emocional, ensinando os filhos a ter um auto-discurso positivo, ajudando a encontrar alternativas perante situações que levam a algum descontrolo, ensinando técnicas de relaxamento e elogiando os seus esforços de regulação emocional.</div><div>Sugestões:</div><div>Evite gritar, envergonhar, culpar, rotular, ameaçar ou ferir a criança de qualquer maneira. Evite também reforçar o comportamento inadequado, cedendo às explosões.Aceite a criança como um ser humano valioso.Acentue os seus pontos fortes.Reconheça/Reforce os comportamentos apropriados.Forneça um ambiente seguro e respeitoso, com limites claros.Forneça rotinas previsíveis e oportunidades para que a criança faça escolhas.Modele a bondade, justiça, firmeza e consistência.Observe cuidadosamente a criança para perceber o que leva ao comportamento e assim poder antecipar e reduzir explosões de fúria.Entenda que a raiva é muitas vezes uma reação a sentir-se incompreendido, não amado, magoado ou com medo.Ajude a criança a aprender e a usar vocabulário emocional.Ouça e espelhe os sentimentos expressados pela criança.Ensine a criança que a raiva é uma emoção natural, assim como outras.Ajude a criança a entender que é bom sentir-se forte, mas que não é bom ferir outros.Forneça um lugar seguro para a criança se acalmar.Ensine à criança maneiras de lidar com impulsos de irritação: parar e pensar, resolver problemas, sentar-se sozinho, respirar profundamente e relaxar, por exemplo amassando plasticina, contando, desenhando, fazendo exercício, descansando ou lendo.Ajude a criança a satisfazer as suas necessidades psicológicas: sentir-se amada, aceite, segura, reconhecida e parte de um grupo.</div><div>Nota: Caso tenha alguma preocupação deve consultar um especialista para avaliar a situação e recomendar a melhor forma de intervenção.</div><div>* Traduzido e adaptado por Joana Nunes Patrício de Leah Davies, Caroline Webster-Stratton e Paulo Moreira</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>(Não) gosto de ti!</title><description><![CDATA[A relação pais-filhos é um dos aspetos mais determinantes para o desenvolvimento das crianças.Desde cedo que se estabelecem vínculos e ligações entre pais e filhos. Inicialmente, os bebés começam por absorver os sinais emocionais não verbais - a forma afetuosa e gentil como toca, como sorri, como pega, como abraça, a expressão facial e tom de voz comunicam ao bebé um sentimento de que é cuidado, amado e protegido – e só depois começa a compreender as palavras que exprimem afeto. A vinculação<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_f96b4101149f4274bc5eeb56316d34a6%7Emv2_d_1281_1920_s_2.jpg/v1/fill/w_208%2Ch_312/d262ef_f96b4101149f4274bc5eeb56316d34a6%7Emv2_d_1281_1920_s_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/02/19/N%C3%A3o-gosto-de-ti</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/02/19/N%C3%A3o-gosto-de-ti</guid><pubDate>Mon, 19 Feb 2018 10:39:17 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_f96b4101149f4274bc5eeb56316d34a6~mv2_d_1281_1920_s_2.jpg"/><div>A relação pais-filhos é um dos aspetos mais determinantes para o desenvolvimento das crianças.</div><div><div>Desde cedo que se estabelecem vínculos e ligações entre pais e filhos. Inicialmente, os bebés começam por absorver os sinais emocionais não verbais - a forma afetuosa e gentil como toca, como sorri, como pega, como abraça, a expressão facial e tom de voz comunicam ao bebé um sentimento de que é cuidado, amado e protegido – e só depois começa a compreender as palavras que exprimem afeto. A vinculação pais-filhos é algo que se vai desenvolvendo ao longo do tempo, à medida que o </div>bebé sente e experiencia o amor dos pais e quanto é valorizado por estes.</div><div>Quando os cuidados à criança são partilhados, por vezes, alguns pais sentem que os filhos parecem ter uma ligação mais forte a outro cuidador ... ou que perdem alguns momentos significativos da criança (ex. primeiro sorriso, palavra, passo) ... ou sentem que os filhos parecem gostar mais do pai ou da mãe ... e tudo isto pode trazer algum mal-estar. Contudo, o facto de os pais poderem ter uma dinâmica relacional diferente com os filhos não significa que estes gostam mais de um do que do outro. Existem também questões de temperamento, de afinidades, de identificação entre pais e filhos, sendo que existem fases em que podem haver mais afinidades com um dos pais, pelo tipo de brincadeiras, pelo tipo de cuidados, pela disponibilidade, etc. o que não tem que significar que a criança ama mais um ou outro - identificação é diferente de preferência ou afeto. A relação que as crianças criam com os seus pais depende de um conjunto de fatores, da interação única estabelecida entre pais e filhos, sendo que a qualidade dos cuidados parentais é fundamental. Se a criança experiencia interações mais negativas, insensibilidade e rejeição, rigidez e criticismo provavelmente irá construir uma relação menos positiva com essa figura de vinculação e uma imagem menos positiva da mesma e de si própria. As relações saudáveis são construídas com tempo, com investimento, entrega e envolvimento, não de um dia para o outro, pelo que a criança pode ter uma relação diferente com os pais consoante a resposta e estilo parental de cada um. Uma das competências parentais mais importantes passa precisamente pelo afeto, por assegurar que as necessidades emocionais da criança são atendidas, dando-lhe um sentimento de valorização e de identidade positiva, com relações seguras, estáveis e afetuosas, com adultos sensíveis e disponíveis, que respondam de forma adequada às necessidades da criança.</div><div>Alguns pais também ficam incomodados quando a criança diz “Não gosto de ti!!”. Normalmente isto acontece quando a criança está zangada com algo e é a forma que tem de se exprimir. Não encare estes ataques de forma pessoal e procure reconhecer o verdadeiro sentimento por trás destas palavras. </div><div>Sugestões:</div><div><div>Lembre-se que a ligação pais-filhos é a primeira e das mais fortes ligações da vida dos seus filhos, e que tem um grande impacto no seu desenvolvimento. Procure construir com os seus filhos uma relação forte, segura, saudável e recheada de boas memórias.</div><div>É importante ensinar aos seus filhos sobre o amor incondicional. Que os ama sempre, independentemente de tudo, e que quando se zanga é porque não gosta do comportamento deles.</div>Procure não perder o controlo e responder da mesma forma, afinal é o adulto. Manter a calma ajuda-o a manter a conexão emocional com o seu filho e a fazer com que este se sinta compreendido, reduzindo o stress da criança.<div>É natural que se possa sentir receio, ciúmes, inveja, ressentimento, não se julgue por isso, os sentimentos não são certos ou errados, são o que são, o que fazemos com eles é que importa. Reconhecer e aceitar o que sente ajuda-o a tomar decisões mais calmas e conscientes.</div>Faça algo inesperado – às vezes dar um abraço apertado, simplesmente não dizer nada, ou usar o humor, pode ser mais eficaz do que imagina, reduzindo a tensão da situação e parando o comportamento não desejado.Quando não está a conseguir manter a calma permita-se dar um tempo a si mesmo também, um ou dois minutos para se acalmar e pensar melhor. Além de o ajudar a acalmar ainda está a mostrar aos seus filhos como podem gerir emoções fortes.Se a criança diz que não gosta de si experimente reconhecer o sentimento, mas assegurar que gosta dela na mesma (ex. “Parece-me que estás chateado comigo porque não te deixei brincar mais com os legos.”, “Estás zangado porquê?”, “Percebo que te sentes aborrecido, mas podemos fazer outra coisa.”). Se estiver a meio de uma birra o melhor pode ser não responder, visto que neste momento a criança nem estará a ouvir bem o que lhe diz.Lembre-se que quando a criança diz que não gosta de si pode magoar, mas não é o que a criança sente verdadeiramente. Como pais é bom educar os seus filhos para dizerem o que sentem e pensam, ensinando-lhes formas apropriadas de o fazer.Acima de tudo é importante haver consistência, estabilidade, e muito amor!!!</div><div>Nota: Caso tenha alguma preocupação deve consultar um especialista para avaliar a situação e recomendar a melhor forma de intervenção.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Vem aí o Carnaval!</title><description><![CDATA[Na época do Carnaval, das máscaras e festas, por vezes surgem algumas questões sobre os medos das fantasias, ou o que fazer se a criança não se quiser mascarar.As máscaras e fantasias podem ser um desafio para as crianças, sobretudo quando ainda têm alguma dificuldade em compreender e distinguir a aparência da realidade (ou seja, a máscara da pessoa que a usa). Por volta dos três/quatro anos as crianças usam cada vez mais a imaginação, mas ainda não entendem bem a diferença entre fantasia e<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_f92ff2077e474e00a218fc014a97b47f%7Emv2.jpg/v1/fill/w_208%2Ch_162/d262ef_f92ff2077e474e00a218fc014a97b47f%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/02/09/Vem-a%C3%AD-o-Carnaval</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/02/09/Vem-a%C3%AD-o-Carnaval</guid><pubDate>Fri, 09 Feb 2018 15:34:19 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_f92ff2077e474e00a218fc014a97b47f~mv2.jpg"/><div>Na época do Carnaval, das máscaras e festas, por vezes surgem algumas questões sobre os medos das fantasias, ou o que fazer se a criança não se quiser mascarar.</div><div>As máscaras e fantasias podem ser um desafio para as crianças, sobretudo quando ainda têm alguma dificuldade em compreender e distinguir a aparência da realidade (ou seja, a máscara da pessoa que a usa). Por volta dos três/quatro anos as crianças usam cada vez mais a imaginação, mas ainda não entendem bem a diferença entre fantasia e realidade, o que pode aumentar os medos.</div><div>As crianças já desenvolveram uma imagem de como são as pessoas (com cabelo, dois olhos, nariz, boca, pescoço, tronco, membros) e o que não se assemelhe a uma figura humana ou familiar pode ser assustador para algumas. Imagine o palhaço, de cabelo roxo, pele branca brilhante, boca vermelha grande... por um lado parece uma pessoa por outro não. Esta incompatibilidade entre o que o palhaço parece e as expectativas da criança em relação às figuras humanas podem tornar essa situação assustadora e confusa. À medida que as crianças crescem e conseguem perceber e aceitar duas perspetivas ao mesmo tempo (ex. pode parecer um palhaço, mas na verdade é o meu primo), o medo de máscaras e fantasias normalmente desaparece.</div><div>Geralmente, as crianças a partir dos três/quatro anos gostam de se fantasiar e mascarar e de fazer brincadeiras de faz-de-conta. A brincadeira dramática é uma forma de conhecimento de si e dos outros, de interação social e apropriação de diferentes papéis (ex. seja fazer de mãe/pai, de médico/a, de super-herói/heroína, de princesa/príncipe, de algum animal...) e responsabilidades. O importante é respeitar as características e a vontade da criança. Umas adoram mascarar-se, fazer dramatizações, outras não ... se a criança não se quiser mascarar não há necessidade de pressionar, pode sempre levar a máscara na mochila e vesti-la mais tarde se tiver essa vontade.</div><div>Sugestões:</div><div>Forneça algumas máscaras/ fantasias para o seu filho brincar durante todo o ano - a brincadeira dramática é uma forma de desenvolver a imaginação e pensamento, de conhecer e testar o mundo, de contextualizar situações e moldar competências;Crie uma caixa/cesto de adereços (ex. roupas, tecidos, chapéus, capas, varinhas...);Responda com sensibilidade aos medos do seu filho, explique o que é real e a fingir, isto constrói confiança e segurança;Envolva-se nestas brincadeiras simbólicas e de faz-de-conta, assuma também diferentes papéis – ex. brincar às escolas, representar diferentes profissões/personagens/papéis;Proporcione o espaço, tempo, envolvimento e materiais necessários à brincadeira;Aproveite os elementos do carnaval para brincar com o seu filho (lembre-se como o brincar o ajuda a desenvolver competências a todos os níveis – ex. pegar nos confettis, atirar uma serpentina, nomear as cores, revezar e partilhar...);Sendo época de férias para muitos aproveite a alegria desta época e o tempo extra para brincar, para estar disponível, contribuindo para a qualidade da relação com os seus filhos.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Promover valores nas crianças</title><description><![CDATA["Há pequenos olhos em si, que o observam noite e dia. Há pequenos ouvidos que rapidamente acolhem todas as palavras que diz. Há pequenas mãos ansiosas para fazer tudo o que o vê fazer. E uma criança pequena que sonha com o dia em que será igual a si." -- autor desconhecidoQuantas vezes se questiona sobre os valores que gostaria de incutir aos seus filhos e se estará a conseguir transmiti-los? É natural que os pais se questionem em relação a isto, e, de facto, a família tem uma grande influência<img src="http://static.wixstatic.com/media/60c44e413f2c44a4b7ff7daef8d2cf59.jpg"/>]]></description><dc:creator>Leah Davies M. Ed.*</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/01/29/Promover-valores-nas-crian%C3%A7as</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/01/29/Promover-valores-nas-crian%C3%A7as</guid><pubDate>Mon, 29 Jan 2018 15:35:18 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/60c44e413f2c44a4b7ff7daef8d2cf59.jpg"/><div>&quot;Há pequenos olhos em si, que o observam noite e dia. Há pequenos ouvidos que rapidamente acolhem todas as palavras que diz. Há pequenas mãos ansiosas para fazer tudo o que o vê fazer. E uma criança pequena que sonha com o dia em que será igual a si.&quot; -- autor desconhecido</div><div><div>Quantas vezes se questiona sobre os valores que gostaria de incutir aos seus filhos e se estará a conseguir transmiti-los? É natural que os pais se questionem em relação a isto, e, de facto, a família tem uma grande influência nos valores que as crianças vão desenvolvendo ao longo da vida. É </div>preciso tempo e consistência para que os valores que demonstra sejam assimilados. No entanto, existem outros factores que explicam os valores adquiridos pelas crianças. Há medida que as crianças crescem, e de acordo com as experiências e contextos em que vivem, as crianças irão desenvolver os seus próprios valores pessoais. </div><div>O que são os valores e porque precisamos deles?</div><div>São crenças e padrões do que é certo e errado, que dão direção e significado à vida e que inspiram comportamentos construtivos.</div><div>Que valores considera mais importantes?</div><div>Cada família tem os seus próprios valores. Os valores que se seguem são um ponto de partida para criar sua própria lista de valores: compaixão, generosidade, amabilidade, sabedoria, perdão, cortesia, pontualidade, veracidade, respeito próprio, obediência, paciência, responsabilidade, confiança, cooperação, honestidade, justiça, bondade, tolerância, humildade, autodisciplina, lealdade, coragem, autocuidado, desportivismo, gratidão, criatividade, alegria, motivação, perseverança, fidelidade, conhecimento, respeito ...</div><div>Como pode incutir valores nos seus filhos?</div><div>• Leia e discuta histórias que ilustrem os seus valores.</div><div>• Monitorize a exposição dos seus filhos a conteúdos dos meios de comunicação que possam prejudicar o desenvolvimento dos padrões morais que lhes quer incutir.</div><div>• Partilhe a sua aprovação quando são exibidos comportamentos louváveis nos meios de comunicação ou na vida real, e o seu descontentamento quando acontece o contrário.</div><div>• Comente os comportamentos que admira nos seus filhos (ex. &quot;Francisco, mostraste como és responsável quando deste de comer ao cão sem ninguém te lembrar&quot;, &quot;Quando ajudaste a avó a apanhar as folhas do jardim, foste muito amável.”).</div><div>• Nomeie as suas próprias ações louváveis (ex. &quot;Fui honesto quando avisei o senhor que me deu troco a mais”, “Reciclo porque devemos proteger o meio ambiente&quot;).</div><div>• Dê o exemplo, fazendo aquilo que ensina - é provável que os seus filhos adotem os valores que demonstrar diariamente.</div><div>• Demonstre afeto, suporte, encorajamento e consistência em relação aos seus filhos.</div><div>• Defina padrões razoáveis para o comportamento dos seus filhos.</div><div>• Ouça respeitosamente as ideias e sentimentos dos seus filhos.</div><div>• Responda às perguntas dos seus filhos.</div><div>• Ofereça escolhas aos seus filhos.</div><div>• Reserve tempo para se divertir com os seus filhos. Por exemplo, jogue jogos, leia, brinque ao faz de conta, veja fotos de família, partilhe sonhos, participe em eventos, desportos ou passatempos, seja voluntário em causas sociais.</div><div>• Combinem as regras da família e vivam de acordo com elas (ex., a televisão está desligada às refeições; somos amáveis uns com os outros; não usamos palavrões)</div><div>• Dividam tarefas domésticas e trabalhem em conjunto em projetos familiares.</div><div>• Reflita sobre os valores que está a passar aos seus filhos: &quot;Aos olhos dos meus filhos, o que é que a nossa família valoriza mais?&quot;.</div><div>*Traduzido e adaptado por Joana Nunes Patrício de Kelly Bear</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Resolvemos problemas ou apenas sintomas?</title><description><![CDATA[Confrontamo-nos, diariamente, com imensa informação. Notícias ao minuto. Mas o nosso entendimento do mundo - da nossa própria vida - parece ficar cada vez mais comprometido.Trabalha-se mais do que a média da OCDE, mas a produtividade do nosso pais é menor.As crianças passam infindáveis horas na escola, mas o governo propõe ajuda para que possam passar ainda mais tempo e aos fins de semana.Surgem vozes a clamar para horários mais alargados de creches e jardins de infância. Será mesmo isto o que é<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_ce87ba4ac9d34305b1d0e240c229f6b5%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Inês Poeiras</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/01/25/Andamos-a-tratar-problemas-ou-apenas-os-seus-sintomas</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/01/25/Andamos-a-tratar-problemas-ou-apenas-os-seus-sintomas</guid><pubDate>Thu, 25 Jan 2018 09:27:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_ce87ba4ac9d34305b1d0e240c229f6b5~mv2.jpg"/><div>Confrontamo-nos, diariamente, com imensa informação. Notícias ao minuto. Mas o nosso entendimento do mundo - da nossa própria vida - parece ficar cada vez mais comprometido.</div><div>Trabalha-se mais do que a média da OCDE, mas a produtividade do nosso pais é menor.</div><div>As crianças passam infindáveis horas na escola, mas o governo propõe ajuda para que possam passar ainda mais tempo e aos fins de semana.</div><div>Surgem vozes a clamar para horários mais alargados de creches e jardins de infância. Será mesmo isto o que é preciso? Paramos para pensar e refletir sobre as necessidades do desenvolvimento infantil?</div><div>Os dados da OCDE são claros: em Portugal trabalha-se mais horas do que a média dos países da OCDE. Será que as exigências laborais não se podem coadunar com o bem-estar pessoal e familiar?</div><div>O professor Clayton Christensen no seu livro <div>“<a href="https://www.fnac.pt/How-Will-You-Measure-Your-Life-Clayton-M-Christensen/a1185354#">How Will You Measure Your Life?</a>”</div> ajuda-nos a seguir um caminho de reflexão.</div><div>O nosso trabalho, as carreiras dão-nos uma evidência imediata de conquista: o vencimento ao fim do mês, o negócio fechado, a subida de categoria, etc. São retornos tangíveis e imediatos.</div><div>E os investimentos na família? não é preciso estar muito atento para percebermos que não há qualquer hipótese de retorno tangível durante muito tempo… Aliás, os custos até são enormes: as crianças choram, têm que ser alimentadas, vestidas, e depois portam-se mal uma e outra e outra vez… até à exaustão!</div><div>Mas, quando confrontamos alguém sobre o que é mais importante na sua vida, e porque é que trabalha tanto, a grande maioria irá responder: a família, os filhos... E então vem o paradoxo: se é a família e os filhos, porque perdemos tanto tempo com outras coisas? Porque não organizamos as nossas prioridades?</div><div>As crianças, o que querem mesmo é acordar com os pais, brincar com os pais, pôr a mesa com os pais, jantar com os pais, adormecer com os pais, ESTAR com os pais.</div><div>Não podemos sucumbir sem questionar as exigências, às vezes totalmente absurdas, que a sociedade nos impõe.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_d6f50a35e7944dcaa7a07fa4ed62e8ce~mv2.png"/><div>Fonte: https://data.oecd.org/emp/hours-worked.htm</div><div>*OECD (2018), Hours worked (indicator). doi: 10.1787/47be1c78-en (acesso em 23 janeiro 2018)</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Agora e a seguir...</title><description><![CDATA[As rotinas são muito importantes para o desenvolvimento das crianças. Entre outras coisas boas, transmitem segurança e conforto. São tranquilizadoras e estruturantes. Ajudam as crianças a perceber o mundo, a sentir previsibilidade e controlo e a confiarem nos seus cuidadores e no mundo. E a confiança é a base necessária à brincadeira, à exploração e à aprendizagem. As rotinas estáveis podem também ajudar a prevenir birras e ansiedades: permitem às crianças antecipar o que vai acontecer a seguir.<img src="http://static.wixstatic.com/media/947a040c100c4ac38d1c70770864de89.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/01/17/Agora-e-a-seguir</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/01/17/Agora-e-a-seguir</guid><pubDate>Wed, 17 Jan 2018 13:32:41 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/947a040c100c4ac38d1c70770864de89.jpg"/><div>As rotinas são muito importantes para o desenvolvimento das crianças. Entre outras coisas boas, transmitem segurança e conforto. São tranquilizadoras e estruturantes. Ajudam as crianças a perceber o mundo, a sentir previsibilidade e controlo e a confiarem nos seus cuidadores e no mundo. E a confiança é a base necessária à brincadeira, à exploração e à aprendizagem. As rotinas estáveis podem também ajudar a prevenir birras e ansiedades: permitem às crianças antecipar o que vai acontecer a seguir. As rotinas previsíveis facilitam ainda o desenvolvimento da autonomia, auto-controlo e responsabilidade das crianças.</div><div>Cada família tem as suas rotinas e rituais, o importante é que sejam estáveis, consistentes e adequadas ao desenvolvimento das crianças. As rotinas são especialmente importantes em momentos de transição e em alturas do dia em que precisa da colaboração da criança, como por exemplo, deixar e ir buscar a criança à creche, hora de dormir, refeições, higiene...etc. Já os rituais são formas específicas de conduzir cada rotina, são simbólicos, e imprimem a identidade emocional e familiar à rotina.</div><div>Sugestões:</div><div>Estabeleça rotinas consistentes no dia-a-dia da criança, desde o acordar ao deitar.Crie rotinas de leitura (ex. ao deitar), é um habito que se pode desenvolver desde cedo e que contribui para as competências linguísticas da criança (bem como para outras áreas de desenvolvimento).As rotinas de interação social como cumprimentar, despedir, e conversar, também ensinam competências sociais e linguísticas às crianças.Para algumas crianças as transições entre momentos da rotina são mais difíceis, para facilitar pode fazer pré-avisos (ex. “daqui a 5 minutos/quando o relógio tocar vamos jantar”) ou usar músicas ou jogos que sinalizem essas mudanças (ex. música do arrumar, do jantar, do deitar, etc.).As rotinas podem ser sempre oportunidades de aprendizagem e desenvolvimento, são momentos em que se pode conversar, praticar e desenvolver a linguagem, os sentidos, a motricidade, a capacidade de resolução de problemas etc. (ex. só num banho pode transferir água entre copos, ver o cheio e o vazio, o leve e o pesado, o boiar e o afundar, sentir a água e a espuma, falar do quente e do frio, das partes do corpo, etc.).Desenhe ou coloque imagens das rotinas num local visível (de preferência com a ajuda da criança).Se as rotinas tiverem de ser alteradas comunique-o à criança para que esta sinta previsibilidade.Durante as rotinas use rituais que guarda com carinho da sua própria infância (ex. cantar a música que os seus pais cantavam quando era criança), ou crie os seus próprios rituais com os seus filhos.Lembre-se que as rotinas envolvem dois aspetos essenciais da aprendizagem - as relações e a repetição. Aprovei-te estes momentos com o seu filho, tornando-os momentos prazerosos, de proximidade, de afeto e de aprendizagem. Algumas crianças necessitam de rotinas mais estruturadas que outras. Cada criança tem as suas próprias características, sendo importante ajustar sempre as estratégias que usa às mesmas.</div><div>Nota: Caso tenha alguma preocupação deve consultar um especialista para avaliar a situação e recomendar a melhor forma de intervenção.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>O que te preocupa?</title><description><![CDATA[As crianças também têm preocupações, sejam elas mais ou menos justificadas, e estas preocupações podem interferir no seu bem-estar, nas suas relações e nas suas aprendizagens. Um estudo com crianças no terceiro ano de escolaridade, em que lhes perguntavam no que pensam quando não conseguem dormir, revelou que as crianças têm preocupações relacionadas com os pais, os amigos, a escola.... Entre outros aspetos algumas crianças preocupavam-se com a ausência dos pais, com a possibilidade de estes<img src="http://static.wixstatic.com/media/e749e843386e4e9887eaf8d980c8037e.png/v1/fill/w_345%2Ch_230/e749e843386e4e9887eaf8d980c8037e.png"/>]]></description><dc:creator>Leah Davies M. Ed.*</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/01/09/O-que-te-preocupa</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2018/01/09/O-que-te-preocupa</guid><pubDate>Tue, 09 Jan 2018 10:27:47 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/e749e843386e4e9887eaf8d980c8037e.png"/><div>As crianças também têm preocupações, sejam elas mais ou menos justificadas, e estas preocupações podem interferir no seu bem-estar, nas suas relações e nas suas aprendizagens. Um estudo com crianças no terceiro ano de escolaridade, em que lhes perguntavam no que pensam quando não conseguem dormir, revelou que as crianças têm preocupações relacionadas com os pais, os amigos, a escola.... Entre outros aspetos algumas crianças preocupavam-se com a ausência dos pais, com a possibilidade de estes ficarem doentes, de terem um acidente ou de morrerem; outras com a possibilidade dos irmãos ficarem doentes ou feridos; outras preocupavam-se com pesadelos, monstros ou fantasmas; outras com a possibilidade de não terem boas notas e dos professores não gostarem delas; outras com a possibilidade dos amigos não quererem brincar com elas; outras ainda manifestaram preocupações com ladrões, com desastres naturais, etc. As preocupações eram diversas e geralmente relacionadas com experiências vividas pela criança, por outros próximos, ou observadas em meios de comunicação.</div><div>Existem preocupações, ansiedades e medos normativos em diferentes fases do desenvolvimento, que geralmente passam quando a criança aprende a gerir as diferentes situações (ex. ansiedade face a estranhos, ansiedade de separação, medos noturnos sobretudo quando é difícil distinguir o imaginário do real, etc.). Ainda assim as crianças podem ter diferentes preocupações e diferentes formas de lidar com as mesmas, podendo manifestar-se de forma mais ou menos intensa.</div><div>Como podemos ajudar as crianças a lidar com suas preocupações?</div><div>Esteja disponível para escutar e perceber o que o seu filho pensa e sente. Ofereça oportunidades para expressarem e discutirem as suas preocupações e sentimentos.Mostre que o compreende e que está lá para o apoiar. Certifique-se de que a criança se sente valorizada, protegida e segura.Ajude o seu filho a desconstruir as preocupações e a encontrar soluções construtivas. Deixe que ele tenha um papel ativo na procura de soluções.Sem desvalorizar, ajude o seu filho a colocar as coisas em perspetiva, explicando que muitos problemas são temporários e têm solução, que pode ter mais oportunidades para voltar a tentar.Discuta os diferentes assuntos que preocupam o seu filho, dando informação, corrigindo mal-entendidos, explicando o que podem fazer de diferente. Saliente as coisas positivas, pergunte e partilhe bons acontecimentos do dia-a-dia, pequenos sucessos, proporcione momentos divertidos e relaxados.Faça pequenos treinos e teatros para ajudar a criança a lidar com situações que a preocupam.Explique que as preocupações e a ansiedade face a algumas situações fazem parte da vida, não há problema em sentir-se assim, e até são sentimentos adaptativos em certas situações.Incentive as crianças a fazer escolhas saudáveis (ex. alimentação e exercício) para que se sintam menos vulneráveis. Destaque a importância de descansar e dormir bem de noite.Ensine-lhes competências sociais, para que eles possam desenvolver relacionamentos, amizades, uma rede de suporte.Ajude as crianças a entender que algumas situações não podem ser alteradas (ex. morte, divórcio, algumas doenças), mas que podem ser aceites e que existem formas de lidar com as mesmas. Ajude-os a identificar as coisas que eles podem mudar.Ensine-lhes técnicas de relaxamento (ex. respiração profunda) e a ter pensamentos positivos.Discuta estratégias positivas para lidar com as situações, umas mais direcionadas para descontrair (ex. passear, brincar, descansar) e outras para encarar e desconstruir as preocupações (ex. falar com alguém sobre os seus problemas).Dê-lhes oportunidades para falarem sobre o futuro com otimismo, para se imaginarem a ter sucesso e para estabelecerem objetivos.</div><div>Nota: Caso tenha alguma preocupação deve consultar um especialista para avaliar a situação e recomendar a melhor forma de intervenção.</div><div>* Traduzido e adaptado por Joana Nunes Patrício de Kelly Bear, kidshealth.org e worrywisekids.org</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Mais que ensinar - modelar o certo ou errado</title><description><![CDATA[As noções de certo e errado, de justiça, de solidariedade, vão-se desenvolvendo ao longo do tempo e de forma cada vez mais complexa. No início o que está certo é o que é elogiado e o que está errado é o que é repreendido, i.e., o certo e o errado estão relacionados com as consequências diretas das ações para a própria criança. Só mais tarde as regras sociais e os princípios morais começam a ser interiorizados, sendo que as experiências vividas no meio social, familiar e escolar têm uma grande<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_2e65c0121ca942d9b9eba189435187dd%7Emv2.jpg/v1/fill/w_345%2Ch_254/d262ef_2e65c0121ca942d9b9eba189435187dd%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/11/15/Mais-que-ensinar---modelar-o-certo-ou-errado</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/11/15/Mais-que-ensinar---modelar-o-certo-ou-errado</guid><pubDate>Wed, 15 Nov 2017 09:18:07 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_2e65c0121ca942d9b9eba189435187dd~mv2.jpg"/><div>As noções de certo e errado, de justiça, de solidariedade, vão-se desenvolvendo ao longo do tempo e de forma cada vez mais complexa. No início o que está certo é o que é elogiado e o que está errado é o que é repreendido, i.e., o certo e o errado estão relacionados com as consequências diretas das ações para a própria criança. Só mais tarde as regras sociais e os princípios morais começam a ser interiorizados, sendo que as experiências vividas no meio social, familiar e escolar têm uma grande influência nesta interiorização.</div><div>Cada família tem os seus princípios e a sua própria noção de certo e errado. Vivemos num mundo globalizado e heterogéneo, no qual as crianças são expostas a uma grande diversidade de comportamentos e ações. Assim, mais do que falar sobre e sobre o que está certo ou errado, demonstre, exemplifique e modele os princípios que quer passar de forma consistente, para ajudar as crianças a criar consciência e esquemas internos que a orientem na sua vida. Os pais são os primeiros e maiores modelos das crianças.</div><div>Sugestões:</div><div>Modele bondade e empatia na relação com os seus filhos e com os outros.Demonstre e encoraje os seus filhos a agir com compaixão, respeito e justiça.<div>Relações de afeto nas quais as crianças se sentem amadas, compreendidas e cuidadas, são o alicerce para o seu desenvolvimento sócio-emocional (saberemos cuidar melhor dos outros se tivermos sido bem cuidados).</div>As crianças até aos 7 anos são sobretudo egocêntricas, não percebendo bem os outros. Ajude-as a perceber e respeitar as perspetivas, preferências e sentimentos dos outros (ex. “tu gostas de brincar com as motas, mas a Leonor gosta de brincar com as bonecas”, “a Leonor está a chorar porque fica triste quando a mãe se vai embora”).Defina regras e consequências assentes no respeito pelos outros (ex. “as mãos são para dar festinhas e abraços, não para bater”, “magoaste a Maria, pede desculpa e dá-lhe um abraço”).Demonstre, converse e pratique com os seus filhos os princípios e comportamentos que lhes quer passar (seja sobre reciclagem, sobre cuidar da natureza e dos animais, sobre visitar, conversar e cuidar da família, sobre ajudar um amigo, etc.).Dê oportunidades aos seus filhos para praticarem boas ações, cuidarem (de si, dos outros e do mundo) e agradecerem.<div>Modele também honestidade e humildade, sabendo reconhecer e desculpar-se pelos seus erros, pois também nós fazemos coisas erradas como adultos. Ninguém é perfeito, não o exija a si nem aos seus filhos. </div>Lembre-se que cada pessoa tem as suas próprias características. É importante aceitar os seus filhos como são e ter expectativas ajustadas à sua fase de desenvolvimento, para não ser demasiado exigente ou crítico, nem deixar os seus filhos com a sensação de que nunca são suficientemente bons. </div></div>]]></content:encoded></item><item><title>O rei anda nu, mas já ninguém nota</title><description><![CDATA[Por estes dias tem aparecido no meu feed de notícias um anúncio a um ursinho que faz a brincadeira do "cucu". Terá um mecanismo que faz com que o ursinho fofinho levante os bracinhos, tape o focinho com um pano e baixe os bracinhos. No anúncio, cada vez que o ursinho baixa os bracinhos, e aparece o seu focinho, o bebé ri, ri, ri e é uma delícia de riso. Os tipos do marketing são bons. Foi mesmo feito para vender!Esta brincadeira do cucu é própria da idade. O bebé, como vamos aprendendo com os<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_afd9ce3a66154f81a4c8f42a4be892ef%7Emv2_d_1318_1349_s_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Inês Poeiras</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/11/09/O-rei-anda-nu-mas-j%C3%A1-ningu%C3%A9m-nota</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/11/09/O-rei-anda-nu-mas-j%C3%A1-ningu%C3%A9m-nota</guid><pubDate>Thu, 09 Nov 2017 16:02:56 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_afd9ce3a66154f81a4c8f42a4be892ef~mv2_d_1318_1349_s_2.jpg"/><div>Por estes dias tem aparecido no meu feed de notícias um anúncio a um ursinho que faz a brincadeira do &quot;cucu&quot;. Terá um mecanismo que faz com que o ursinho fofinho levante os bracinhos, tape o focinho com um pano e baixe os bracinhos. No anúncio, cada vez que o ursinho baixa os bracinhos, e aparece o seu focinho, o bebé ri, ri, ri e é uma delícia de riso. Os tipos do marketing são bons. Foi mesmo feito para vender!</div><div>Esta brincadeira do cucu é própria da idade. O bebé, como vamos aprendendo com os entendidos, toma consciência da permanência do objeto mesmo que ele desapareça da sua frente. E isso é importante. Mas o jogo do cucu é também um jogo de interação, de cumplicidade e precisa de tempo. Tempo dos pais.</div><div>Ora, os pais e as mães nunca tiveram pilhas como os ursinhos desta vida e quando estavam cansados costumavam dizer “vá, brincamos depois”. E a criança até podia não gostar muito, mas passava a conviver com essa realidade que é: “estou aqui pra ti, mas agora entretém-te um bocadinho sozinho, vais ver que o pensamento te leva mais longe!”.</div><div>O que acontece é que parece estar a entrar no esquecimento esta ideia de que uma criança é um ser capaz. As crianças são subestimadas a toda a hora. Brincar sozinho não é uma fatalidade. Não só não faz mal, como estimula a imaginação. Aliás, a ausência de brinquedos que são réplicas do mundo real capacita a criatividade, porque leva as crianças a desenvencilharem-se com objetos do mundo real e a convertê-los naquilo a que querem brincar.</div><div>E o adulto, que até estava presente, brincava ao cucu e ao mais que a criança pedia no tempo que lhe era permitido. E se tinha que ir fazer o jantar, tratar da roupa ou só ler o jornal, fazia-o e a criança aprendia, assim, que cada coisa tem o seu tempo. Aprendia que esperar não é o fim do mundo. Esperar até pode ser bom.</div><div>Toda a infância anda a ser subestimada quando falamos da indústria dos brinquedos, da segurança das crianças, etc., etc.., que teimam em nos encontrar necessidades que nunca imaginámos ter.</div><div>O rei anda nu, há algum tempo, mas já ninguém nota.</div><div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_42c86f63a05b42d4b1b73a7dd273a831~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_c154c6f708014710b08ffc1bea6863e9~mv2.jpg"/></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Alguns &quot;L's&quot; da parentalidade</title><description><![CDATA[LOVE – Demonstre o seu amor. Para que o seu filho seja bem-sucedido, tem que se sentir valorizado e amado. Ao dar atenção, carinho, sorrisos e abraços comunica amor e cuidado.LOOK - Para que o seu filho tenha autoconfiança e motivação procure as coisas boas no seu filho e faça comentários específicos sobre o que ele ou ela faz bem. Acredite no valor do seu filho antes mesmo que ele consiga acreditar ou sequer pensar nisso.LISTEN - Escute o seu filho. Deixe-o expressar pensamentos e sentimentos,<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_58b5f1a61b174f63b2d3b5972a512a69%7Emv2_d_2291_1575_s_2.jpg/v1/fill/w_345%2Ch_237/d262ef_58b5f1a61b174f63b2d3b5972a512a69%7Emv2_d_2291_1575_s_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Leah Davies M. Ed.*</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/11/07/Alguns-Ls-da-parentalidade</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/11/07/Alguns-Ls-da-parentalidade</guid><pubDate>Tue, 07 Nov 2017 11:46:58 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_58b5f1a61b174f63b2d3b5972a512a69~mv2_d_2291_1575_s_2.jpg"/><div>LOVE<div> – Demonstre o seu amor. Para que o seu filho seja bem-sucedido, tem que se sentir valorizado e amado. Ao dar atenção, carinho, sorrisos e abraços comunica amor e cuidado.</div></div><div>LOOK<div> - Para que o seu filho tenha autoconfiança e motivação procure as coisas boas no seu filho e faça comentários específicos sobre o que ele ou ela faz bem. Acredite no valor do seu filho antes mesmo que ele consiga acreditar ou sequer pensar nisso.</div></div><div>LISTEN<div> - Escute o seu filho. Deixe-o expressar pensamentos e sentimentos, sem o julgar. Escutar e dar atenção positiva ajuda a prevenir que ele se porte mal para tentar chamar a sua atenção.</div></div><div>LAUGH<div> – Ria-se com o seu filho (não dele). Demonstre sentido de humor quando lida com as dificuldades da vida. Riam e brinquem juntos.</div></div><div>LEARN<div> - Aprenda novas informações. Não faz mal dizer “não sei”, mas depois acrescente que podem descobrir juntos. Aproveite o tempo para ler e promover o amor pela aprendizagem. Em viagens de carro, joguem jogos de palavras, leiam ou ouçam histórias.</div></div><div>LEAVE<div> - Deixe a televisão e outros meios de comunicação desligados. Muitos programas e jogos de vídeo dessensibilizam as crianças para a violência e contribuem para o medo e para a agressão. </div></div><div>LIVE<div> - Viva a vida ao máximo. Aproveite as pequenas coisas, como comer um gelado, observar um lindo dia ou o entusiasmo do seu filho. Leiam, brinquem ao faz de conta, dancem, cantem, passeiem, façam jogos, vejam fotografias, partilhem sonhos e acima de tudo desfrutem um do outro.</div></div><div>Lembre-se: as crianças também aprendem por modelagem, podendo adotar as atitudes e hábitos que lhe demonstra diariamente.</div><div>* Traduzido e adaptado por Joana Nunes Patrício de <a href="http://www.kellybear.com/">Kelly Bear</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Sopa de Abóbora Assada   -  Vale bem a pena!</title><description><![CDATA[Por estes dias temos ouvido muitas notícias sobre a qualidade das refeições proporcionadas às crianças nas nossas escolas. Não podemos generalizar e, por isso, em dia de Halloween, deixamos a receita da nossa sopa de abóbora assada. Não é assim tão difícil (nem caro!) fazer coisas boas. Se foi fácil fazer na creche, experimente fazer em casa.Ingredientes 1 kg Abóbora ½ Couve coração 1 Curgete 1 Cebola média 2 dentes de alho Raminhos de alecrim (2 ou 3) Sementes de coentros (1 c. chá) Pimenta<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_32f4a1fd74bb4801b34444a9541566b3%7Emv2_d_5184_3456_s_4_2.jpg/v1/fill/w_345%2Ch_230/d262ef_32f4a1fd74bb4801b34444a9541566b3%7Emv2_d_5184_3456_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Centro Infantil Maria de Monserrate</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/10/31/Sopa-de-Ab%C3%B3bora-Assada-Vale-bem-a-pena</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/10/31/Sopa-de-Ab%C3%B3bora-Assada-Vale-bem-a-pena</guid><pubDate>Tue, 31 Oct 2017 15:22:46 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Por estes dias temos ouvido muitas notícias sobre a qualidade das refeições proporcionadas às crianças nas nossas escolas. Não podemos generalizar e, por isso, em dia de Halloween, deixamos a receita da nossa sopa de abóbora assada. Não é assim tão difícil (nem caro!) fazer coisas boas. </div><div>Se foi fácil fazer na creche, experimente fazer em casa.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_32f4a1fd74bb4801b34444a9541566b3~mv2_d_5184_3456_s_4_2.jpg"/><div>Ingredientes</div><div>1 kg Abóbora½ Couve coração1 Curgete1 Cebola média2 dentes de alhoRaminhos de alecrim (2 ou 3)Sementes de coentros (1 c. chá)Pimenta preta (q.b.)Azeite (q.b.)Sal (q.b.) - ATENÇÃO não pusemos na nossa!</div><div>Como fazer?</div><div>Aqueça o forno a 180°C. Parta a abóbora aos bocados e disponha num tabuleiro. Tempere com azeite, sementes de coentros, ramos de alecrim. Pode também moer um bocadinho de pimenta preta. Deixe a abóbor assar durante 1 hora (aprox.), até estar bastante macia.</div><div>Entretanto, corte a couve em ripinhas, a curgete, a cebola e o alho, e deixe-os cozinhar numa panela em lume médio com um pouco de azeite, durante cerca de 30 min., sem alourar.</div><div>Quando a abóbora estiver pronta, retire os ramos de alecrim e junte tudo na panela com os legumes. Passe com a varinha mágica e vá juntando água, até obter a consistência desejada. Junte sal se for preciso e ao seu gosto!</div><div>Vai ver, todos vão adorar!!!</div><div>Quer experimentar fazer a terrina de abóbora?</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_d9a940f1a24a4235a32f603a16f1f651~mv2_d_1803_1300_s_2.jpg"/><div> Comece cortar uma &quot;tampa&quot;. Retire todas as pevides e fios.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_3516d28e18dc4f3197dc3a1f4c1e25ec~mv2_d_3264_2448_s_4_2.jpg"/><div>Depois tempere com as sementes de coentros os ramos de alecrim e a pimenta preta. Pode pôr um bocadinho de azeite, mas pouco só para barrar por dentro.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_621d2b1f7cb1439184a6d412b1e40c35~mv2_d_3264_2448_s_4_2.jpg"/><div>Leve ao forno virado do avesso. Desta forma a abóbora não fica mole. Se achar que no seu forno vai queimar por cima ponha papel de alumínio. Se tiver um forno com opção de calor só por baixo, tanto melhor!</div><div>Depois é deixar arrefecer até conseguir começar a retirar a polpa da abóbora. A casca é muito fininha e por isso é preciso ter muito cuidado para não romper. Pelo seguro, não escave muito a abóbora e deixe uma camada com a casca.</div><div>De resto é tudo igual. Se achar que gosta do sabor da abóbora mais intenso ponha menos couve coração e mais abóbora.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_b588426927114943b1325813dffd6af2~mv2_d_3452_4201_s_4_2.jpg"/><div>(se alguém precisar da receita em doses grandes, também podemos mandar!)</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Lê, canta e conversa comigo!</title><description><![CDATA[Muito se fala da importância do meio no desenvolvimento da criança.... Mas importa realmente? Sem dúvida que sim!A investigação indica que os primeiros anos de vida são essenciais para o desenvolvimento neurológico da criança, podendo-se aumentar o seu potencial de desenvolvimento através de uma estimulação consistente e de qualidade. Por outro lado, as crianças que crescem em ambientes menos estimulantes têm menos oportunidades para desenvolver o seu potencial e podem apresentar mais<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_1351eae7f32a4a74aa832b721f61b042%7Emv2.png/v1/fill/w_345%2Ch_234/d262ef_1351eae7f32a4a74aa832b721f61b042%7Emv2.png"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/10/23/L%C3%AA-canta-e-conversa-comigo</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/10/23/L%C3%AA-canta-e-conversa-comigo</guid><pubDate>Mon, 23 Oct 2017 14:16:35 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_1351eae7f32a4a74aa832b721f61b042~mv2.png"/><div>Muito se fala da importância do meio no desenvolvimento da criança.... Mas importa realmente? Sem dúvida que sim!</div><div>A investigação indica que os primeiros anos de vida são essenciais para o desenvolvimento neurológico da criança, podendo-se aumentar o seu potencial de desenvolvimento através de uma estimulação consistente e de qualidade. Por outro lado, as crianças que crescem em ambientes menos estimulantes têm menos oportunidades para desenvolver o seu potencial e podem apresentar mais dificuldades cognitivas a longo prazo.</div><div>Há atividades que naturalmente potenciam mais umas áreas de desenvolvimento que outras, mas, sobretudo nos primeiros anos de vida, as diferentes áreas de desenvolvimento estão interligadas. Assim, a estimulação de uma determinada área envolve geralmente a estimulação das restantes.</div><div>No que respeita ao desenvolvimento cognitivo da criança importa sobretudo potenciá-lo através da interação com a criança - comunicar, responder à linguagem e questões da criança, incentivar e interagir nas brincadeiras da criança, promover oportunidades sociais e educacionais, permitir que a criança explore e experiencie diferentes estímulos, etc. Entre outras formas de interação, leia, cante e converse com a criança, sempre com muito amor, na medida em que o afeto dá à criança a segurança e confiança necessárias à exploração do mundo, ajudando a sustentar o seu desenvolvimento e as suas aprendizagens!</div><div>Sugestão:</div><div>Leia para e com a criança, diariamente. Pode ter um momento especial do dia destinado à leitura de um livro;Ofereça estímulos o mais variados possível, e tanto estruturados (ex. telefone de brincar) como não estruturados (ex. blocos, pinhas...) para que a criança lhes dê a utilização que pretender;Peça-lhe para encontrar objetos e para nomear partes do corpo e objetos;Façam jogos de encaixes (ex. formas, animais), categorização (ex. formas, tamanhos, cores) e puzzles simples;Encoraje a criança a brincar ao faz de conta, e façam brincadeiras de imitação;Encoraje a curiosidade do seu filho, encoraje-o a explorar e experimentar coisas novas. Fazer passeios pelo jardim e na natureza são uma excelente forma de incentivar a exploração e de falar do que o rodeia;Façam passeios e vão descrevendo o que veem e fazem;Ajude o seu filho a desenvolver a linguagem falando com ele, adicionando palavras ao que ele diz (ex. “ãoão”, “sim, é um cão, faz ãoão, tem muito pelo”), nomeando o que ele aponta e vê;Encoraje a independência e autonomia, deixando-o vestir-se e alimentar-se sozinho;Responda mais aos comportamentos que valoriza (ex. dando-lhes atenção, elogiando-os, fazendo um sorriso);Ensine e cante músicas simples, com rimas e gestos. Mostre músicas de outras culturas;</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>O que foi hoje o nosso almoço?</title><description><![CDATA[Hoje é o Dia Mundial da Alimentação. Nós aderimos e vamos estendê-lo pela semana toda! Começámos hoje com uma maravilhosa Sopa de Abóbora Assada e um Couscous de Salmão. Foi uma novidade bem recebida e que fez as delícias da maioria. Há sempre alguém que estranha novos sabores e texturas... Mas é, com certeza, uma experiência a repetir! Por estes dias deixaremos a receita!<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_49ecdd07c32c4d048596792f9c9e9f89%7Emv2_d_5184_3456_s_4_2.jpg/v1/fill/w_345%2Ch_230/d262ef_49ecdd07c32c4d048596792f9c9e9f89%7Emv2_d_5184_3456_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Centro Infantil Maria de Monserrate</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/10/16/O-que-foi-hoje-o-nosso-almo%C3%A7o</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/10/16/O-que-foi-hoje-o-nosso-almo%C3%A7o</guid><pubDate>Mon, 16 Oct 2017 17:46:15 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Hoje é o Dia Mundial da Alimentação. Nós aderimos e vamos estendê-lo pela semana toda! Começámos hoje com uma maravilhosa Sopa de Abóbora Assada e um Couscous de Salmão. Foi uma novidade bem recebida e que fez as delícias da maioria. Há sempre alguém que estranha novos sabores e texturas... Mas é, com certeza, uma experiência a repetir! Por estes dias deixaremos a receita!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_49ecdd07c32c4d048596792f9c9e9f89~mv2_d_5184_3456_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_0a9acaf253d24979aa8b6e18b67927bf~mv2_d_3452_4201_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_0a90ba6941a54b3cb4ae1287d30f9efe~mv2_d_3456_5184_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_720a7244018a46b8b0a80579b1274f07~mv2_d_5184_3456_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_22335817aa9c43969d23f46eb325a50f~mv2_d_5184_3456_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_e469534f3d044c1393fc70167c5413b1~mv2_d_3452_2738_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_c5058095d72249ec875c20aff835fc91~mv2_d_5184_3456_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_5051717d795f47e4a544545cfefce725~mv2_d_5184_3456_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_d3c132645662490c94f1b796ca308af0~mv2_d_5184_3456_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_5e06282e9ab64ab795629166c02f9ecb~mv2_d_5184_3456_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_56b2a83f720b463d906ed3cc7d1901a6~mv2_d_5184_3456_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Temperamento... E se for tímida?</title><description><![CDATA[A timidez nas crianças é muitas vezes incompreendida e pouco aceite. Talvez porque não seja uma emoção, mas uma mistura de receio, tensão, apreensão e/ou vergonha. A timidez manifesta-se através da tensão e inibição em situações sociais. Os indicadores da timidez podem incluir evitamento do olhar, um tom de voz suave/baixo e/ou um discurso hesitante ou trémulo. As crianças tímidas parecem ter falta de confiança, especialmente em novos ambientes ou quando estão no centro das atenções. No entanto,<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_ac9c5873a398485898629277c0739bff.jpg/v1/fill/w_288%2Ch_192/d262ef_ac9c5873a398485898629277c0739bff.jpg"/>]]></description><dc:creator>Leah Davies M. Ed.*</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/10/13/Ajudar-uma-crian%C3%A7a-t%C3%ADmida</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/10/13/Ajudar-uma-crian%C3%A7a-t%C3%ADmida</guid><pubDate>Fri, 13 Oct 2017 14:42:22 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_ac9c5873a398485898629277c0739bff.jpg"/><div>A timidez nas crianças é muitas vezes incompreendida e pouco aceite. Talvez porque não seja uma emoção, mas uma mistura de receio, tensão, apreensão e/ou vergonha. A timidez manifesta-se através da tensão e inibição em situações sociais. Os indicadores da timidez podem incluir evitamento do olhar, um tom de voz suave/baixo e/ou um discurso hesitante ou trémulo. As crianças tímidas parecem ter falta de confiança, especialmente em novos ambientes ou quando estão no centro das atenções. No entanto, é importante salientar que a timidez não é um atributo negativo, podendo tornar-se preocupante apenas quando é extrema e tem impacto noutras áreas do desenvolvimento da criança.</div><div>O problema de uma criança ser extremamente tímida é que pode ser percebida pelos seus pares como não amigável e desinteressada, podendo não ser incluída/chamada para as brincadeiras, o que por sua vez pode dificultar o seu desenvolvimento social. Com poucos amigos ou competências de comunicação, as crianças tímidas podem tornar-se mais solitárias, deprimidas, com baixa autoestima, o que pode interferir com o alcance de todo o seu potencial.</div><div>A hereditariedade, a cultura e o meio ambiente podem desempenhar um papel na timidez da criança. Se a família de uma criança tende a ser mais isolada, ou se os adultos constantemente chamarem a atenção da criança para o que os outros pensam dela ou se lhe permitirem pouca autonomia, isto pode estar associado a maior timidez.</div><div>Assim, os adultos podem ajudar as crianças, cuja timidez interfere com seu desenvolvimento social e aprendizagem, ajudando-as a relacionar-se confortavelmente com os outros.</div><div>O que os pais podem fazer para facilitar o desenvolvimento das competências sociais de uma criança tímida?</div><div><div>Compreenda que o processo de socialização leva tempo. Para se sentirem seguras, as crianças tímidas muitas vezes ficam de fora e observam uma atividade. Começam por observar e ouvir as interações dos outros; quando estão mais confortáveis aproximam-se; depois começam a falar com adultos em quem confiam e um par com quem têm maior proximidade; e após algum tempo começam a relacionar-se com outras crianças.</div>Crie uma relação atenciosa com a criança, tentando compreender os seus pensamentos, medos e outras emoções. Tranquilize a criança indicando que todas as crianças se sentem inibidas às vezes.Uma vez que uma criança tímida pode tornar-se mais autoconsciente quando confrontada com uma voz alta, fale suavemente e claramente. Esteja preparado para aguardar pacientemente pela resposta a uma pergunta porque a criança pode precisar de tempo para responder.Aceite a reticência de uma criança tímida para participar. Dê tempo para que a criança se ajuste a uma situação. Isto aumentará a sensação de segurança e autoconfiança.<div>Não force a criança a participar em atividades grupais. Em vez disso, forneça formas não ameaçadoras da criança interagir com pares.</div><div>Observe e comente os pontos fortes da criança, incluindo qualidades como bondade, habilidade atlética ou académica. Se sentir que a atenção vai envergonhar a criança, dê o elogio em privado.</div>Ajude seu filho a ver que todos cometem erros e que ninguém é perfeito. Encoraje-o a continuar a tentar, enfatizando que o que considera importante é o esforço.Se rotular o seu filho como &quot;tímido&quot;, a sua descrição pode tornar-se uma característica permanente da criança. Em vez disso, diga algo como: &quot;Todos são diferentes. Gostas de observar e aprender sobre o que está a acontecer antes de participar&quot;.<div>Pratique competências sociais específicas através de vários meios, incluindo role-plays e/ou usando bonecos ou fantoches:<div>Levantar a cabeça, sorrindo e fazendo contato visual quando falam. Diga: &quot;Se olhares para mim enquanto estiveres a falar, eu consigo ouvir o que tens a dizer e compreender-te melhor&quot;.Cumprimentar um amigo com entusiasmo. Por exemplo, peça à criança que diga coisas como: &quot;Olá, o meu nome é Francisco! Qual é o teu nome?&quot;.Começar uma conversa dizendo: &quot;Em que escola estiveste no ano passado?&quot; ou &quot;A que gostas de brincar?&quot;.Ouvir, sorrir e desfrutar de interações sociais. Faça a criança sorrir e dizer coisas como &quot;É divertido jogar este jogo contigo!&quot;.Ter conversas simples sobre trabalhos escolares, desporto ou programas de televisão. Comentários que as crianças podem fazer são: &quot;Eu também gosto de ler&quot;, &quot;De que desporto gostas mais?&quot; ou &quot;Qual é o teu programa de televisão favorito?&quot;Ser bom ouvinte e não interromper.</div></div>Incentive seu filho a fazer coisas por si mesmo.<div>Explore formas de aumentar as interações positivas com os pares para que o seu filho possa tornar-se mais extrovertido e independente.</div>Lembre-se sempre que é importante aceitar a criança como ela é, respeitando as suas características, mas ensinando competências que a ajudem a sentir-se melhor e que promovam um desenvolvimento positivo e saudável. Vá ajustando as estratégias às características específicas do seu filho.</div><div>* Traduzido e adaptado por Joana Nunes Patrício de <a href="http://www.kellybear.com/TeacherArticles/TeacherTip31.html">Kelly Bear</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Birras, afirmação e teste de limites!
Parte II</title><description><![CDATA[Já sabemos que as birras fazem parte do desenvolvimento das crianças. Mas o contexto em que as birras ocorrem, bem como a sua intensidade e duração varia muito de criança para criança, em função do seu temperamento. Assim, reagir de acordo com as características de cada criança é meio caminho andado para não perder o controlo da situação (tão fácil acontecer se estivermos cansados!)A capacidade de regulação emocional e de controlo de comportamentos e impulsos é algo que a criança vai<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_f53d279a7652493ca0a8704fff665b3c%7Emv2.jpg/v1/fill/w_288%2Ch_383/d262ef_f53d279a7652493ca0a8704fff665b3c%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício e Inês Poeiras</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/07/10/Birras-afirma%C3%A7%C3%A3o-e-teste-de-limites-Parte-II</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/07/10/Birras-afirma%C3%A7%C3%A3o-e-teste-de-limites-Parte-II</guid><pubDate>Mon, 10 Jul 2017 18:03:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_f53d279a7652493ca0a8704fff665b3c~mv2.jpg"/><div>Já sabemos que as birras fazem parte do desenvolvimento das crianças. Mas o contexto em que as birras ocorrem, bem como a sua intensidade e duração varia muito de criança para criança, em função do seu temperamento. Assim, reagir de acordo com as características de cada criança é meio caminho andado para não perder o controlo da situação (tão fácil acontecer se estivermos cansados!)</div><div>A capacidade de regulação emocional e de controlo de comportamentos e impulsos é algo que a criança vai desenvolvendo ao longo dos anos. E estes momentos são oportunidades de aprendizagem, de aprender o que está certo e errado, a respeitar regras, a lidar com a frustração, e a descobrir formas aceitáveis de agir.</div><div>Defina e reforce regras claras e consistentes. Algumas regras não são negociáveis, devem ser aplicadas de forma consistente e ajudam a que a criança se sinta segura. Permitem à criança perceber que existe estrutura, lógica e consistência no seu mundo.</div><div>E quando a birra está instalada? Em que a criança não está em condições de processar informação ou de refletir? Certamente não será o momento de a levar a aprender ou a cooperar.</div><div>Sugestões:</div><div>Mantenha a calma. Lembre-se que é o modelo do seu filho, ele aprende consigo. Gritar e bater não ajuda;Ignore a birra e dê atenção assim que a birra parar. Quando ignorar afaste-se da criança (mesmo que fique no mesmo espaço que ela), não interaja com ela, prepare-se para ser testado, e seja consistente. Não ceda à birra, ou a criança vai perceber que com as birras consegue aquilo que quer;Escolha que tipo de comportamentos pode ou não ignorar. Se a birra escalar e a criança começar a bater, morder, destruir coisas, deve dizer-lhe que isso não se faz, afastá-la, dizer-lhe que bater ou morder magoa, ignorar por 1 ou 2 minutos, e só depois reconhecer o sentimento, mas esclarecer que o comportamento não é aceitável, e redirecioná-la para outra atividade;Mostre que compreende o que ela sente (“sei que estás zangado por não poderes brincar com a bola, mas não pode ser por ...”) mas que alguns comportamentos são inaceitáveis (“...mas não podes bater”);Use poucas palavras, diga o que tem de ser feito, comece os pedidos por “assim que tu” ou “quando tu”, em vez de “se tu” (cuidado com as lutas de poder!);Ensine à criança técnicas para se acalmar: pôr a chucha, agarrar um boneco/cobertor que goste, ir para o sítio de acalmar, apertar uma almofada, respirar fundo, e usar as palavras; Tente traduzir o comportamento que não quer ver em algo que quer ver: “não quero que atires os brinquedos – quero que brinques com calma, com os brinquedos na mão ou no chão”;Reconheça os progressos à medida que a criança começa a ser capaz de gerir as suas emoções e comportamentos.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Birras, afirmação e teste de limites!
Parte I</title><description><![CDATA[É normal? Sim, a birra faz parte da fase de desenvolvimento em que a maior parte das crianças atravessa um período de desafio durante o qual testa frequentemente os limites dos pais. As birras diárias são naturais nestas idades e o “não” torna-se uma forma de afirmarem a sua independência. Neste período, as crianças são sobretudo motivadas pelas emoções e, portanto, os comportamentos mais irracionais são expectáveis. Além disso estão a tomar consciência de si enquanto indivíduos, com pensamentos<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_f53d279a7652493ca0a8704fff665b3c%7Emv2.jpg/v1/fill/w_288%2Ch_383/d262ef_f53d279a7652493ca0a8704fff665b3c%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício e Inês Poeiras</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/02/06/Birras-afirma%C3%A7%C3%A3o-e-teste-de-limites-Parte-I</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/02/06/Birras-afirma%C3%A7%C3%A3o-e-teste-de-limites-Parte-I</guid><pubDate>Mon, 06 Feb 2017 18:55:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_f53d279a7652493ca0a8704fff665b3c~mv2.jpg"/><div>É normal? Sim, a birra faz parte da fase de desenvolvimento em que a maior parte das crianças atravessa um período de desafio durante o qual testa frequentemente os limites dos pais. As birras diárias são naturais nestas idades e o “não” torna-se uma forma de afirmarem a sua independência. Neste período, as crianças são sobretudo motivadas pelas emoções e, portanto, os comportamentos mais irracionais são expectáveis. Além disso estão a tomar consciência de si enquanto indivíduos, com pensamentos próprios e com sentimentos fortes, mas ainda não têm ferramentas para os compreender e gerir. Este tipo de birras ocorre porque a criança ainda não consegue expressar bem verbalmente o que sente e quer, ainda está a aprender o que é e não é aceitável, e tem um sistema de autorregulação imaturo. Isto, combinado com a vontade de explorar, de ser independente e fazer o que quer, leva a que a criança não consiga lidar com tudo o que sente e acabe por “explodir” de alguma forma. Desta vez fiquemos pelas situações como cansaço, fome, sono, mudanças, excitação, ou seja, situações em que a birra é previsível. A antecipação dos pais é meio caminho andado para que não haja um escalar da situação.</div><div>Sugestão:</div><div>Evite ir para grandes superfícies, sítios de grande confusão e de grande estímulo;Com crianças muito pequenas, leve sempre um iogurte ou queijinho para que nalgum imprevisto consiga satisfazer a fome da criança;Se o seu filho já é mais crescido e começar a ficar impaciente, explique o que é que está a fazer e quanto tempo ainda falta para a refeição (está a dar as regras do jogo):Desvie a atenção da criança, chamando a sua atenção para algo do seu interesse, um passarinho que passa ou um cachorro;Também é bom ter um bloco e um lápis no bolso ou na carteira: as crianças adoram rabiscar e ficam entretidas mais um bocadinho, enquanto resolve um assunto inadiável;Permita que a criança decida pequenas coisas (“queres a camisola azul ou a encarnada?)</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Dê-se de presente!</title><description><![CDATA[É a época de Natal... tempo de reflexão, de estar com a família, de cuidar, de agradecer, de dar e receber... Perguntamos a nós mesmos o que dar, se damos de mais ou de menos, se damos o que realmente importa... E nesta reflexão concluímos que não há melhor dádiva do que dar aos nossos filhos tempo e afeto!No dia a dia atarefado, entre rotinas, deslocações e afazeres tantas vezes parece faltar tempo para simplesmente estarmos juntos, tantas vezes damos por nós a desejar que o dia tivesse mais<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_18052de3b1a04129b09f8c6571a3b9d1%7Emv2.png/v1/fill/w_247%2Ch_293/d262ef_18052de3b1a04129b09f8c6571a3b9d1%7Emv2.png"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2015/12/07/D%C3%AA-se-de-presente</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2015/12/07/D%C3%AA-se-de-presente</guid><pubDate>Mon, 05 Dec 2016 18:49:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_18052de3b1a04129b09f8c6571a3b9d1~mv2.png"/><div>É a época de Natal... tempo de reflexão, de estar com a família, de cuidar, de agradecer, de dar e receber... Perguntamos a nós mesmos o que dar, se damos de mais ou de menos, se damos o que realmente importa... </div><div>E nesta reflexão concluímos que não há melhor dádiva do que dar aos nossos filhos tempo e afeto!</div><div>No dia a dia atarefado, entre rotinas, deslocações e afazeres tantas vezes parece faltar tempo para simplesmente estarmos juntos, tantas vezes damos por nós a desejar que o dia tivesse mais horas para podermos usufruir verdadeiramente do tempo...quantas vezes não nos faz tanto sentido “pedir ao tempo, que me dê mais tempo, para olhar para ti” (Miguel Gameiro) ...</div><div>Com efeito, para que as crianças tenham um desenvolvimento positivo e saudável é essencial estabelecer com elas uma relação de afeto, encorajamento e valorização. Transmitir-lhes a sensação de serem especialmente valorizadas e aceites como são. É essencial dar-lhes uma infância com relações seguras, estáveis e afetuosas, com adultos que sejam sensíveis e responsivos às suas necessidades. Transmitir afeto por gestos e palavras, dar conforto e carinho, cuidar com amor. É necessário tempo de qualidade para poder estar, relacionar-se, interagir com o seu filho.</div><div>É através de interações positivas que as crianças são estimuladas e que os seus cérebros se desenvolvem desde que nascem. Estas experiências de qualidade na infância têm uma influência positiva nas suas vidas, não só a curto, como a médio e longo prazo. Claro que são necessários outros ingredientes, mas o afeto e o tempo de qualidade é das melhores dádivas que pode dar.</div><div>Sugestão:</div><div>Façam atividades simples juntos, em casa e fora de casa. Deixe-se encantar pelas descobertas do seu filho;Ajude o seu filho a sentir-se seguro e amado respondendo às suas necessidades de conforto. Deixe que ele se sinta especial e valorizado pelas suas palavras e gestos (sorrisos, abraços, beijinhos);Estar com o seu filho numa atitude disponível e afetuosa, interagindo positivamente com ele, e fazendo atividades em conjunto (conversar, brincar, rir, cantar, dançar), transmite-lhe mensagens como: és capaz, és amado, fazes-me rir, gosto de estar contigo. Esta aceitação e valorização são a base da construção da autoestima e da autoconfiança, que serão essenciais para toda a vida do seu filho.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>A infância não se repete</title><description><![CDATA[As notícias, que nos últimos dias chegaram até nós, impelem-nos à ação. Não podemos ficar indiferentes a crianças que morrem devido a negligência e maus-tratos parentais, nem a estados que são multados por desrespeito dos direitos humanos. Não é uma caça às bruxas que se pede. Não precisamos de culpados. Não precisamos de dedos a apontar nem de conselhos de algibeira.Precisamos, sobretudo, de antecipar isto tudo. Precisamos de prevenir porque “a infância não se repete, fica para sempre”.<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_4bc6a47eb3e74802ade6f662a0579cc1%7Emv2.jpg/v1/fill/w_288%2Ch_286/d262ef_4bc6a47eb3e74802ade6f662a0579cc1%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Inês Poeiras</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/10/12/A-inf%C3%A2ncia-n%C3%A3o-se-repete</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2017/10/12/A-inf%C3%A2ncia-n%C3%A3o-se-repete</guid><pubDate>Mon, 22 Feb 2016 15:57:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_4bc6a47eb3e74802ade6f662a0579cc1~mv2.jpg"/><div>As notícias, que nos últimos dias chegaram até nós, impelem-nos à ação. Não podemos ficar indiferentes a crianças que morrem devido a negligência e maus-tratos parentais, nem a estados que são multados por desrespeito dos direitos humanos. Não é uma caça às bruxas que se pede. Não precisamos de culpados. Não precisamos de dedos a apontar nem de conselhos de algibeira.</div><div>Precisamos, sobretudo, de antecipar isto tudo. Precisamos de prevenir porque “a infância não se repete, fica para sempre”. Precisamos de apoiar porque, para ser pai e mãe, a intuição não basta. Não podemos deixar que em Portugal cresçam crianças sem infância. Temos que nos envolver. E não é só a “escola”, ou o “centro de saúde”. Não é a “rede institucional”. São as pessoas. É o professor e o médico e o vizinho e o senhor do café e da mercearia e toda a gente com quem nos cruzamos. Somos todos nós. Temos que nos envolver, temos que estar atentos, temos que passar a viver como pessoas que se preocupam com o bem dos outros. Isso sim, seria um bom avanço civilizacional.</div><div>Na Caminhos da Infância estamos a preparar uma nova campanha para abril, o mês internacional da prevenção do mau trato na infância. E connosco continuamos a ter muita gente. Contamos também com todos para, juntos, promovermos este trabalho de prevenção</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Brinca comigo</title><description><![CDATA[Já pensou que brincar pode ser um fator chave para o desenvolvimento do seu filho? E que brincar com os pais pode ser dos aspetos mais importantes da vida de uma criança?Brincar não é “só” brincar. Brincar está na base do desenvolvimento do seu filho e de uma parentalidade positiva e bem-sucedida.Nem todos os adultos se sentem confortáveis a brincar, ou estão cansados, ou aborrecem-se com as brincadeiras repetitivas...mas pense que brincar é bom. Ao brincar de forma regular, sensitiva e<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_95fb19539d834c248a47e8bc99a884ae%7Emv2.jpg/v1/fill/w_363%2Ch_377/d262ef_95fb19539d834c248a47e8bc99a884ae%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2015/11/16/Brinca-comigo</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2015/11/16/Brinca-comigo</guid><pubDate>Mon, 16 Nov 2015 18:34:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_95fb19539d834c248a47e8bc99a884ae~mv2.jpg"/><div>Já pensou que brincar pode ser um fator chave para o desenvolvimento do seu filho? E que brincar com os pais pode ser dos aspetos mais importantes da vida de uma criança?</div><div>Brincar não é “só” brincar. Brincar está na base do desenvolvimento do seu filho e de uma parentalidade positiva e bem-sucedida.</div><div>Nem todos os adultos se sentem confortáveis a brincar, ou estão cansados, ou aborrecem-se com as brincadeiras repetitivas...mas pense que brincar é bom. Ao brincar de forma regular, sensitiva e responsiva com o seu filho, ele vai desenvolver um vínculo emocional de confiança consigo e uma série de competências físicas, cognitivas e socio-emocionais.</div><div>Sugestão VI:</div><div>Brinque com o seu filho e divirta-se - sorria, ria, mostre entusiasmo.Deixe-se levar por ele e brinque como ele quer brincar (ex. pôr um balde a fazer de chapéu) e dê-lhe atenção também quando brinca sossegado. Encoraje a criatividade e não tente fazer por ele (só a ajuda necessária para reduzir a frustração).“Outra vez?” Sim, faça brincadeiras repetidamente. A repetição é uma forma de aprendizagem e de prática de capacidades.Acabe a brincadeira de forma previsível (daqui a 5 minutos, quando o relógio tocar, temos que parar de brincar para fazer o jantar, mas depois do jantar brincamos mais um bocadinho).</div><div>(Em colaboração com Equipa de Investigação CIS-IUL)</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Até logo!</title><description><![CDATA[Chegou a altura de deixar os seus filhos na escola. Alguns irão pela primeira vez, outros não. Seja como for cada criança reage da sua forma à entrada na escola. Algumas crianças adaptam-se logo muito bem, outras precisam de mais tempo. Palavras de ordem? Paciência e compreensão! A ansiedade de separação faz parte do desenvolvimento infantil e normalmente diminui ao longo do tempo, à medida que o seu filho perceber que vai e volta e que fica num contexto seguro. Se possível vá com calma, vá<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_68b931066eca4320b8924a4fad83f5ae%7Emv2.jpg/v1/fill/w_288%2Ch_319/d262ef_68b931066eca4320b8924a4fad83f5ae%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Joana Nunes Patrício</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2015/09/07/At%C3%A9-logo</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2015/09/07/At%C3%A9-logo</guid><pubDate>Mon, 07 Sep 2015 17:24:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_68b931066eca4320b8924a4fad83f5ae~mv2.jpg"/><div>Chegou a altura de deixar os seus filhos na escola. Alguns irão pela primeira vez, outros não. Seja como for cada criança reage da sua forma à entrada na escola. Algumas crianças adaptam-se logo muito bem, outras precisam de mais tempo. Palavras de ordem? Paciência e compreensão! </div><div>A ansiedade de separação faz parte do desenvolvimento infantil e normalmente diminui ao longo do tempo, à medida que o seu filho perceber que vai e volta e que fica num contexto seguro. Se possível vá com calma, vá deixando a criança por períodos curtos e progressivamente mais longos. Reconheça e respeite os sentimentos do seu filho e tranquilize-o, usando expressões e um tom de voz que mostrem entusiamo e segurança.</div><div>Sugestão V:</div><div>Em casa tente estabelecer uma rotina e fazer tudo com calma (ex. de manhã, comentem a rotina do dia, escolham um brinquedo de afeto que a criança possa usar na escola, à tarde, preparem a mochila juntos, experimentem brincar “às escolas” e contar histórias sobre meninos que vão para a escola e como é bom passar o dia na escola). Aproveite também os momentos tranquilos para conversar sobre o dia na escola (ex. com quem brincou, a quê, que música cantou).</div><div>Crie também uma rotina de despedida na creche/ jardim de infância que não seja muito demorada. Deixe a mensagem clara de que vai ficar bem, de que o virá buscar e quando. E lembre-se sempre: depois de dizer adeus resista a voltar atrás, despedidas arrastadas e repetidas são mais penosas e transmitem à criança a sua própria ansiedade e insegurança. </div><div>(Em colaboração com Equipa de Investigação CIS-IUL)</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>O termómetro das emoções</title><description><![CDATA[Todos nós já sentimos diferentes emoções ao longo da vida. Felicidade, tristeza, zanga, nojo, desprezo, surpresa, medo… emoções positivas ou negativas, todas elas são importantes para o desenvolvimento adequado das crianças e adolescentes. Porque não há emoções boas ou más, mas sim emoções que podem ser adaptativas (ou seja, ajudam a criança a lidar com uma determinada situação) ou não adaptativas. Mesmo as emoções negativas (como a tristeza, a raiva ou o medo) podem ser adaptativas! É natural<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_c1fdb30b2eab48938eef8e1978690d1a%7Emv2_d_2200_2433_s_2.jpg/v1/fill/w_288%2Ch_318/d262ef_c1fdb30b2eab48938eef8e1978690d1a%7Emv2_d_2200_2433_s_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Rute Agulhas</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2015/06/22/O-term%C3%B3metro-das-emo%C3%A7%C3%B5es</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2015/06/22/O-term%C3%B3metro-das-emo%C3%A7%C3%B5es</guid><pubDate>Mon, 22 Jun 2015 16:58:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_c1fdb30b2eab48938eef8e1978690d1a~mv2_d_2200_2433_s_2.jpg"/><div>Todos nós já sentimos diferentes emoções ao longo da vida. Felicidade, tristeza, zanga, nojo, desprezo, surpresa, medo… emoções positivas ou negativas, todas elas são importantes para o desenvolvimento adequado das crianças e adolescentes. </div><div>Porque não há emoções boas ou más, mas sim emoções que podem ser adaptativas (ou seja, ajudam a criança a lidar com uma determinada situação) ou não adaptativas. </div><div>Mesmo as emoções negativas (como a tristeza, a raiva ou o medo) podem ser adaptativas! É natural que se sinta tristeza quando se perde alguém de quem gostamos. Ou que se sinta zanga quando alguém nos faz algo de que não gostamos!</div><div>Também o medo é uma emoção que pode ser muito importante, até do ponto de vista da segurança. Por exemplo, é importante que uma criança pequena sinta medo de atravessar uma rua sozinha. Mas as emoções têm também diferentes intensidades. Como se houvesse um termómetro. Assim, as emoções podem ser menos intensas ou mais intensas. É muito importante que cada um de nós consiga perceber, não só qual a emoção que está a sentir, mas também com que intensidade (‘como está o meu termómetro da zanga?’). Porque as emoções, quando são muito intensas, aí sim, podem tornar-se desadaptativas. </div><div>Vamos ver alguns exemplos: O medo é uma emoção muito frequente em crianças, e crianças de diferentes idades podem sentir medos diferentes. Estes medos podem ser normativos, mas tornam-se um problema quando são muito intensos, de tal forma de paralisam a criança e a impedem de funcionar, podendo conduzir ao evitamento das situações. A zanga. Quem é que nunca se sentiu zangado? Todos nós já nos sentimos zangados e irritados. O problema surge quando esta zanga se torna tão intensa que impede que a criança encontre estratégias de a controlar, podendo traduzir-se, depois, em comportamentos mais desajustados. Enquanto pais, desempenhamos um papel muito importante na forma como as crianças aprendem a reconhecer e a lidar com as suas emoções. É importante aceitar que a criança experiencie as diferentes emoções. Não devemos dizer, por exemplo, que ‘um rapaz não chora’, ou que não permitimos que a criança se zangue.</div><div>Sugestão IV: Aceitar as diversas emoções que a criança sente não significa que aceitemos determinados comportamentos associados a essa mesma emoção. Por exemplo, aceitamos que a criança se sinta zangada, mas não aceitamos que dê pontapés por sentir-se dessa forma.E como grande exemplo dos filhos, é fundamental que os pais consigam, eles próprios, controlar as suas emoções, de forma a que o termómetro não suba demasiado. Não só estamos a ensinar à criança que é possível controlar as emoções, como também prevenimos situações mais desajustadas enquanto pais. Porque quando a zanga ou irritação dos pais sobe muito… mais dificilmente controlam os seus comportamentos e podem acabar por recorrer a práticas mais punitivas.</div><div>(Em colaboração com Equipa de Investigação CIS-IUL</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Parte da história</title><description><![CDATA[Há uma força misteriosa, celeste, a unir um pai a um filho, e o filho ao pai. Um elo que está para além da nossa compreensão, chamamos-lhe amor por ser a força mais profunda de sentido que se conhece, mas para o caso até parecerá demasiado genérico.Desde que nasci, e só em adulto me apercebi, fixei na figura de meu pai o espanto, como o noto no modo como outros falam de seus pais. Um espanto que nos faz querer ser melhores, iguais aos nossos pais. E mesmo em todo o conflito que em dada altura da<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_5f9d5989e079410b93c3670cac6a7762%7Emv2_d_2474_2985_s_4_2.jpg/v1/fill/w_288%2Ch_347/d262ef_5f9d5989e079410b93c3670cac6a7762%7Emv2_d_2474_2985_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Rodrigo Leitão*</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2015/04/06/Parte-da-hist%C3%B3ria</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2015/04/06/Parte-da-hist%C3%B3ria</guid><pubDate>Mon, 06 Apr 2015 17:42:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_5f9d5989e079410b93c3670cac6a7762~mv2_d_2474_2985_s_4_2.jpg"/><div>Há uma força misteriosa, celeste, a unir um pai a um filho, e o filho ao pai. Um elo que está para além da nossa compreensão, chamamos-lhe amor por ser a força mais profunda de sentido que se conhece, mas para o caso até parecerá demasiado genérico.</div><div>Desde que nasci, e só em adulto me apercebi, fixei na figura de meu pai o espanto, como o noto no modo como outros falam de seus pais. Um espanto que nos faz querer ser melhores, iguais aos nossos pais. E mesmo em todo o conflito que em dada altura da vida é forçoso que surja encontramos no seu fundo o desejo do filho em ver-se reconhecido como seu par. </div><div>Enquanto o filho não se poupa a esforços até se afirmar, os pais vão criando as suas próprias expectativas. Veem-se numa posição nova, sabem ser a referência, e querem estar à altura da responsabilidade. Contou-me um amigo que assim que foi pai inscreveu-se num ginásio. Ser pai faz-nos querer ser melhores pessoas. É certo que com o tempo, e aqui os hábitos diários atuam como um poderoso soporífero, a tendência poderá ser confundirmo-nos nas prioridades. A própria ambiguidade na educação, no impacto desconhecido de cada incentivo ou censura que impomos, constrangidos pelo que são as nossas referências, as nossas possibilidades, o cansaço e até a premissa furada de que os filhos estavam sob nosso controle, em todo o dilema moral esgotam-se muitos recursos anímicos conduzindo a todo o tipo de desvios. E contudo, tudo o que mais desejamos é o melhor para os nosso filhos.</div><div>E a verdade é que o melhor que poderemos dar é a nossa presença. É estarmos lá, fazer parte da sua história. Aí, como que por milagre, não só o pai fará instintivamente o esforço de ser referência, como o filho fará por seguir seus passos; o tal espantoso elo, fortificado, levará a melhor sobre qualquer adversidade e essa história, em todos os seus percalços, como um regresso a casa, terá tudo para correr bem!</div><div>*Coordenador da campanha &quot;A infância não se repete&quot;</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Quem não come por ter comido, não sofre de doença de perigo</title><description><![CDATA[A hora da refeição deveria ser um momento de partilha e descontração. Mas o dia a dia, principalmente para quem tem filhos pequenos, torna tudo um bocadinho mais difícil.No meio do cansaço, os pais acabam por ceder à vontade dos filhos. Negoceiam brócolos por rebuçados, espinafres por chocolates… quando há uns tempos ainda aparecia o Popeye a ajudar os pais!O stress não deixa ver que muitas vezes as crianças ficam saciadas com pouco e que estão a experimentar texturas e sabores novos para os<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_851f51d1977342b9ae0b093afeae61b8.jpg/v1/fill/w_369%2Ch_307/d262ef_851f51d1977342b9ae0b093afeae61b8.jpg"/>]]></description><dc:creator>Francisca Carneiro</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2015/03/23/QUEM-N%C3%83O-COME-POR-TER-COMIDO-N%C3%83O-SOFRE-DE-DOEN%C3%87A-DE-PERIGO</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2015/03/23/QUEM-N%C3%83O-COME-POR-TER-COMIDO-N%C3%83O-SOFRE-DE-DOEN%C3%87A-DE-PERIGO</guid><pubDate>Mon, 23 Mar 2015 17:48:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_851f51d1977342b9ae0b093afeae61b8.jpg"/><div>A hora da refeição deveria ser um momento de partilha e descontração. Mas o dia a dia, principalmente para quem tem filhos pequenos, torna tudo um bocadinho mais difícil.</div><div>No meio do cansaço, os pais acabam por ceder à vontade dos filhos. Negoceiam brócolos por rebuçados, espinafres por chocolates… quando há uns tempos ainda aparecia o Popeye a ajudar os pais!</div><div>O stress não deixa ver que muitas vezes as crianças ficam saciadas com pouco e que estão a experimentar texturas e sabores novos para os quais precisam de tempo para se habituarem ao paladar e lhes ter gosto. É sabido que deve encorajar-se a persistência na oferta alimentar, no mínimo 10 a 15 tentativas por alimento!</div><div>Sugestão II: Com filhos pequeninos, e que jantam mais cedo, coma pelo menos a sopa com eles, (a partir de um ano de idade as crianças devem comer a mesma refeição preparada para toda a família), enquanto vão sabendo as novidades do dia. E vá repetindo o programa nos dias seguintes. (Nunca esquecendo que não é na adolescência que eles começam a conversar!)</div><div>Em colaboração com Equipa de Investigação CIS-IUL</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Dás-me colo?</title><description><![CDATA[Fazer crianças felizes é o que nos move.Juntámos a investigação à experiência, que é como quem diz, andámos da teoria à prática e da prática à teoria. Descobrimos que afinal “fazer tudo pelos filhos” não os torna necessariamente mais felizes e que as crianças só têm a ganhar com pais que lhes dão oportunidade. É que a infância não se repete e há alturas para tudo. Para não saber nada; para começar a perceber alguma coisa; para experimentar; para se enganar; para conquistar; para dar ideias; para<img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_04952070caf541b59be654de16b5e440.jpg/v1/fill/w_288%2Ch_262/d262ef_04952070caf541b59be654de16b5e440.jpg"/>]]></description><dc:creator>Inês Poeiras</dc:creator><link>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2015/01/12/D%C3%81-ME-COLO</link><guid>https://www.caminhosdainfancia.com/single-post/2015/01/12/D%C3%81-ME-COLO</guid><pubDate>Mon, 12 Jan 2015 18:07:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d262ef_04952070caf541b59be654de16b5e440.jpg"/><div>Fazer crianças felizes é o que nos move.</div><div>Juntámos a investigação à experiência, que é como quem diz, andámos da teoria à prática e da prática à teoria. Descobrimos que afinal “fazer tudo pelos filhos” não os torna necessariamente mais felizes e que as crianças só têm a ganhar com pais que lhes dão oportunidade. </div><div>É que a infância não se repete e há alturas para tudo. Para não saber nada; para começar a perceber alguma coisa; para experimentar; para se enganar; para conquistar; para dar ideias; para negociar…</div><div>Propomo-nos, em meia dúzia de palavras, quase como um atalho, dar-lhe algumas pistas, durante os próximos meses, que poderão vir a ajudá-lo(a) a tomar decisões mais conscientes na educação dos seus filhos. Soluções simples, sempre pela positiva, que por vezes podem requerer mais paciência do que aquela que achamos que temos.</div><div>Mas, porque não há fórmulas mágicas, temos que partir dos mesmos pressupostos. Primeiro, que cada criança é única e que não há um padrão único de Ser. Entra na equação todo o contexto da criança! E, por último, não há nenhum truque que resulte se não houver uma relação afetiva em construção. Em jeito de desejo de Ano Novo, deixamos a nossa primeira sugestão.</div><div>Sugestão I: Na dúvida, dê “colo”. Aos dois, cinco, sete, 12 ou 17 anos. Nunca é demais.</div><div>(Em colaboração com Equipa de investigação do CIS/ISCTE-IUL)</div></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>